Pela manhã acordei antes de Bruno, minha barriga roncava e estava com um pequeno incomodo nas costas. Andei para a cozinha e encontrei Marie, que fazia o seu trabalho.
-Bom dia. - Digo ajeitando meus cabelos.
-Bom dia, Senhora Amber.
-Não... sem o senhora. Não sou superior à você. - Sento-me na cadeira da bancada.
-Passou bem a noite?
-Demorei um pouco para pegar no sono, mas estava bem. - Confiro a hora e bocejo. - Acha que seria uma má ideia comer e dormir novamente? Parece que cada dia fico com mais sono.
-Não parece. Você fica. - Ela ri. - Acho que se comer uma fruta, leve, não fará mal.
-Ok. - Levanto do banquinho e pego uma laranja no cesto e uma faca. - Obrigada, e bom dia que está mais para boa noite.
Bruno Pov's
Sai da minha zona de conforto. Minha cama implorava para mais minutinhos, mas eu precisava levantar. Dormi tão bem a noite que precisava mais daquele sono. Andei direto para a cozinha, mas antes certifiquei se Amber ainda dormia. A porta estava fechada, então creio que sim.
-Bom dia, Marie. - Vou em direção da geladeira.
-Bom dia, Bruno. Dormiu bem?
-Muito. Queria ficar mais um pouco na cama, ela estava tão convidativa.
-Elas ficam mais sensuais pela manhã. - Eu rio de sua piada e sirvo um copo de leite.
-Amber ainda não acordou?
-Acordou cedo, veio para cá, pegou uma laranja e foi dormir novamente.
-Tomara que ela não ultrapasse muito tempo dormindo, temos ultrassom hoje.
-Temos?
-Vou leva-lá, e aproveitar para ver meu pequeno.
-Fico feliz que tenha mudado aqueles pensamentos. Me desculpe, mas era impossível não ver que estava confuso.
-Foi um susto. - Tomei um gole escasso. - Mas passou e está tudo maravilhosamente bem.
-Percebo. - Marie me olha com o seu olhar cúmplice de mãe. Entendi que havia mais do que apenas um olhar ali. Comecei a rir.
-Desabafe, o que está acontecendo? - Pergunto rindo e ela se vê na liberdade de rir também. Escoro-me na parede e ela larga o pano de prato.
-Sem querer, eu juro, foi sem querer. - Sua simplicidade em falar, seu jeitinho de mãe cúmplice do filho, me faz lembrar da minha mãe. - Eu vi você e ela na piscina. Se beijando.
-Ah. - Rio, envergonhado. - Isso é bobagem.
-Bobagem? Não parecia. Me desculpe.
-Nós somos bons amigos. E Amber, bem, ela tem namorado, e parece gostar bastante dele.
-Eu me engano dificilmente, Bruno. - Marie pega novamente o pano de prato. - Ela gosta de você.
-Somos amigos. - Tomo mais do meu leite.
-E você gosta dela.
Não é algo que eu vá ouvir toda hora da boca das pessoas. Gosto dela como minha amiga, a acho linda, e bem, ela carrega meu filho. Esses momentos dos beijos, são momentos de fraquezas. Nada demais.
+++
Batia meu dedo contra a calça jeans. Queria entrar logo e não tenho paciência para esperar quando estou ansioso. Sofro por antecipação. Amber já estava irritada de tanto tempo que eu estava tamborilando meus dedos.
-Bruno, para. - Ela coloca a mão sobre a minha. Pequena e delicada, como ela. Parei com os movimentos. - Você está realmente me irritando, e irritando aquelas grávidas ali.
Nem faço questão de ver quem se tratava as grávidas, dane-se quem eu estava irritando, apenas queria ficar tremendo uma perna, ou mesmo tamborilando os dedos, enquanto aquele bendito médico não chama. Rio dela e fecho os olhos para descontrair.
-To ansioso para ver meu filho. Posso?
-Não. - Amber da um tapa na minha perna. - Já disse mil vezes, vai ser como da outra vez. Você não vai ver quase nada, apenas ele maior. Mas ainda não saberá a cor dos olhos, o cabelo, e etc.
-Mesmo assim. - Ajeito meu chapéu mesmo que não tenha nada para ajeitar. - Aposto que ele é lindo.
Antes que Amber falasse algo em resposta, a enfermeira de põe a porta dupla e chama pelo nome dela. Levanto e estico a mão para ajuda-la.
-Gordinha. - Brinco, enquanto ela andava ao meu lado.
-Culpa do seu filho.
Verdade, culpa única e exclusivamente dele. Rio e paro na frente da porta do consultório, abrindo para ela.
-Bom dia, Amber. - Dr. Tompson, estava escrito em seu crachá, ele sorri e aperta a mão de Amber.
-Bom dia, Dr.! - Amber sorri, sentando-se na cadeira em frente à mesa e me mostrando a outra para sentar. - Esse é o Bruno, meu amigo e pai do meu bebê.
Ele estica a mão pra mim e eu a aperto.
-Muito prazer, rapaz. - Ele sorri, bem simpático. - Você é um homem de sorte.
-Obrigada. - Sorrio. Sento-me e fico pensando "Sou um homem de sorte por ter a Amber como amiga ou por ela estar esperando um filho meu?".
-Então... - O médico chama a nossa atenção. Leu algo no computador e retomou a conversar conosco. - Foi parar no soro novamente, huh? O que aconteceu?
-Alimentação. - Me intrometo no assunto. Amber me olha e faz uma careta engraçada. - Mas já estamos fazendo tudo na linha. Controlando alimentação e tudo mais.
-Certo. - Ele assentiu. - Não precisamos nos preocupar com isso então?
-De maneira alguma. - Nego, respondendo.
Amber é conduzida com a minha ajuda até a maca. Sentou-se e levantou a blusa até a altura dos seios, deixando sua barriga livre. Fiquei como bobo olhando o tamanho dela, crescendo cada vez mais, e tão linda. Nem parece que dali sairá, em breve, meu filho.
-Ai, tá gelado. - Amber reclama logo que o médico põe o gel, de aspecto nojento, na sua barriga.
-Dramática. - Reclamo.
-É? Deixa ele passar em você, então.
Faço careta.
-Tem uma criança em mim por acaso?
Até o médico se obrigou a rir, ela colocou a língua pra fora e semicerrou os olhos. A máquina começou a passar pela barriga e na tela já aparece vestígios do meu filho.
Aponto para a tela, um sorriso grande toma conta do meu rosto, enquanto o médico ia marcando alguns pontos na imagem.
-Isso aqui é a região genital.
Comecei a rir tão bobo com meu filho.
-Vai fazer sucesso, Amber, olha isso! - Brinco apontando para a tela.
-Isso é a perna dele, idiota. - Amber começa a rir de mim.
-Ah. - Finjo estar decepcionado. Fiz isso para ver o sorriso dela. - Ele está grande? Digo, para o tempo de gravidez e tal.
-Está alguns centímetros a mais do que a média.
-Será que ele será alto? - Pergunto e Amber ri.
-Só se não puxar à nós.
Prestamos atenção em mais coisas, até um barulho ritmado tirar a nossa atenção. Era forte e bem rápido. Paramos de falar ou fazer qualquer barulho.
-O que é isso? - Pergunto, curioso.
-É o coração do bebê de vocês.
Meu coração aperta. Deus, que momento único. Fechei os olhos para gravar aquela batida, e juro, que se eu pudesse, faria uma música só com ela. Era emocionante e lindo, inspirador. Algo que me deixou de alma limpa. Nos olhos de Amber alojavam-se lágrimas. Peguei de leve na sua mão e sorri para ela, mandando a mensagem de que eu estava ali e que esse era um dos muitos momentos de alegria e emoção que nosso filho nos daria
Sai como besta daquela consulta, liguei para meu pai, para minhas irmãs, para Eric e Phil. Estava sorrindo atoa, e quando desci no elevador com Amber que ria de mim, foi instinto pegar sua mão. Logo , segundos, nós nos tocamos do que estávamos fazendo e rimos juntos. Entramos no carro e eu dirigi pra casa ao som de muitas músicas boas, empolgado e muito feliz.
-Viu como ele é grande? - Pergunto como bobo.
-Não se ilude. - Ela insiste.
-Me deixe ser feliz. - Largo a chave sobre a mesinha atrás do sofá e ela ri, sentando na cadeira e pondo a mão nas costas.
-Ele está me dando dores, isso sim. - Reclama.
-Quer algum remédio? Isso é normal? - Qualquer sintoma de dor que ela sente eu já fico com medo. Meu maior medo é que algo aconteça e ela pare no hospital. Não suportaria.
-Bruno, são dores normais, calma. - Ela ri, deve pensar que eu sou um idiota, mas querendo ou não, todas as vezes que ela parou no hospital eu tenho culpa parcial.
Depois de tomar um banho, deitei na minha cama e queria já dormir para acordar amanhã, mas acabei levantando para ver o quarto do meu filho. Sou perfeccionista, tudo tem que estar perfeito para quando ele chegar. Olho para o lugar onde irá ser posto seu nome e rio, pensando que estamos quase no sexto mês de gestação e ainda nem o nome sabemos. Sai do quarto e fechei a porta, andei para a sala ou estúdio para fazer algo, mas acabei, sem querer, escutando a conversa dela e do Finn. Estavam discutindo, e eu preferi parar de ouvir do que depois acabar manchando minha imagem com ela como invasor de privacidade.
Fui para a cozinha e encontrei Marie tirando algumas coisas da geladeira para começar a preparar a janta. Minha mente brilhou com uma ideia.
Amber Pov's
Assim que sai do banho, Finn me ligou. Atendi e fui para a sala.
-Alô.
-A que horas é sua ultrassom?
-Já aconteceu. - Falo como boba.
-Que?
-Sim...
-Quem foi com você? - Em tom de ordem ele pergunta, sinto como se ele fosse capaz de segurar meu braço fortemente para responder isso.
-Bruno, ele foi comigo.
-Só podia ser.
-Finn, ele é meu amigo. Pai do meu filho! - Queria poder gritar pra ele entender isso. Odeio cenas de ciúmes.
-Mas eu sou seu namorado, eu vou ajudar a criar ele.
-Pai da criança também tem seu direito.
-Você fala como se quisesse esfregar na minha cara que eu não posso ter filhos.
-Finn! - O repreendo. - Sabe que eu nunca faria isso. Você pode ter a crise de ciúmes que quiser, mas eu nunca diria isso. Eu sei que palavras podem ferir. - Me senti realmente ofendida por ele achar que eu poderia fazer isso.
-Não quis dizer isso.
-Mas disse. - Fecho os olhos. Será que ele acha mesmo que um dia eu possa brincar com isso, ou esfregar na cara dele?
-Me desculpe. - Sinto sua voz tão suave.
-Nos falamos depois, pode ser? - Peço.
-Amber, não fique brava comigo, por favor.
-Até depois, Finn.
Desligo o telefone, tecnicamente não foi na cara dele, já que eu avisei que iria me despedir. Larguei o telefone ao meu lado e apoiei meus braços na guarda do sofá.

Ai Dri, quero mais :/ quero mais Bramber, mais amassos e pá ahahaha continuaaaa
ResponderExcluirTa faltando hot. Ta faltando um Finn longe da Amb. Ta faltando uma Amb perto do Bruno. Ta faltandooo! Mas mesmo assim eu amei, ta ficando bom! <3
ResponderExcluirsuperrrrrr concordo com esses dois comentários sabe dri
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