quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Epilogue - Super Bowl



Era uma noite especial. Por vários motivos, mas o imediato, ali, naquela sala, era a felicidade de Bruno. Estrela do Super Bowl. O cantor nunca conseguiria imaginar que chegaria tão longe, e em tão pouco tempo. 

- Bruno, mais cuidado, por favor. - Amber pediu, sorrindo para os dois. 

Nathan e Bruno brincavam, o cantor jogando o menino pra cima, recebendo gargalhadas como resposta. Eram tão parecidos, tanto no físico como na personalidade. Ele jogou o filho para cima mais uma vez, fazendo careta para ele, que como de praxe, soltou uma risada gostosa. 

- Ele ama isso. - Bruno falou, olhando para Amber. 

- Amo. - Repetiu Nathan.

Estavam em Nova Iorque, o frio rigoroso não impedia a festa e folia que sempre acompanhava-os. 

- Vou para o salão, ligo em uma hora, no máximo. - Belle, que pareceu pela porta, avisou. 

A loira havia entrado num relacionamento sério com Finn, e estavam muito bem, obrigada. Amber ainda conseguia se lembrar do constrangimento da amiga quando fora contá-la, embora ela tivesse aceito muito bem. Achava o relacionamento dos dois ótimo, Finn sempre merecera uma pessoa boa. Amber continuava sua amiga, afinal, o rapaz era padrinho de seu filho, e Bruno também tentava manter a paz, ao máximo que podia. 

- Hey. - Amber chamou, logo que ela virou as costas depois de se despedir de Nathan e de Bruno, também.  - Você viu a Riley? 

- Ela está se arrumando, no quarto. - Ela apontou a porta por cima dos ombros, e Amber sorriu em agradecimento . 

A porta foi batida delicadamente, e Bruno sorriu para sua namorada. 

- Nathan, diga a mamãe que ela está linda. - Pediu, fazendo o pequeno andar, com pequenos passinhos, na sua direção. 

- Mãe linda. - Ele repetiu,  com os olhos brilhantes, iguais os da mãe. 

- Meu bebê é lindo, maravilhoso. - Ela o pegou no colo e Nathan soltou um gritinho animado.  - Cheiroso. Que bebê gostoso.

Amber cheirou seu pescoço, e ele gargalhou, apertando os olhos. 

- Por que não fala essas coisas pra mim? - O cantor perguntou, abrindo aquele sorriso que ele sabia que sempre desarmava Amber e ela riu. 

- Porque não posso pegar você no colo?! 

- Mas eu posso pegar vocês dois! - Ele passou um de seus braços pelas costas dela e pulou, fazendo-a pular e Nathan rir, como sempre, assanhando. 

- Estou nervoso. - Bruno admitiu, logo que Amber deixou que a criança voltasse para o chão. 

- Por que? - Ela sorriu, tentando confortá-ló, enquanto brincava com o zíper de seu casaco. 

- Eu estou me preparando a meses... E... E se der alguma coisa errada? 

Ela beijou seus lábios rapidamente, deixando que ele sorrisse entre o beijo. 

- Você está se preparando a meses... Está mais que pronto. - Ela apontou para si própria, e depois para o filho, que brincava com alguns carrinhos pelo chão. - Sairá daquele campo como nossa campeão. 

Ela mordeu o lábio inferior, e Bruno riu, segurando seu queixo e dando-lhe mais um selinho. 

- Eu te amo. - Ele sussurrou, olhando firme em seus olhos. Ela sorriu. 

- Eu também te amo. - Sussurrou de volta. - Não há nada para dar errado. 

- Há sim.

- O que? - Perguntou, confusa. 

- Que você não fique grávida novamente. 

Bruno queria ter filhos novamente. Pelo menos mais um, talvez uma garotinha. Crescera com a casa cheia, sabia a importância de seus irmãos, e queria o mesmo para Nathan. 

- Bruno, já conversamos sobre isso. Depois que Nathan completar dois anos, podemos começar a tentar. Ok?

- Eu gosto de ficar treinando, sabe? - Ele riu, pervertido. Recebeu um tapa ardido no braço, e gargalhou, antes de passar o braço pelo pescoço de Amber, observando o próprio filho. 

Amber também queria mais um filho, mas não agora. Sabia muito bem o quanto se virava para conseguir cuidar de Nathan, sem precisar de babá, trabalhar no ateliê, e dar atenção para Bruno. Ela queria, com razão, curtir mais a infância dele, antes de tentar mais um.  

Nathan chora quando seu pai se despede, Amber logo entra para a pequena casa alugada, tentando distrai-lo, enquanto o arrumava para ir para o estádio.  

No fim da tarde, tudo já estava perfeito. Nathan estava um príncipe, feliz no colo de Violet, que estava ao lado de seu namorado. O pai de Amber havia batido o pé, dizendo que não tinha porque vir, mas que iria assistir pela televisão. 

Todos foram para o ônibus, e recebemos escolta de muitas viaturas policiais e helicópteros.
Amber já estava até acostumada com o assédio de paparazzis, e quando desceram do ônibus não fora diferente, apenas cobriu o rosto do seu filho com uma manta, enquanto o deitava em seu ombro. Não que Bruno nunca tivesse postado uma foto da criança, ou que paparazzi nunca tivesse tirado uma foto dele, mas Amber tinha receio que seu filho se assustasse com tantas câmeras e pessoas ao seu redor. 

Em poucos minutos, todos já estavam no camarote reservado para Bruno. Dre chegara carregando as coisas de Nathan, e Amber agradeceu, arrumando tudo em duas cadeiras. 

- Amber, posso pegar o Nathan? - Pede Liam.

Amber torce os lábios.  

- Só sentado, tudo bem?

Liam sentou-se e pegou Nathan, que ria e falava palavras soltas para o primo. 

Conversou com as cunhadas enquanto dava espiadas para ver o que os dois garotos estavam aprontando. Nada de mais, continuavam quietinhos. 

Amber tirava fotos de tudo e de todos. 

O jogo começou, e Nathan parecia lutar contra o sono. Amber se perguntava se a criança sabia da importância daquilo para seu pai, um show daquele porte, um salto em sua carreira. O garotinho aguenta tão firme que ela seria capaz de acreditar que ele sabia a importância daquilo para Bruno. 

O intervalo começou, e em dois minutos o show dele é anunciado. As luzes caíram, e lá estava Bruno, ouvindo gritos de todos os lados, sentindo o coração bater tão forte quanto as próprias mãos na bateria. 

Amber já tinha os  olhos cheios de lágrimas bobas, que insistiam em cair. Seu filho ficou atento a tudo por ali, parecendo reconhecer o pai e batendo palminhas animadas. Abriram um pouco o vidro, para sentir a vibração melhor,  e Amber pôs uma coberta sobre ele. 

Bruno estava tão empolgado para esse show, estava eufórico, cantava para a própria alma.
O show acabou, e depois de vinte minutos que estávamos conversando, rindo e Amber chorando de emoção, os vencedores entram no camarote. Bruno já tinha tirado o terno dourado, e estava falando com seu irmão, mas quando a viu, o ignorou e foi direto abraçá-la. Estava suado e ofegante. 

- Como eu fui? - Perguntou, com um sorriso no rosto. 

- Maravilhoso. - Ela o beijou rapidamente, e Bruno se abaixou para pegar o filho, que abandonara as tias quando viu o pai. 

O cantor beijou o rosto do filho, enquanto abraçava Amber novamente. 

- Obrigada por tudo que fez pra mim, por estar aqui sempre. - Ele diz, e seu filho dá um gritinho. 

- Eu sempre vou estar. - Ela passou a mão por seu topete. - Eu amo você, Bruno. 

- Vocês dois. - Ele beijou rapidamente a bochecha de Nathan, e depois os lábios de Amber. - São a minha vida. 

Todos foram divididos em duas vans. Aconteceria uma after-party, mas Bruno não fez questão de ir, preferia simplesmente ficar em algum lugar que seu filho também estivesse. Havia amadurecido com a chegada de Nathan, e nunca trocaria aquela nova vida por nada.
Por fim, já que o cantor se recusava a deixar o filho, foram todos para um restaurante, aos arredores do centro de Nova Iorque, para comemorar. 

Bruno estava sentado ao lado de Amber, com Nathan no colo. Estavam todos em festa, e o pequeno parecia ter acordado de vez, com os olhos abertos e animados, iguais ao da mãe, tanto no brilho, como na cor. 

O restaurante era requintado, mas não impediu que a folia fosse presente. Bruno estava radiante, e Amber conseguia notar de longe. 

E foi quando todos terminaram de comer, que Bruno soube que era a hora certa. Se levantou, quase derrubando a taça de vinho de nervoso, e pediu silêncio. 

- Pessoal. - Ele riu, mesmo sem ter graça. - Antes de tudo, obrigado por hoje, todo mundo ajudou de alguma forma... Não só os meninos, minha banda, mas... Sempre me apoiando e me dando coragem, então todos ajudaram. - Ele sorriu, parecendo tímido. - Hoje... Foi um dia tão especial... E eu não consigo imaginar um momento melhor para isso.

Ele chamou o filho com a mão, e em um segundo Nathan começou a dar passinhos lentos, se segurando nas coisas, vindo em sua direção. 

- Amber. - Bruno começou, e ela riu, envergonhada. - Eu te amo, muito. Eu... Não consigo me imaginar sem você... E cada dia que passa, eu vejo que você é a mulher da minha vida. 

- Quantas vezes você ensaiou isso, Bruno? - Riley interrompeu, e o cantor pareceu mais envergonhado que Amber. 

- Muitas. - Ele admitiu, e se abaixou para pegar o filho. - Amber, eu quero envelhecer com você, passar cada segundo do resto da minha vida ao seu lado. - Ele tirou uma caixinha vermelha do bolso, e colocou na mão do filho. - Você aceita ficar comigo pelo resto da vida? Acordar ao meu lado todas as manhãs? - Ele deixou que Nathan abrisse a caixinha, e se aproximou dela. - Você aceita se casar comigo, Amber Lucy?

Ela se levantou, e beijou a bochecha do filho, pegando a caixinha. Bruno deixou que Nathan voltasse ao chão, e segurou o rosto dela entre as mãos. 

- O que você faria se eu dissesse não? - Ela sussurrou, e ele riu. 

- Eu te daria mais algumas taças de vinho. - Ele tocou seus lábios com os próprios lentamente. - Mas acho que um beijo já te convence, não? 

Ela sorriu. 

- Sim. 

- Sim para quê? - Ele exigiu uma resposta maior, e ela gargalhou. 

- Sim sobre o beijo. - Ela lhe deu um selinho. - Sim sobre acordar todas as manhãs ao seu lado. - Ela lhe deu outro selinho. - Sim sobre passar on resto da vida com você. - Mais um, dessa vez bem mais longo que os outros. - Sim para o casamento. Sim para tudo. 

Bruno a abraçou, com força.

- Eu amo você. - Ele sussurrou, feliz. - Eu te amei ontem e vou te amar amanhã. E todos os dias. 

Amber sentiu o coração esquentar com aquela frase. Ela sabia que havia feito muitas escolhas para chegar ali. Ela não se arrependia de absolutamente nada. Se soubesse que depois de tudo chegaria aonde estava agora, com uma família completa, com o amor de sua vida, teria passado por tudo sem reclamar nenhuma vez.

- Eu te amo. - Ela respondeu, bem próximo ao seu ouvido. 

Ouviu os amigos e a família baterem palmas na mesas e soube que estava no lugar certo.
Eles eram sua vida, afinal. 

Uma mudança de planos que seria eternamente grata.

++++++

Recadinho (e agradecimentos) finais

Queria fazer de modo que os agradecimentos ficassem menor que o epílogo, mas não rolou. Me inspirei nessa fic há um tempo atrás, escutando Ed Sheeran (Small bump), logo depois Ronan, da Taylor Swift. Fiquei com receios de escreve-lá, pois até então eu tinha feito uma promessa à mim mesmo que iria dar um tempo - promessa essa que nunca se cumpre.

Então, eu fiz o primeiro e o segundo capítulo. Mandei para algumas amigas minhas e elas disseram que estava bom e que eu deveria postar. Assim fiz, e agradeço. Essa fic abriu muitas portas pra mim, além de me fazer conhecer pessoas novas, conhecer pessoas que fizeram outras pessoas lerem. Pessoas que me incentivaram, e que dizem para eu lutar pelo meu sonho.

Agradeço à todos os comentários, sem excessão. Todos me ajudaram a crescer e continuar. Agradeço a Let, que sempre me mandava audios surtando por causa do capítulo, além de ser minha DJ. Agradeço a hooliganz, por ter se tornado minha grande amiga e parceira. Se não fosse por ela, provavelmente esse enredo poderia não ser a mesma coisa do que é hoje. 
Agradeço à todas as meninas, todas mesmo. Algumas que estão comigo desde o tempo da Colorindo Los Angeles. E porra, só tenho a dizer que amo vocês e muito obrigada por ajudarem a tornar meu sonho, parte da nossa realidade!


Próximas fics estão à caminho. Novas histórias, novos personagens. Acho que vão gostar, mas pra saber tem que me acompanhar, hein :p 
Beijos da agradecida e contente, Adriana Nunes! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Capítulo 64 - Welcome to your home, son

Quando você ama alguém
Seu batimento cardíaco bate tão forte
Quando você ama alguém
Seus pés não podem sentir o chão
Estrelas brilhando todas parecem
Para se reúnirem em torno de seu rosto
Quando você ama alguém
Ele vem de volta para você



Depois de aguentar mais um pouco, que parecia uma eternidade, e de moer as mãos de Tiara e Riley que estavam ao meu lado, um médico aparece em uma das portas de dois lados.

-Familiares de Amber Lucy? - Ele olhou para a ficha em mãos.

-Aqui. - Digo ansioso. O médico dá uns passos para perto de nós, e sorri.

-Você é o pai? - Pergunta ele e eu balanço minha cabeça rapidamente. 

-Quem irá assistir o parto é você, ou outra pessoa?

-Eu? - Me faço a pergunta, olho para as meninas que estão toda bobas e olho para Jaime, que estava abraçada com Violet. Ela balança a cabeça e no fundo do corredor, vejo Finn e Belle chegando. Como essa coisa tem coragem de vir aqui? - Eu irei. - Respondo.

-Me acompanhe. 

Andamos até a porta de onde ele saiu, e vejo uma correria de enfermeiros em uma das portas. Ele pediu que eu me trocasse e colocasse as roupas apropriadas e os sapatos com aquela touca tosca de pano para proteger. Fiz tudo isso e no fim estava me sentindo um médico, até que eu não ficaria tão mal. Fiz o sinal da cruz em mim, e pedi à Deus quando passei pelo corredor e havia uma bíblia fixada, que protegesse meu filho e minha namorada de qualquer coisa, sei que ela tem uma situação de risco, e não posso pensar em perder nenhum dos dois. Peço que minha mãe zele por nós lá de cima, e então o médico chama minha atenção.

-Iríamos tentar sem anestesia, mas no caso dela é perigoso. Vamos tentar o normal, e se não der passamos para a cesárea. 

-Ok. - Quando ele pôs as mãos na porta, onde diz "obstetria 2", segurei o seu braço. - Doutor, tudo vai ocorrer bem, não vai?

-Vai sim, não se preocupe.

A porta abriu e eu vi Amber deitada na maca, com as costas mais inclinadas pra frente, uma cara sofrível e chorosa, gritando de dor. Meu Deus, isso é tão ruim, não quero vê-la sofrendo assim. Vou ao lado dela e beijo a sua testa suada, deixo ela apertar a minha mão com força, sentindo talvez a mesma coisa que Riley e Tiara estavam sentindo agora pouco. Havia uma luz para o meio de suas pernas, e era superprotegido para não vermos e nem pegar nada. Tem uns dois estagiários olhando para ela e anotando algumas coisas, e duas mulheres junto com o obstetra. Ele falava tudo para elas e pedia que Amber empurrasse com mais força, mas ela estava dando o máximo de si. Gritava alto e apertava a minha mão bem forte.

-Vamos, meu amor, você consegue! - Digo baixinho. 

-Tá doendo tanto! - Ela choraminga, com a respiração ofegante. 

-Estamos vendo a cabeça, Amber. Seu bebê está chegando. - O médico diz, sorrindo, e ela faz mais força.

-Mas ela está com anestesia, porque dói? - Questiono o médico. 

-Diversos fatores! Um deles é que ela está fazendo força demais, e isso já dói. 

Peço que meu filho saia de uma vez, por dois motivos cruciais: para que eu o veja e o sinta pela primeira vez; E que Amber pare de sofrer e sentir essas dores, que parecem estar sendo horríveis. Passo a mão na sua testa, e depois na lateral do corpo. Ela encostou a cabeça de vez na maca, fechando os olhos, e eu tive um pequeno ataque cardia.

-Amber? - Digo mais alto, mas ainda escutava suas batidas e o ritmo através do aparelho que estava conectado à ela e ao monitor. 

Ela abre os olhos, grita e faz tanta força que fica completamente vermelha, e então ele avisa que meu filho está vindo e que ela precisa manter esse ritmo. Lutou bravamente, gritando e chorando mais algumas vezes, até eu ver uma coisa branca e ensanguentada sair, ela suspira alto. 

-Nasceu! - Diz o médico, todo bobo.

Eles colocam algo na boca do meu filho, e apertam, e então eu ouço seu chorinho estridente pela primeira vez. Meus olhos se enchem de lágrimas, e eu acompanho, vendo eles limparem meu filho e o enrolarem num pano azul. Amber estava toda mole, e sorria em meio dos olhos vermelhos e inchados. 

-Nosso filho, amor! - Observo ele ser posto no colo dela, e as lágrimas de nós dois caírem livremente. - Bem vindo ao mundo, Nathan, meu filho. - Levo a mão para perto dele, mas não encosto, com medo. 

-Bruno, ele é perfeito. - Ela me olha, preparando seu beicinho para chorar mais. O choro de Nathan estava alto, e sua boca parecia que ia demorar para fechar, seus olhinhos se abriram rapidamente, mas logo fecharam. 

As enfermeiras levaram ele, e então pediram que eu saísse pois precisavam fazer o resto do procedimento. 

Troquei minha roupa, e procurei a saída até o corredor. Quanto mais eu limpava as lágrimas, mais elas caiam. Violet correu em minha direção, me abraçando. Vou com ela encontrar o resto do pessoal, e percebo que o pai dela está ali. 

-Meu menino nasceu! - Digo, abrindo espaço para mais choro. - Ele é lindo, e saudável. 

-E minha irmã? - Violet pergunta, com os olhos vermelhos também.

-Ela está bem. Irá para o quarto hoje mesmo, talvez.

Recebi abraços e muitos parabéns, ligações e felicitações até de pessoas do hospital. Estava ansioso para entrar no quarto, para ver ela, beija-la e desejar parabéns pela criança. Mas, o médico nos avisou que deveríamos ir pra casa, porque em menos de 5 horas não a veríamos, pois ela precisava descansar, e estava sob observação juntamente do meu filho. Fui arrastado para casa, com todos juntos, paramos no estacionamento e fomos nos dividindo nos carros.

-Vocês não iram vir? - Naquele momento eu estava pouco me lixando sobre richas antigas, eu só estava inteiramente feliz. Finn olhou para Belle, que sorriu pra mim. 

-Podemos ir?

-Devem! Vamos abrir um champanhe. - Caminho até a porta do carro.

Meu irmão foi pra minha casa, com a Cindia e o Liam. Logo chegaram Phil e a família toda, todos animados e me parabenizando. Mulheres organizando um chá pós bebê, já que acabamos nem fazendo um chá de bebê de verdade. Falavam e falavam, e me perguntavam como era meu filho, mas não tinha muito o que dizer. Recebi mais ligações de produtores e amigos meus, e para minha surpresa até de Sophie, dizendo que estava feliz por mim. 

Passei a noite roendo unhas, junto de Violet e Riley que ficaram comigo. Me levantei cedo, já que mal dormi e tomei meu banho descansado. Coloquei alguma roupa quente e passei no quarto de Nathan, estou ansioso para tê-lo aqui comigo. Mal posso imaginar que daqui alguns dias ele estará aqui comigo. Marie fez nosso café, eu e as meninas tomamos e seguimos nosso rumo para a maternidade do hospital. Não pude deixar de passar perante a capela do hospital e agradecer à Deus e minha mãe, meu anjo da guarda, por fazerem tudo dar certo dessa forma. Pedi proteção para nós e para todos aqueles que eu amo e Amber também. Queria que a mãe dela tivesse um pingo de compaixão e visitasse ela aqui no hospital pelo menos, para saber se ela está bem e saber sobre o seu neto, sei que isso deixaria Amber feliz, por mais que ela diga que não se importa com ela. 

Pedi para falar com o médico, para ver sobre o estado de Amber, e só recebi notícias boas. Amber agiu bem a tudo, e está acordada no quarto, enquanto meu filho está melhor impossível. Fui autorizado a entrar no quarto e levei os balões que compramos.

-Isso tudo é por causa do Nathan? Oi por mim?

-Para os dois! - Me aproximo dela, dando um beijo de leve em seus lábios. - Como se sente, nova mamãe?

-Eu estou tão bem, e ansiosa pra ver meu pequeno. Você já viu ele? - Ela me observa colocar os balões amarrados ao lado da maca. 

-Ainda não, fui autorizado a ver você primeiro. - Dou outro beijo em sua boca. - Parabéns, mamãe do ano!

-Obrigada, papai do ano.

-Cada vez que me chama de papai, eu imagino uns fetiches, e quando sair da quarentena, eu não respondo por mim. 

-Seu tarado. - Amber dá um tapa no meu braço. 

-Muita gente me perguntou sobre você, muita gente pediu para mandar beijo e abraço e parabeniza-lá.

-Obrigada! - Vejo seu sorriso puro, e deposito um beijo em sua testa.

-Você está incrível. Você foi incrível.

-Quero agradecer por estar ao meu lado. 

-Eu vou sempre estar, já disse isso. 

-Não consigo imaginar outra pessoa ao meu lado sem ser você.

Conversamos bastante, e fiquei feliz por vê-lá sorridente e alegre, falante e bem disposta, porém diz que sente alguns incômodos e falta da barriga que baixou para 80%. A enfermeira adentra o quarto, carregando a sua comida, e depois avisando que daqui a pouco traria Nathan para mamar. 

-Falou com o médico?

-Sim, e nosso é saudável. - Limpo o canto da sua boca que estava sujo. 

-Grande?

-51cm, acho que ele vai ser maior do que nós, amor.

-Qualquer um é maior que nós. - Ela revira os olhos. - O peso?

-Três quilos e alguma coisa. 

-Como alguma coisa? Tinha que saber. - Deu outro tapa em meu braço e então escutamos o barulho da porta. 

Uma enfermeira diferente da outra, trás nosso filho em mãos, embrulhadinho bem pequeno e parecendo tão frágil. Ele estava dormindo, e Amber se ajeitou para pega-lo no colo. Parecia que ela já tinha feito aquilo mais vezes, ou então ter praticado tanto, nasceu para ser mãe. Seus olhos estavam marejados, e ela escutava cada explicação que a enfermeira dava. Ofereceu o peito esquerdo e nosso filho não pegou, tentou mais uma vez, e não deu, então partiu para o outro, tentando arranjar uma forma dele pegar, e no direito ele pegou de primeira. Sugou e Amber ria, passando a mão sobre a sua cabecinha, com bastante cabelo. Os olhos do meu filho se abrem, e ela sorriu pra ele, enquanto eu fiquei como bobo, registrando aquela cena na cabeça, e então passando a mão no meu filho. Depois dele mamar foi  a minha vez de pega-lo no colo pela primeira vez. Nathan abre os olhos e eu digo algo como "é o papai" e ele me encara, ainda perdido, pobrezinho. 

-Os olhos, Amber. - Bato em seu braço de leve. 

-O que tem?

-São esverdeados! - Comemoro lembrando de quando pedi que fossem da cor dos de sua mãe.

-Podem mudar de cor, senhor. - Avisa a enfermeira. - Ele vai levar umas duas semanas para se esticar completamente e começar a enxergar além desse campo limitado que tem agora. 

-Precioso do papai. - O contemplo em meu colo.

+++

Meu filho ainda estava no meu colo. Era impossível parar de sorrir como um bobo para aquele pequeno ser. Ser que se gerou a partir de mim e de Amber. É mágico o poder que sentimos. Não tem explicação. Nathan somente dormia, afinal, o que mais ele poderia fazer?  Olhei brevemente para Aber, que abrigava lágrimas nos olhos e um lindo sorriso na boca.

-Deixa eu segurar ele, amor? - Pediu. Posso ter sido egoísta, mas não queria que ninguém mais segurasse ele naquele momento. Mas, ela é a mãe, ela também é provedora, ela também o ama.

-Você está chorando? - Pergunto encarando o seu rosto. Levanto com cuidado para entrega-lo à ela. Amber não responde, apenas abafa um choro por um riso e se ajeita na cama para que eu possa entrega-lo. - Ele é a minha cara, Amb.

-Ele não se parece com ninguém ainda. - Ela o pega e passa o dedo em sua pequena bochecha. - Ainda é cedo para sabermos. - Sento-me na cadeira, arrastando-a para mais próxima dos dois. 

-Parece sim. - Insisto, fazendo o mesmo que ela, passando meu dedo em sua pequena bochecha. - A cara do papai. 

-Ele é tão lindo. - Amber estava tão emotiva. Ainda abrigava lágrimas em seus olhos. Me inclino para beijar seus lábios lentamente e rapidamente. 

-Lindo como o pai. E como a mãe. - Brinco com ela, e até me aproximei para depositar um beijinho sobre a sua boca, mas o barulho da mensagem atrapalhou. 

Tiro o celular do bolso e vejo que é ligação. Amber arqueia uma sobrancelha, e ri da minha cara para o celular.

-Alô. Quem é? 

-Philip. Ligando do celular da Ash. - Ele estava no estúdio? - Manda uma foto do moleque pra gente. Estou no estúdio, e geral quer ver. 

-Moleque? 

Phil explicou o porque estava lá, e que seu celular estava sem bateria. Assim que desligamos, tirei uma foto do meu filho. E mais uma. E mais uma. Talvez mais algumas muitas. 

-Você é um pai coruja. - Amber se mete. - Para de tirar foto dele, e o deixe dormir. 

-Mais uma... - Abro um sorriso e ela me encara, entediada. - Da minha família. 


Afastei o braço para tirar a foto, o máximo distante que consegui. Coloquei meu dedo no botão e sorri, tirando uma foto da minha família. Amber, eu e Nathan.

Minha família. Deus, como é bom dizer isso. Eu os amo tanto.

+++


Observava meu filho dormir no berço do hospital. As coisas dele e de Amber estavam sobre a cama. Dre estava lá embaixo, do lado de fora, somente esperando para sairmos daqui. Amber ainda estava no banheiro, se arrumando para irmos.

Me afastei do meu filho, e fui até a porta do banheiro. A abri lentamente, e ela estava em frente ao espelho, prendendo o cabelo num rabo de cavalo.

-Merda! Pensei que ainda iria encontrar você nua. - Esbravejo brincando, provocando-a. Sorri, me escorando na porta.

Amber me encarou pelo espelho, colocando a língua pra fora. Gargalhei e me aproximei dela, a abraçando por trás. Encostei o queixo no ombro dela, e sussurrei:

-Ir pra casa agora... Acho que esse negócio de pais está mais real. - Dou um beijo em sua orelha e outro em seu pescoço. - Você tem certeza que não quer a babá?

-Nós damos conta.

-Será? - Pergunto, enquanto ela se vira de frente pra mim.

-Claro que sim. - Esticou a mão com o relicário que dei a ela. Sorri, pegando-o - Coloca pra mim?

Prendi em seu pescoço e dei um beijo em sua nuca. E quando se virou, um beijo em sua boca. Sei que tenho que aguentar os quarenta dias, mas tenho tanta vontade de aproveitar agora mesmo. Encarei o pingente e ela rolou os olhos.

-Pode abrir, curioso.

Segurei o relicário e o abri. O lado esquerdo estava vazio, mas o direito tinha uma foto. A minha foto estava ali. Olhei para ela, com um misto de sorriso e fala.

-Você disse para por foto das pessoas mais importantes. - Ela passou o dedo pelo meu rosto. - O lado vazio é para o Nathan. E esse, é o seu. - Ela apontou para a minha foto.

-Que lindo. - Consegui finalmente dizer.

-Você e o Nathan, minha família.

Beijo seus lábios, num longo e saboroso tempo. Mantive nossas testas encostadas mesmo após alguns selinhos dados. Prendi meu olhar em seus olhos, verdes e lindos, tão sinceros. 
- Eu te amo.

Quando foi abrir a boca para me responder, talvez, ouvimos um chorinho, bem conhecido e que irá se tornar mais conhecido ainda por nós dois. Ela ri, antes de se aproximar da porta.

-Nós também amamos você.

++++



Já estava tudo e todos prontos. Andamos até a traseira do hospital, para evitar possíveis paparazzi que estavam na minha cola desde que meu filho nasceu. Carregava a bolsa do meu filho, e uma pequena bolsa da Amber, enquanto ela levava nosso filho bem enroladinho numa manta branca. E Dre também levava uma bolsa de coisas da Amber, roupas e tudo mais que ela precisou nesse pouco tempo aqui no hospital.

Colocamos tudo no porta malas, e sentamos no banco de trás, eu, Amber e nosso pequeno. Dre arrancou o carro, enquanto eu me encostei na minha namorada, que tinha os braços firmes envolta do meu filho. 

- Ele só dorme. - Reclamo, alisando com cuidado a sua bochecha. - Quero brincar com ele logo.

- Ele ainda é muito pequenininho.  - Ela diz, entre um riso.

- Mas se depender da gente. - Olho para as minhas pernas. - Ele sempre vai ser pequeno.

Ela gargalha, cuidando para não acordar nosso bebê. Já estavamos quase na metade do caminho, e Nathan parecia procurar mama, abrindo e fechando a boca. Fico sorrindo, todo bobo com a cena.

- Acho que ele está com fome.

- Quando chegarmos em casa. - Amber também sorri. - Não tenho tanta prática assim.

- Finalmente dormir em casa... - Começo a rir, me ajeitando no banco. - Não aguentava mais aquela poltrona.

- Você passou a maior parte dividindo a cama comigo! - Amber reclama, em tom de brincadeira.

- Você é muito espaçosa, credo. - Implico com ela.

Jogamos conversa fora o resto do caminho, cuidando com o tom para não acordar Nathan, até que chegamos em casa.

Eu desci, fazendo a volta no carro e pegando meu filho para que Amber descesse. Andamos com passos iguais, até a porta da frente. Entreguei meu filho para ela, peguei a chave e destranquei a porta.

Antes que ela entrasse, encosto no seu ombro, beijo a sua testa de leve, e sobre a manta, beijo meu filho.

- Bem vindo a sua casa, filho.

Oi, gente. Vim aqui pra avisar que amanhã saí o epílogo! Beijos :*