domingo, 14 de dezembro de 2014

Capítulo 49 - A walk with friends



Amber Pov's

Meu cabelo estava uma coisa. Não consegui deixá-lo bonito de jeito nenhum. Bufo na frente do espelho enquanto procuro uma forma  dele ficar melhor.

Estou vestida de um macacão que ganhei da Riley. Ele é meio jeans, meio pano, não sei distinguir, mas é bem confortável para ir passear.

Bruno e eu vamos sair para comprar roupinhas. Bruno, eu e Riley. Não quis que ele saísse somente comigo, poderia pegar mal pra ele e não quero que ele se comprometa.

-Você parece uma mocinha se arrumando. - Entico com ele, que coloca os tênis.

Percebi que o mais próximo que eu havia chego do seu quarto fora agora, que invadi um pouco além de sua porta. Dei dois passos pra trás e ele riu.

-Pode entrar no meu quarto, Amb. - Ele me olha. - Adorei sua roupa.

Sorrio envergonhada.

-Obrigada. Riley me deu e ela é bem confortável na verdade.

-E bem legal. A barriga parece maior.

-Obrigada. - Olho para meus pés enxergando só a pontinha. Faço uma careta.

-Não enxerga seus próprios pés. Gorda. - Ele coloca a língua pra mim.

-Pois a gorda aqui irá sozinha compras as roupinhas.  - Caminho para o corredor. - A gorda aqui vai comer dois potes de Ben & Jerry's sozinha. - Sigo o corredor passando a mão na parede. - A gorda aqui...

Quando viro para trás, ele está atrás de mim.

-Meu filho calçará all star desde pequeno. - Ele já estava pronto, de boné e óculos escuros.

-All star é só para gordos. Seu filho será gordo como eu estou. - Volto a olhar pra frente andando feito criança.

-Rum rum. - Ele chama minha atenção. Olho dos seus olhos direto para seus pés calçando all star como eu. Rio dele e ele ri da minha risada horrível.

-Gordo.

-Fofinho.

Seguimos para o carro, demos tchau para Marie e fomos ao encontro de Riley no curso dela. O bom do carro do Bruno eram seus vidros fumê. Eu estava atirada de qualquer jeito. Era tão estranho estar assim agora depois de tudo que passamos nos últimos meses.

-Onde está a Riley? - Bruno se inclina para o volante procurando ela, e Riley bate na porta ao meu lado.
-Destrava pra ela. - Peço e ele faz.

-Desculpem a demora, estava... - Vi ela limpando o canto da boca.

-Cretina. -  A fito pelo retrovisor.

-Eu...

-Quem é ela?

-Ela? - Pergunta Bruno e logo parece se tocar. - Desculpa, não me acostumei...

-Foi nada. - Ela sorri pra ele e me olha pelo retrovisor. - Uma menina nova... Se chama Ashley.
-É linda como você? - Bruno já dirigia pela estrada.

Comemorei com Riley por ela estar feliz com sua nova affair, mas vi Bruno a chamar de linda, fiquei meio quieta com isso. Sinto que se ela desse mole e gostasse de garotos, ele iria pega-la, mas assusta saber que o pai do meu filho pode estar querendo ficar com a minha melhor amiga. Apesar de não ter nada demais nisso, já que nós somos amigos. Mas... Não sei.

Chegamos ao shopping e Bruno recolocou seus óculos, guardando a chave no bolso e conferindo sua carteira.

Andamos diretamente para o segundo piso, onde há mais lojas de roupas e mais variedades. Ele andou entre eu e Riley, conversamos algumas coisas e volta e meia Bruno disfarçava um pouco quando as pessoas encaravam demais.

Entramos numa primeira loja. Bruno andou direto para a parte de acessórios e eu e Rye para as araras de roupinhas. Peguei várias para ir escolhendo e Bruno as tomou da minha mão quando estava terminando de escolher.

-Qual mais? - Pergunta.

-Bruno, me dê, eu vou pagar.

-Você vai se calar e me dar as outras que largou.

-Não é preciso...

-Calada, Amber. - Riley entrega as roupas e Bruno vai para o caixa pagar.

-A próxima loja eu pago. - Resmungo.

-O filho é dele também, ele está tentando fazer o certo.

-Eu sei... mas não quero que ele fique pagando tudo, vai me dar a impressão que ele depois vai ser mais pai do que eu mãe. - Torço os lábios num sussurro e espio para ver se Bruno está vindo.

Podemos ter entrado em mais duas ou três lojas e todas o Bruno pagou as coisas. Estávamos cheios de sacolas. Precisávamos nos dividir para segura-las e continuar comprando. Bruno disse que a maioria das coisas teriam que ser novas, era seu primeiro filho e estava parecendo um bobo comprando coisas. Na loja de sapatos, comprou dois pares de tênis, um vans e um all star. Riley ganhou um presente dele, uma sandália. E eu? Nada. Mas também não esperava.

Confesso que ele dar um presente pra ela foi bem estranho.

Largamos as roupas e acessórios no carro e partimos para as lojas da rua comprar cadeiras e mais algumas tralhas que Bruno fazia questão de comprar. E no fim das contas, nosso filho já tinha até bóia para a piscina.

-Um exagero. - Comento sobre a bóia e Riley ri.

-Deixa, um dia ele precisará.

-Quero levá-lo para o Havaí. - Comenta Bruno.

-Depois que ele estiver bem grandinho e não depender de mim pra amamentar, quem sabe.

-Te levo junto. - Ele sorri de canto e me deixa desarmada.

Riley olhou para nós pelo retrovisor e riu baixinho. Passamos em algum local para comer e deixamos, no fim da tarde, Riley em casa. Bruno estacionou e eu estranhei Finn não ter me ligado, mas quando vi ele sentado na área, com Belle ao seu lado, rindo, pensei que ele estivesse realmente ocupado demais para ligar-me.

-Aconteceu algo? - Pergunta Bruno. - Quer descer e conversar um pouco com suas amigas?

-Só quero descansar. Minhas pernas doem. - Reclamo de verdade e ele dirige pra casa.

Recebo em questão de minutos uma mensagem de Riley.

"Adorei o passeio. Finn e Belle perguntaram porque não desceu do carro, falei que estava cansada demais"

"E estava mesmo. Meus pés estão inchados e doem. Obrigada por me acompanhar hoje"

"Amigos são pra isso. Aliás, você e Bruno estão se dando muito bem."

Olho para Bruno assobiando alguma melodia e rio em meus pensamentos. Nós estamos nos dando bem mesmo. Fico mal de pensar que o julguei tanto, ele está sendo uma pessoa maravilhosa e essencial.

"Somos amigos agora, e moramos juntos. Temos que nos dar bem. Ele é legal"

"Eu sei, mas acho que é algo a mais...Posso estar bem enganada, mas ele parece gostar de você!"

Falei para Riley que ela estava doida e bêbada, e só fui olhar a mensagem dela quando cheguei em casa. Respondi e fui para o meu banho. Troquei a roupa por uma mais larguinha - se é que é possível - e fui até o quarto do meu pequeno. Tirei tudo das sacolas e dobrei cada roupinha com  cuidado. Pendurei as duas bolsas dele no cabideiro, ajeitei as mamadeiras, os outros acessórios e seus primeiros sapatinhos.

Meus pensamentos estavam no meu filho e quando saíram dele foram para Finn. Ele discutiu comigo ontem por puro ciúmes do Bruno, e hoje não me procura por causa de orgulho ferido? Eu não irei atrás de ninguém. Sei que ele me ajudou muito e eu gosto dele bastante, mas não irei assumir a culpa da briga de ontem sendo que eu não tive.

-Dizem que quem pensa muito não casa. - Bruno me assusta. Sorrio pra ele, e levanto da poltrona.

-Não sei nem se eu quero.

-Mas e o Finn? Pensei que fosse amor para toda a eternidade.- Claramente, ele ironiza nossa relação.

-Nós temos nossos problemas.

-Quer conversar sobre isso?

Poderia me abrir para ele, falar o que estou sentindo, mas para isso teria que contar da parte que eu tenho apetite sexual por ele e não pelo Finn. Que eu quero transar, mas é com ele e não com o Finn. Balanço a cabeça e sorrio para ele mais uma vez.

-Você já fez demais por mim hoje. - Seguro sua mão. - Obrigada.

-Talvez eu não seja aquela fera que você pensou.

-É. - Ando até a porta do quarto. - Talvez. Vamos jantar o que?

+++

Não esperava por ver algum filme ou que nós fossemos conversar até tarde. Ele estava exausto e eu também, por isso, logo depois que jantamos, e eu tomei minhas vitaminas, nos despedimos e cada um foi para o seu quarto. Tomei um banho mais que confortável naquele banheiro que é maravilhoso, e vesti uma roupa mais folgada.

Tentei dormir, mas aquela noite me fazia pensar bastante nos beijos que demos esses dias. Era tão estranho, e eu não poderia simplesmente agir como se nada tivesse acontecido. Aconteceu, e eu deixei.

O problema é que eu não posso, e nem consigo, controlar meus hormônios. Durante os beijos tinha vontade de agarra-lo com mais força e transar ali onde estávamos, sempre foi assim, minha virilha ficava doida só com aquilo. Mas eu queria e deveria parar, por Finn. Ele não merece nada disso, ele é uma pessoa incrível.

-O que eu faço, meu Deus? - Pergunto retoricamente, obviamente não esperando resposta. 

Um comentário:

  1. Ahhh que massa Dri. Acho que vc tem que saciar esse desejo dela logo pq eu sei que o Bruno tbm quer uauahahah

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