Era uma noite especial. Por vários motivos, mas o imediato, ali, naquela sala, era a felicidade de Bruno. Estrela do Super Bowl. O cantor nunca conseguiria imaginar que chegaria tão longe, e em tão pouco tempo.
- Bruno, mais cuidado, por favor. - Amber pediu, sorrindo para os dois.
Nathan e Bruno brincavam, o cantor jogando o menino pra cima, recebendo gargalhadas como resposta. Eram tão parecidos, tanto no físico como na personalidade. Ele jogou o filho para cima mais uma vez, fazendo careta para ele, que como de praxe, soltou uma risada gostosa.
- Ele ama isso. - Bruno falou, olhando para Amber.
- Amo. - Repetiu Nathan.
Estavam em Nova Iorque, o frio rigoroso não impedia a festa e folia que sempre acompanhava-os.
- Vou para o salão, ligo em uma hora, no máximo. - Belle, que pareceu pela porta, avisou.
A loira havia entrado num relacionamento sério com Finn, e estavam muito bem, obrigada. Amber ainda conseguia se lembrar do constrangimento da amiga quando fora contá-la, embora ela tivesse aceito muito bem. Achava o relacionamento dos dois ótimo, Finn sempre merecera uma pessoa boa. Amber continuava sua amiga, afinal, o rapaz era padrinho de seu filho, e Bruno também tentava manter a paz, ao máximo que podia.
- Hey. - Amber chamou, logo que ela virou as costas depois de se despedir de Nathan e de Bruno, também. - Você viu a Riley?
- Ela está se arrumando, no quarto. - Ela apontou a porta por cima dos ombros, e Amber sorriu em agradecimento .
A porta foi batida delicadamente, e Bruno sorriu para sua namorada.
- Nathan, diga a mamãe que ela está linda. - Pediu, fazendo o pequeno andar, com pequenos passinhos, na sua direção.
- Mãe linda. - Ele repetiu, com os olhos brilhantes, iguais os da mãe.
- Meu bebê é lindo, maravilhoso. - Ela o pegou no colo e Nathan soltou um gritinho animado. - Cheiroso. Que bebê gostoso.
Amber cheirou seu pescoço, e ele gargalhou, apertando os olhos.
- Por que não fala essas coisas pra mim? - O cantor perguntou, abrindo aquele sorriso que ele sabia que sempre desarmava Amber e ela riu.
- Porque não posso pegar você no colo?!
- Mas eu posso pegar vocês dois! - Ele passou um de seus braços pelas costas dela e pulou, fazendo-a pular e Nathan rir, como sempre, assanhando.
- Estou nervoso. - Bruno admitiu, logo que Amber deixou que a criança voltasse para o chão.
- Por que? - Ela sorriu, tentando confortá-ló, enquanto brincava com o zíper de seu casaco.
- Eu estou me preparando a meses... E... E se der alguma coisa errada?
Ela beijou seus lábios rapidamente, deixando que ele sorrisse entre o beijo.
- Você está se preparando a meses... Está mais que pronto. - Ela apontou para si própria, e depois para o filho, que brincava com alguns carrinhos pelo chão. - Sairá daquele campo como nossa campeão.
Ela mordeu o lábio inferior, e Bruno riu, segurando seu queixo e dando-lhe mais um selinho.
- Eu te amo. - Ele sussurrou, olhando firme em seus olhos. Ela sorriu.
- Eu também te amo. - Sussurrou de volta. - Não há nada para dar errado.
- Há sim.
- O que? - Perguntou, confusa.
- Que você não fique grávida novamente.
Bruno queria ter filhos novamente. Pelo menos mais um, talvez uma garotinha. Crescera com a casa cheia, sabia a importância de seus irmãos, e queria o mesmo para Nathan.
- Bruno, já conversamos sobre isso. Depois que Nathan completar dois anos, podemos começar a tentar. Ok?
- Eu gosto de ficar treinando, sabe? - Ele riu, pervertido. Recebeu um tapa ardido no braço, e gargalhou, antes de passar o braço pelo pescoço de Amber, observando o próprio filho.
Amber também queria mais um filho, mas não agora. Sabia muito bem o quanto se virava para conseguir cuidar de Nathan, sem precisar de babá, trabalhar no ateliê, e dar atenção para Bruno. Ela queria, com razão, curtir mais a infância dele, antes de tentar mais um.
Nathan chora quando seu pai se despede, Amber logo entra para a pequena casa alugada, tentando distrai-lo, enquanto o arrumava para ir para o estádio.
No fim da tarde, tudo já estava perfeito. Nathan estava um príncipe, feliz no colo de Violet, que estava ao lado de seu namorado. O pai de Amber havia batido o pé, dizendo que não tinha porque vir, mas que iria assistir pela televisão.
Todos foram para o ônibus, e recebemos escolta de muitas viaturas policiais e helicópteros.
Amber já estava até acostumada com o assédio de paparazzis, e quando desceram do ônibus não fora diferente, apenas cobriu o rosto do seu filho com uma manta, enquanto o deitava em seu ombro. Não que Bruno nunca tivesse postado uma foto da criança, ou que paparazzi nunca tivesse tirado uma foto dele, mas Amber tinha receio que seu filho se assustasse com tantas câmeras e pessoas ao seu redor.
Em poucos minutos, todos já estavam no camarote reservado para Bruno. Dre chegara carregando as coisas de Nathan, e Amber agradeceu, arrumando tudo em duas cadeiras.
- Amber, posso pegar o Nathan? - Pede Liam.
Amber torce os lábios.
- Só sentado, tudo bem?
Liam sentou-se e pegou Nathan, que ria e falava palavras soltas para o primo.
Conversou com as cunhadas enquanto dava espiadas para ver o que os dois garotos estavam aprontando. Nada de mais, continuavam quietinhos.
Amber tirava fotos de tudo e de todos.
O jogo começou, e Nathan parecia lutar contra o sono. Amber se perguntava se a criança sabia da importância daquilo para seu pai, um show daquele porte, um salto em sua carreira. O garotinho aguenta tão firme que ela seria capaz de acreditar que ele sabia a importância daquilo para Bruno.
O intervalo começou, e em dois minutos o show dele é anunciado. As luzes caíram, e lá estava Bruno, ouvindo gritos de todos os lados, sentindo o coração bater tão forte quanto as próprias mãos na bateria.
Amber já tinha os olhos cheios de lágrimas bobas, que insistiam em cair. Seu filho ficou atento a tudo por ali, parecendo reconhecer o pai e batendo palminhas animadas. Abriram um pouco o vidro, para sentir a vibração melhor, e Amber pôs uma coberta sobre ele.
Bruno estava tão empolgado para esse show, estava eufórico, cantava para a própria alma.
O show acabou, e depois de vinte minutos que estávamos conversando, rindo e Amber chorando de emoção, os vencedores entram no camarote. Bruno já tinha tirado o terno dourado, e estava falando com seu irmão, mas quando a viu, o ignorou e foi direto abraçá-la. Estava suado e ofegante.
- Como eu fui? - Perguntou, com um sorriso no rosto.
- Maravilhoso. - Ela o beijou rapidamente, e Bruno se abaixou para pegar o filho, que abandonara as tias quando viu o pai.
O cantor beijou o rosto do filho, enquanto abraçava Amber novamente.
- Obrigada por tudo que fez pra mim, por estar aqui sempre. - Ele diz, e seu filho dá um gritinho.
- Eu sempre vou estar. - Ela passou a mão por seu topete. - Eu amo você, Bruno.
- Vocês dois. - Ele beijou rapidamente a bochecha de Nathan, e depois os lábios de Amber. - São a minha vida.
Todos foram divididos em duas vans. Aconteceria uma after-party, mas Bruno não fez questão de ir, preferia simplesmente ficar em algum lugar que seu filho também estivesse. Havia amadurecido com a chegada de Nathan, e nunca trocaria aquela nova vida por nada.
Por fim, já que o cantor se recusava a deixar o filho, foram todos para um restaurante, aos arredores do centro de Nova Iorque, para comemorar.
Bruno estava sentado ao lado de Amber, com Nathan no colo. Estavam todos em festa, e o pequeno parecia ter acordado de vez, com os olhos abertos e animados, iguais ao da mãe, tanto no brilho, como na cor.
O restaurante era requintado, mas não impediu que a folia fosse presente. Bruno estava radiante, e Amber conseguia notar de longe.
E foi quando todos terminaram de comer, que Bruno soube que era a hora certa. Se levantou, quase derrubando a taça de vinho de nervoso, e pediu silêncio.
- Pessoal. - Ele riu, mesmo sem ter graça. - Antes de tudo, obrigado por hoje, todo mundo ajudou de alguma forma... Não só os meninos, minha banda, mas... Sempre me apoiando e me dando coragem, então todos ajudaram. - Ele sorriu, parecendo tímido. - Hoje... Foi um dia tão especial... E eu não consigo imaginar um momento melhor para isso.
Ele chamou o filho com a mão, e em um segundo Nathan começou a dar passinhos lentos, se segurando nas coisas, vindo em sua direção.
- Amber. - Bruno começou, e ela riu, envergonhada. - Eu te amo, muito. Eu... Não consigo me imaginar sem você... E cada dia que passa, eu vejo que você é a mulher da minha vida.
- Quantas vezes você ensaiou isso, Bruno? - Riley interrompeu, e o cantor pareceu mais envergonhado que Amber.
- Muitas. - Ele admitiu, e se abaixou para pegar o filho. - Amber, eu quero envelhecer com você, passar cada segundo do resto da minha vida ao seu lado. - Ele tirou uma caixinha vermelha do bolso, e colocou na mão do filho. - Você aceita ficar comigo pelo resto da vida? Acordar ao meu lado todas as manhãs? - Ele deixou que Nathan abrisse a caixinha, e se aproximou dela. - Você aceita se casar comigo, Amber Lucy?
Ela se levantou, e beijou a bochecha do filho, pegando a caixinha. Bruno deixou que Nathan voltasse ao chão, e segurou o rosto dela entre as mãos.
- O que você faria se eu dissesse não? - Ela sussurrou, e ele riu.
- Eu te daria mais algumas taças de vinho. - Ele tocou seus lábios com os próprios lentamente. - Mas acho que um beijo já te convence, não?
Ela sorriu.
- Sim.
- Sim para quê? - Ele exigiu uma resposta maior, e ela gargalhou.
- Sim sobre o beijo. - Ela lhe deu um selinho. - Sim sobre acordar todas as manhãs ao seu lado. - Ela lhe deu outro selinho. - Sim sobre passar on resto da vida com você. - Mais um, dessa vez bem mais longo que os outros. - Sim para o casamento. Sim para tudo.
Bruno a abraçou, com força.
- Eu amo você. - Ele sussurrou, feliz. - Eu te amei ontem e vou te amar amanhã. E todos os dias.
Amber sentiu o coração esquentar com aquela frase. Ela sabia que havia feito muitas escolhas para chegar ali. Ela não se arrependia de absolutamente nada. Se soubesse que depois de tudo chegaria aonde estava agora, com uma família completa, com o amor de sua vida, teria passado por tudo sem reclamar nenhuma vez.
- Eu te amo. - Ela respondeu, bem próximo ao seu ouvido.
Ouviu os amigos e a família baterem palmas na mesas e soube que estava no lugar certo.
Eles eram sua vida, afinal.
Uma mudança de planos que seria eternamente grata.
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Recadinho (e agradecimentos) finais
Queria fazer de modo que os agradecimentos ficassem menor que o epílogo, mas não rolou. Me inspirei nessa fic há um tempo atrás, escutando Ed Sheeran (Small bump), logo depois Ronan, da Taylor Swift. Fiquei com receios de escreve-lá, pois até então eu tinha feito uma promessa à mim mesmo que iria dar um tempo - promessa essa que nunca se cumpre.
Então, eu fiz o primeiro e o segundo capítulo. Mandei para algumas amigas minhas e elas disseram que estava bom e que eu deveria postar. Assim fiz, e agradeço. Essa fic abriu muitas portas pra mim, além de me fazer conhecer pessoas novas, conhecer pessoas que fizeram outras pessoas lerem. Pessoas que me incentivaram, e que dizem para eu lutar pelo meu sonho.
Agradeço à todos os comentários, sem excessão. Todos me ajudaram a crescer e continuar. Agradeço a Let, que sempre me mandava audios surtando por causa do capítulo, além de ser minha DJ. Agradeço a hooliganz, por ter se tornado minha grande amiga e parceira. Se não fosse por ela, provavelmente esse enredo poderia não ser a mesma coisa do que é hoje.
Agradeço à todas as meninas, todas mesmo. Algumas que estão comigo desde o tempo da Colorindo Los Angeles. E porra, só tenho a dizer que amo vocês e muito obrigada por ajudarem a tornar meu sonho, parte da nossa realidade!
Próximas fics estão à caminho. Novas histórias, novos personagens. Acho que vão gostar, mas pra saber tem que me acompanhar, hein :p
Beijos da agradecida e contente, Adriana Nunes!







