Me neguei a escutar isso, saí da cozinha e me sentei na varanda. Cruzei meus braços e tentei prestar atenção em outra coisa. Porque Finn está desse jeito? Só porque eu não quis ir a uma sessão de cinema com ele? Só porque o Bruno teve a ideia do nome e eu gostei muito? Porque Bruno me abrigou na sua casa mesmo depois de tudo isso ter acontecido entre nós nos últimos meses? Tudo agora, Finn está botando o nome de Bruno no meio como se ele fosse o culpado de tudo. Eu apenas não queria ir, não queria que eles brigassem dessa forma.
-Hey, seu celular. - Pego meu celular da mão do Bruno e quando vou falar algo pra ele, ele sai rapidamente da varanda.
Entro para a casa depois de uns dez minutos. Olho para o corredor mas as luzes estão desligadas, volto para a cozinha e verifico no computador se Bruno está em alguma parte da casa. Vejo um movimento na sala e ando em direção da mesma.
O vejo ali. Não posso e nem devo tocar no assunto do Finn antes que eu e ele brigamos por causa disso, ai seria o fim. Bruno está tão tenso deitado ali. Sua barriga levemente destapada. Ponho meu celular em cima da mesinha atrás do sofá e o olho novamente.
Deus, como eu queria ter auto controle, até dos meus pensamentos. Vi Bruno deitado no sofá, hoje em especialmente ele está mais quieto e o olhei com os olhos de mulher, o achando maravilhosamente bonito.
-Quando eu era pequena, sempre quis tocar piano. - Caminho em direção do piano e sento-me no banco estofado para duas pessoas. - Minha mãe dizia que eu precisava cantar, para entrar pro coral da igreja, mas nunca fui ligada em música. Apenas queria saber tocar piano. Pois na minha imaginação fértil de criança, era magnifico e chique tocar, e eu achava que quem tocava, tinha algum tipo de poder.
Toquei nas teclas esperando que ele falasse algo.
-Piano é algo maravilhoso. - Responde ele. - Nunca chegou a tocar.
-Não. Como minha mãe achava bobagem, acabou me convencendo de que era mesmo.
-Como pode alguém influenciar uma criança de forma tão errada? - Bruno já não estava mais no sofá, estava parado ao meu lado, em pé, passando a mão no piano.
-Você teve sorte de ter uma família assim, unida e forte. E bem grande. - Complemento olhando para os porta retratos sob a lareira.
-Tudo vai mudar. Já está mudando. - Ele senta ao meu lado e acaricia meu ombro. - Agora você tem o dobro do que tinha, e as tristezas vão acabar. Eu prometo.
-Que Deus te ouça.
-Nunca é tarde pra aprender a tocar. - Ele posiciona dois dedos nas teclas. - Quer aprender?
-Não sei... - Fico meio receosa.
Fui convencida a tocar a música com ele, o famoso piano de quatro mãos. Enquanto ele tocava alguma música do Rod Stewart, e eu enrolava o refrão pegando o final de suas frases, prestando mais atenção nos movimentos de suas mãos. Ele tinha tanta paciência para ensinar.
Claramente eu estava nervosa. Ele estava bem próximo à mim, e todos os momentos que estamos passando juntos, resulta num frenesi que sinto ao estar ao seu lado.
-Essa música é linda. - Coloco meus dedos em algumas teclas que ele me explicou os nomes, mas não lembro.
-Ela diz tanto. - Bruno toca seus dedos nos meus. - Tanto na melodia, quanto na letra.
-É.
Ficamos calados e ele pigarreou, tirando a sua mão e tocando mais uma música. Lindamente caiu tão bem alguma do musical mamma mia versão acústica e menos grave do que na broadway. Tentei atingir notas altas como ele, e ele ria do meu esforço. Parei de cantar e só ria de tudo. Bruno parecia um bobo cantando.
-Você é um palhaço, sim?
-Não fala assim. - Ele torce os lábios e gargalha.
-Ok. - Rio e levanto. - Vou dormir.
-Não. - Ele levanta também. - Quer dizer, e nosso filme? Temos que devolver amanhã.
-Seria uma pena ter que devolver sem ao menos assistir, mas eu estou completamente com vontade de deitar. Hoje o dia foi bem puxado.
-Foi um dia e tanto.
-É.
-Posso fazer uma massagem? - Tenho certeza que ele observou quando eu mexi minhas costas a procura de alguma coisa que minha coluna deixasse mais aliviada a dor.
-Pode ser.
Bruno pediu que eu fosse para o quarto dele, onde a cama era maior. Deitei pondo dois travesseiros, um que pegasse meu peito e meu pescoço e outro abaixo da minha barriga. Ele pediu que eu tirasse a blusa, fiquei com receio e vergonha, mas depois de um dia nós termos ido para a cama e já termos nos visto de biquíni, ignorei. Tirei a blusa e voltei para como estava.
Bruno soltou meu sutiã e passou algum óleo, que me fez arrepiar. Coloquei meus cabelos para o lado. Suas mãos encostaram nas minhas costas e eu me arrepiei. Ele sabia fazer massagem, e literalmente em segundos, minha dor já aliviava. Em certa parte, gemi baixinho. Bruno tenho certeza que ouviu, pois parou por segundos sua massagem.
Fiquei esperando ele continuar, mas ao invés disso, ele beijou minha nuca. Fecho os olhos pensando no que poderia vir depois. Meu deus. Bruno percebeu que eu não reclamei, então depois da pequena pausa que ele deu, senti mais dois beijos. Carinhos de leve no meu pescoço.
-Bruno. - Sussurro.
-Devo parar, eu sei. É difícil, quase impossível, resistir.
-Não...
-Não?
-Não resista, por favor.
Sou inconsequente por isso? Devo de ser. Briguei com meu namorado a tarde porque ele estava com ciúmes sem motivo do Bruno, mas se eu desse esse passo, agora o ciúmes seria com motivo e bem grande. Mas como se resiste à tentações como essa? Eu o quero, cheguei a sonhar com isso. Preciso do seu toque e do seu carinho.
Senti seus lábios em minhas costas pouco a pouco, descendo pela minha coluna. Virei-me de barriga pra cima e ele me beijou. Aproveitei para segurar nos seus cabelos fortemente. Sua mão pousou na minha barriga e ele quebrou o beijo para me dar carinho. Distribuiu beijos pelo meu pescoço e terminou de tirar o meu sutiã. O tocou em qualquer lugar e abocanhou meus seios. Senti meus mamilos endurecerem e meu tesão por ele aumentar.
-Tem certeza que quer isso? - Pra que ele foi fazer essa maldita pergunta? O peso na minha consciência aumentou, tive vontade de parar com tudo na hora.
Decidi rapidamente não pensar mais no certo e no errado, apenas obedecer minha vontade de tê-lo. Matar aquele desejo de me sentar em seu colo e divertir-me. O puxei para um beijo, e ele entendeu. Sua língua estava inquieta, nós estávamos desenfreados. Queríamos mais e mais, e nada parecia ter rumo. Uma chama acessa dentro de nós, uma vontade prevalecia, um desejo carnal mais forte do que eu pensei que seria. Suas mãos apertavam meus peitos e desceram para a barra da minha calça de abrigo. A partir dali eu já não vi mais nada, apenas senti. Senti seus beijos em minhas pernas, nas coxas e suas mãos apertando de leve. Senti a calça ser atirada para qualquer lado e minha calcinha ser tirada com cuidado. Bruno me cheirou, e eu morri de vergonha por poder estar mal depilada, afinal, é consequência da gravidez e da barriga.
Seus lábios tocaram meu ventre num beijo, voraz, mas de alguma forma, carinhoso. Esperei mais alguma reação dele, mas ele apenas continuou, com beijos e logo depois tocando na minha intimidade com sua língua. Gemi tão baixinho, segurando o lençol. Isso era tão injusto. Bruno estava me levando as alturas, me contraia segurando qualquer reação maior para agora, pois não queria correr o risco de perder a vontade.
-Bruno. - Passei a mão em seus cabelos e disse com a voz cansada. - Por favor.
-O que? - Ele introduziu apenas um dedo.
-Meu Deus. - Seguro seus cabelos. - Eu preciso.
Gemo seu nome baixinho e ele pede permissão para me beijar. O acaricio enquanto nos beijamos e então ele se livra de sua roupa. Pego sua cueca e a giro na ponta do dedo. Ele da uma risadinha baixinha, olhando para baixo. Passo minha mão no seu membro e me sento na cama. Ele pega um dos travesseiros e põe a sua cabeça sobre ele. Sei que ele quer que eu faça, e eu quero. Não tenho quase experiência com isso, posso não ser tão boa. Tenho medo de errar. Lambo sua glande e ele geme, prendendo meu cabelo e o segurando. Auxilio com minha mão, fazendo movimentos, enquanto tentava o colocar pelo menos metade na minha boca. Bruno geme e segura meus cabelos fortemente e me puxa de leve.
-Não precisa fazer isso. - Ele diz.
-Mas eu quero.
-Amb, não... não se usa os dentes. Dói.
Torci os lábios e ele segura meu queixo para nos beijarmos. Dispensamos a camisinha, porque o acidente maior que poderia acontecer, já aconteceu. Coloquei o travesseiro embaixo das minhas costas e Bruno se posicionou entre minhas pernas. Devagar, sinto-o me penetrar.
-Feche os olhos bebê. Ainda não é hora de você saber o que é isso. - Rio baixinho, sentindo cada centímetro seu dentro de mim.
Ficou claro que não seria um sexo selvagem como pensava nos meus sonhos, até porque eu não tenho condições para isso, mas nunca se passara pela minha cabeça que Bruno pudesse ser carinho um dia, na cama. Ele cuidou todos os movimentos iniciais, perguntando sempre se eu estava me machucando, e pra me ajudar a chegar no ápice, começou desde cedo estimular meu clitóris.
Foi questão de minutos para eu gozar. Ele ainda continuou enquanto eu me tremia, e com os olhos fechados fortemente via tudo o que passamos num rápido flashback.
Deitei de lado e ele me abraçou por trás, me penetrando. Tinha maestria em todos seus movimentos, sabia realmente o que estava fazendo. Beijou meu pescoço e eu o ouvi gemer. Me permiti gemer um pouco mais alto e senti seu sorriso na curva do meu pescoço.
Em pouco tempo ele também conseguiu o que precisava. E agora o que eu precisava era de um banho, mas ainda ficamos encaixados depois que acabou.
-Estou nojenta. - Reclamo.
-Está linda e cheirosa. - Ele me cheira causando arrepios. - Cheiro de mulher.
Levantei primeiro que ele, o vi ali puxando o lençol para cobrir sua parte intima e ri da besteira. Catei minha roupa no chão do quarto e quando estou indo a caminho da porta ele me repreende.
-O que está fazendo? - Pergunta.
-Vou tomar um banho.
-Não. Você aqui comigo. - Diz apontando para a cama.
-Bruno...
-Amber, por favor. Não me faça sentir uma qualquer. - Bruno põe a mão no peito fingindo estar arrependido. Pedi para tomar banho antes dele. Tomar banho juntos seria demais. Meu filho parecia dormir tranquilamente e quando me olhei nua no grande espelho do seu enorme banheiro, me senti mais jovem. É tão bom sentir-se renovada. Acariciei minha barriga ao mesmo tempo que me olhava no espelho e sorria, boba, pelo tamanho que ela adquiria em tampouco tempo. Estou bem desproporcional, parece, literalmente, uma bola de basquete.
Tomei o banho e o vi entrar no banheiro. Peguei a toalha e enquanto me secava, ele tomava o seu. Fui até o meu quarto e coloquei minha roupa intima e o vi parado, somente de cueca, na minha porta.
-Coloca isso?
Pego a camisa em sua mão, vai ficar enorme em mim.
-Sim. - Respondo.
Vesti a camisa e fomos para o seu quarto. Me deitei do lado esquerdo da cama e ficamos frente à frente.
-O que está me olhando? - Pergunto desconfiando do seu olhar sobre mim.
-Observando. - Não me contento com a sua resposta e ainda o encaro. - Não me olhe assim. - Ele ri parecendo envergonhado.
-É que só quero saber o porque está me olhando assim.
-Por nada.
Não me detive apenas nessa resposta, ainda o encarei esperando alguma melhor, mas o que ganhei foi um selinho e seu abraço. Ficamos no silêncio ainda, e parecia que estava tudo meio estranho. Não me sentia mal por acabar de trair meu namorado. Não estava com pesar na consciência. Pensava sim no Finn, mas não como eu imaginei que seria, não estou martirizada por trai-lo. Deveria me sentir culpada, sim?
-Amb?
-Oi?
-Você quer ir a uma depiladora?
-Bruno! - Bato no seu braço. - Sabia que você falaria isso, mas é quase impossível me depilar com essa barriga.
-Você vai ter um final de semana num SPA. Está decidido.
-Não gaste mais dinheiro comigo. - Rio e ele gargalha.
-Não faço por obrigação, só gosto de te ver bem. - Ele mexe no meu cabelo. Abaixo o olhar, agora sentindo uma pequena coisa no meu peito, mas não tem nada a ver com Finn, tem haver com o toque do Bruno em meu corpo, ele me causa reações. - Amber, você está arrependida?
-Não. - Respondo rápido demais. - Só pensando na vida, no que aconteceu e no que vai acontecer.
-Não pense. - Bruno puxa a ponta do meu nariz de leve para brincar. - Viva.
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Perdoem, só poderei postar depois do dia 3, mas espero que gostem <3 Feliz ano novo à todos. Prosperidade <3








