segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Capítulo 47 - Kiss in the pool


Bruno Pov's

Me senti a pessoa mais inútil, mais horripilante, quando, por impulso, a beijei. Não queria sentir nada disso, não queria correr o risco de ter essa vontade, mas naquele momento lindo, eu cantando a música pra ela, e vendo que meu filhote estava ali, dentro dela, parece que tudo ficou mais propenso a criar esse clima de romantismo.

Ela tem namorado, e eu sou livre como sempre quis ser.

Fui dormir com esse peso, e acabei por acordar mais cedo do que o normal. Arrastei meu violão para a sala e liguei o rádio bem baixinho.

-Bom dia, senhor. - Marie passou pela sala.

-Senhor está no céu.

-Vou ter que lembrar que foi o senhor, opa, você, que impôs essa condição?

-Eu estava bêbado, e daqui pra frente não ficarei mais daquele forma que ficava antes. - Larguei o instrumento para olha-la. - Aliás você está maravilhosa hoje. Seu marido lhe elogiou?

-Obrigada. - Apesar de ter mais de 50 anos, Marie se cuida, e é bem dedicada e vaidosa, um dos motivos por ter contratado ela a anos atrás. - Mas ele.. Ele não tem concerto, Bruno. - Ela passa a mão pela lateral da calça.

-Desculpa por tocar nesse assunto. - Deve ser delicado, a convivência com ele definitivamente não deve ser das melhores, já que ela sempre evita falar dele e no seu nome. - Então vamos sorrir.

-Viu passarinho verde, foi? - Ela riu e eu a acompanhei. - Faço o café agora?

-Pode ser.

Dedilhei mais alguns acordes, alguns ajustes do violão e dei as primeiras notas da música que cantei ontem. Meu filho está me deixando um completo bobo.

Tomei meu café primeiro e pedi que Marie me alcançasse a bandeja de café-da-manhã para eu levar a Amber. Ela ainda deveria estar com dores nas costas. Eu mesmo fiz questão de arrumar, colocando um guardanapo, a sua dieta e suas vitaminas. Marie insistiu que eu colocasse uma pequena flor ao lado, e ela mesma colheu e a colocou. Havia ficado lindo, verdadeiramente.

Andei equilibrando a bandeja e dou duas batidinhas na porta antes de abrir. Amber já estava acordada, sentada na cama, terminando uma conversa no telefone.

-Ok, tudo bem. Beijos. - Ela brilhou os olhos quando viu a bandeja em minhas mãos. - Bom dia. - Diz.

-Bom dia. - Sorrio esperando ela se ajeitar melhor para por a bandeja.

-Tratamento de princesa. Quem diria. - Ela ri, pegou a flor ao lado de sua comida e a cheirou.

-Creio que o cheiro não... - Observo a sua careta. - dos melhores. - Completo e nós rimos.

-Não é mesmo.

-O que vale é a intensão. - Rimos novamente. - A que horas acordou?

-Hm. - Balbuciou assim que tomou um gole do seu café. - Dez e pouca?

-Não faz muito, mas mesmo assim, pela manhã você tem que se alimentar direito. - Ordenei. - Não só pela manhã, a qualquer hora.

-Desculpa, Finn me ligou para saber como estava as coisas.

-Finn? - Pergunto expressando minha emoção na cara mais sem-graça possível. Sem graça como ele.

-É. Ele perguntou se pode me ver na hora do almoço. Ele passaria aqui.

-Hmmm... - Penso por alguns segundos.

-Eu não estou pedindo, antes que fale algo. Estou afirmando.

-Meu Deus, eu estou criando um monstro. - A olho, fingindo estar chocado, e ela semicerra os olhos, rindo de mim logo depois.

Perto do almoço, arrumei o deck próximo a piscina e pus uma toalha molhada sobre duas cadeiras espreguiçadeiras, para não estarem queimando quando decidir vir tomar banho e pegar um pouco de sol. Na cozinha, Marie já estava com o almoço quase pronto, cheirava muito bem como sempre. Vi a sombra de Amber passar pela porta principal e constatei que o príncipe de araque já estava no recinto.

Passei para a sala, ligando a televisão no mudo e o rádio. Esperava ansiosamente que o almoço ficasse pronto e ela tivesse que entrar e ele, felizmente, ir embora.

-Bruno, a comida está pronta, posso por a mesa na sala de jantar?

-Pode sim, obrigada por avisar, Marie. - Agradeço e caminho em direção da porta principal.
Ajeitei minha camisa, passei a mão no rosto e coloco meu sorriso mais irônico no rosto.

-Amber. O almoço está servido. - Aviso avistando eles, um pouco distante da porta. Afastados, mas de mãos dadas, pareciam conversar bastante. - Amber? - Chamo sua atenção.

-Oi. - Ela pareceu aterizar na Terra agora. - Já vou.

Me senti um patético e típico pai de adolescente, que fica namorando no portão, enquanto eu peço para que ela entre pois já está tarde.

-Olá, Finn.

-Oi, Bruno. - Como ele pode sorrir pra mim? Cínico!

Fiquei parado na porta, esperando. Sei que pode ser até invasão de privacidade com eles, e que eu não tenho esse direito, mas eu preciso ficar ali. Eles se beijaram e meu estômago se retorceu. Fiz uma careta e comecei a rir nos meus pensamentos.

-Idiota, eu beijei ela ontem e ela gostou. Eu sei que gostou. E agora está pegando minha baba, meu resto. Toma essa, príncipe de araque. - Penso, querendo na verdade gritar e e rir da cara dele.

Amber está praticamente na minha frente quando eu acordo dos meus pensamentos.

-Você está bem?

-Com fome. - Respondo. - Não convidou para almoçar? - Pergunto.

-Ele vai almoçar com a Belle.

Garanto se a boneca-assassina-e-possuída desse mole para ele antes da Amber, ele teria pego.
Na verdade qualquer um pegaria, porque ela é bonita... de boca fechada, porque é um porre quando começa a falar.

Amber Pov's

Senti desconforto assim que acordei, uma cólica de leve, nada demais. Finn ligou-me e fez um enorme interrogatório de como Bruno estava me tratando, de como nós estávamos nos relacionando, e se eu estava me sentindo bem. Só faltou perguntar a cor da minha roupa íntima. Assim que encerrei a ligação, Bruno estava na porta, com uma bandeja linda de café-da-manhã. Me senti poderosa como aquelas madames de filmes.

Após o almoço, fiz questão de ajudar Marie e Bruno já foi deixando de aviso prévio que iríamos para a piscina.

-O que eu ganho? Não quero ir. - Faço manha.

-Uma barra de chocolate, que tal?

-Hmmmm, sabor?

-Você escolhe.

-Mas só isso é muito pouco. - Coloco a língua pra fora. - Quero mais um pacote de m&m's.

Chantageei ele, até Bruno pegar o carro e ir a um mercado mais próximo. Enquanto aproveitávamos para deixar a comida baixar. Arrumei algumas das minhas roupas, não muitas, porque odeio dobrar roupas, mas o suficiente para deixar o quarto mais organizado. Peguei meu biquíni e tomei uma ducha rápida.

-Estou esperando você na piscina. - Ouço a voz do Bruno no corredor. - O chocolate vai estar comigo.

-Você é um filho da mãe chantagista.

-Eu sou chantagista? Ta bom.

Bruno Pov's
Fomos para a piscina, na verdade eu fui primeiro, Amber ainda se enrolou mais um pouquinho. Quando chegou nas cadeiras onde eu estava, ela ficou olhando para a cadeira, enrolada numa toalha, que por causa da barriga, deixou uma fresta aberta.

-Você não vai tirar isso? - Pergunto olhando para ela com os olhos pequenos pelo sol que pegou. 

-Vergonha. - Diz baixinho.

-Amber. - A repreendi. - Deixa disso. - Falo. Queria na verdade falar que já vi muitos detalhes do seu corpo, mas é um pena que lembro de poucos. E isso deixaria ela mais acanhada e com mais vergonha, e não é isso que eu quero.

-Vou tirar daqui a pouco. 

Pego um pouquinho de sol e levanto para ir atrás da caixa de som para por uma música. Dei carinho para meu cachorro rapidinho e voltei para onde estava. Amber já havia tirado a toalha e estava sentada na borda da piscina.

Enquanto arrumava a caixa, observei ela de costas, nem parecia uma grávida, ao não ser por seus culotes que denunciavam. Seus cabelos foram soltos e ela reclama da água nos pés. 

Coloquei a música e peguei distância para dar um ponto na piscina. Corri e me atirei com tudo, acostumado a fazer isso tantos anos. Nem percebi que tinha molhado a Amber, só quando fui para a superfície e tirei a água do rosto. Ela me fulminava, molhada em várias partes.

-Poderia matar você. - Comenta passando a mão nas coxas. 

-Não poderia. - Nado até ela e me apoio ao seu lado. - Entra. 

-Está gelada. - Ela torce os lábios.

-Ah, espera que eu vou ali pegar uma chaleira de água quente para amornar a água. - Sorri ironicamente e dá o dedo médio pra mim. 

-É sério. - Amb coloca as duas mãos para o lado, levando um pouco mais as pernas para dentro da água, e fazendo careta feia por causa da temperatura. 

-Eu te ajudo. 

Me posiciono a sua frente e seguro sua cintura. Ela reclama da água, mas em questão de segundos mergulha, voltando brevemente para a superfície. 

-Viu, não foi tão difícil assim. - Rio dela, que nada de mal jeito até a borda, e logo vai se locomovendo para a outra. 

A repreendo dizendo para ir devagar, porque tenho medo que possa acontecer algo. Durante um mergulho, abri meus olhos e pude ver seu corpo nadando para o outro lado, sua barriga perfeitinha, suas pernas parecendo maiores na água. E seus peitos, bem maiores. Balanço a cabeça, rindo pra mim mesma. 

Nadei mais um tempo com ela, mergulhando e competindo. Até ela se sentar na borda. Me sento ao seu lado, balançando a cabeça parar tirar o excesso de água do cabelo e observo ela com o olhar terno para tudo, para o horizonte. 

-Minha irmã me mataria se soubesse que eu estou tomando banho de piscina com você. 

-Ela não sabe que está morando aqui?

-Nop. - Nega. - Somente meu pai. E ele não contou a ela, porque senão ela estaria aqui, agora.

-Nunca entendi esse amor todo por mim. Eu sou apenas um cara que canta. 

-Bruno, se você soubesse todos os porquês que ela te ama... São tantos motivos, que sinceramente, desacreditei quando você me chamou daquelas coisas. Mas agora, você parece tudo e muito mais das qualidades que ela havia dito.

-Não sou perfeito. 

-Eu sei. - Ela concorda. - Mas pra elas, é.

Ainda conversamos mais. Era estranho saber de tudo que sua irmã, minha fã, falava de mim. É estranho dizer que a tia do meu filho é minha fã adolescente louca por mim. Mas aguça o ego, saber que tenho milhares de pessoas me amando.

Sua barriga estava me chamando atenção. Ela estava lustrosa, devido ao óleo e o protetor solar. Não há marcas de estrias. Bem pontudinha e redondinha. Da vontade de pega-la e sair correndo.

-Ele me ouve, será? - Pergunto baixinho, me inclinando.

Amber balança a cabeça num sinal de sim.

-Fale com ele. - Diz passando a mão molhada pela barriga. 

-Então... como é ai dentro? A barriga da mamãe é bonita no interior como é do lado de fora? 

Para nossa surpresa, nosso filho chuta, do lado oposto ao que eu estava falando. Consegui ver a pele sobressair. 

-Achei que era. Você teve sorte. Mamãe está linda, mas você verá em breve. Será um dos caras mais sortudos do planeta. 

-Acho que ele entende você. - Ela repara.

-Ele é meu sangue também. Ele deve amar o papai como o papai ama ele. - Beijo 
delicadamente sua barriga. - Você é um anjo que caiu do céu, filho. - Beijo mais uma vez. 

-É estranho ver falando com ele.

-É porque não viu o dia que eu fui no hospital e você estava dormindo. Nós dois tivemos uma longa conversa. - Passo a mão pela barriga. 

-O que falou pra ele?

-Que ele terá os melhores pais do mundo, e muitas outras coisas que são segredos nossos. 

- Eu sou mãe dele. - Amber ri, puxando de leve o meu cabelo. - Não pode ter segredo entre mãe e filho.

- Pode, sim.

- Diz logo! 

- Não. - Fiz careta, antes que Amber fizesse também. 

- Eu tenho direitos?!

- Nós fizemos um trato. 

Amber fez um sinal para que eu continuasse. 

- Ele não ia ser assim, chato que nem a mãe, dai eu iria deixá-lo trazer várias namoradas pra casa. 

Ela deu um tapa de leve em meu braço. 

- Meu filho será um príncipe. 

Eu ri, tocando de leve sua barriga e fingindo sussurrar.

- Faço um cartão de credito pra você, filho, sua mãe não vai nem saber onde você frequenta.

Amber me olhava e sorria, parecia cega ao concentrar seu olhar no meu e logo depois descer para minha boca. Só posso estar pensando besteira. Toco na lateral do seu rosto, tirando uma mecha de cabelo e colocando para trás da orelha. 

Pedi permissão através do olhar. Me inclinei mais ainda, levando mais o corpo, e tocando levemente nos seus lábios, como ontem. Mas ao invés de ficarmos somente assim, coloquei minha língua devagar e ela foi deixando, abrindo sua boca e me beijando também. Seguro sua nuca, e a outra mão passo pela barriga, que chuta rapidamente duas vezes seguida.

Sorri, e quebramos o beijo. 

-Não atrapalha, filho. - Peço e Amber ri, parecendo com tanta vergonha. 

Não sei o que fazer nem o que falar. Pareço mudo e imóvel. Talvez poderia dizer que ela está linda, mas poderia assusta-la. Poderia dizer que isso não significou nada, mas tenho medo do que isso possa levar porque não entendo as mulheres.

Um comentário:

  1. AHHHHH SE COMAM NA PISCINA POR FAVOR BRASEEEEL. OBRIGADA DE NADA AMEI DRIZOCAAAA

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