quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Capítulo 60 - I miss you




Rimos de algumas coisas de fã que Violet falou. Fiquei impressionado quando Amber me falou dos surtos que a irmã dava quando eu lançava algo, ou falava. Disse que seu quarto é repleto de coisas minhas. Violet levantou para ir ao banheiro e eu afastei o prato, satisfeito.

-Hey. - Diz Riley, que apóia um braço na mesa. - O que está rolando entre vocês? 

Ficamos em silêncio, nos encarando de forma estranha. Não fazia ideia do que poderia falar, garanto que Amber também não. 

-Sem cerimônias, estamos só nós aqui. - Ela gesticulou. - Vocês estão tendo algo?

-Não. - Respondo.

-Eu acho. - Amber falou na mesma hora, mas minha voz prevaleceu por eu ter falado mais alto. 

-Nós ficamos algumas vezes, mas nada demais.

Havia um ponto de interrogação no rosto de Riley. Amber baixou a cabeça e balançou. Sinto que fiz alguma bobagem, mas o que eu iria falar? Que nós temos algo? Porque eu não acho que tenhamos algo, nós damos alguns beijos, mas não passa disso. E fomos uma vez pra cama depois que ela ficou grávida. O que eu deveria ter dito? Violet retornou a mesa, e nós estávamos calados, mas logo engatamos em algum assunto.

-Vocês me deem licença, estou cansada. - Amber levanta, colocando a cadeira no lugar. - Boa noite. - Mandou um beijo para Violet e Riley, e mal olhou pra mim. 

Meu peito se retorceu, e ao mesmo tempo que eu queria perguntar o que aconteceu, eu também queria voltar no tempo e não ter dito aquilo, como também tô com vontade de sacudir-lá e perguntar qual é essa palhaçada das mulheres?! 

-Bruno? Acho que ela ficou magoada com algo. 

-Com o que? - Pergunto mais baixo, enquanto Violet olhava para o celular. 

-Ela está com os hormônios confusos. Ela está confusa. Vi que ela falou algo contraditório ao que você falou. Não queria ter causado isso. - Ela torce os lábios.

-Você não causou nada, isso são hormônios e daqui a pouco passa. - Dou de ombros.

Por mais que eu quisesse pensar que daqui a pouco passaria, eu não conseguia. Mostrei para as meninas onde iriam dormir e as deixei à vontade. Passei para o meu quarto, mas a porta do seu me chamou mais atenção. Dei duas batidinhas antes de abrir a porta.

Ela estava deitada, de barriga pra cima e descoberta, apenas com um top, calça confortável de moletom e apenas o abajur ligado. 

-Com licença. - Apenas seus olhos me viram, de canto, e ela não moveu um músculo, continuo a olhar para o teto. -Amber? - Sentei ao seu lado na cama. - Você está bem?

-Sim. - Responde suave.

-Quer algo?

-Não, estou bem. - Responde de voz aveludada. 

-O que aconteceu? Foi algo que eu falei?

-Não, nada aconteceu, apenas estava cansada. Foi um dia e tanto.

-Isso é. - Tomei liberdade para me recostar na guarda da cama. - Amber? Eu sei que falei algo que lhe deixou assim, e eu gostaria de explicar que eu estava sem saída. Não sabia o que falar. 

-Geralmente, - Ela suspira fundo. - quando não sabemos o que dizer, permanecemos calados.
Foi uma, duas, dez facas em meu peito.

-Mas nós tivemos algo? - Pergunto, olhando diretamente nos seus olhos. Ela vira a cabeça juntamente do seu corpo, para o lado em que estou, coloca as mãos embaixo do rosto. 

-Não sei, me diga você. 

-Eu...

-Não diga. - Ela sorri fraco, fechando os olhos. 

-Por mim, sim, mas eu não sei de você. 

-A verdade é que falamos de tudo, fazemos de tudo, mas nunca fomos honestos com a situação. - Ela mantém os lábios numa linha reta.

-E isso quer dizer o que? 

-Que temos que ser honestos.

-Posso começar pedindo desculpas, do fundo do meu coração? - Passo a mão nos seus cabelos, por sua cabeça.

-Desculpado. 

-Eu juro que se soubesse que você iria dizer algo, eu não teria dito aquilo. Falei apenas porque pensei que seria o que você iria dizer, e agora me sinto um idiota.

-Não se sinta assim. - Ela pisca os olhos pesadamente.

-Desculpa, vou deixar você dormir.

-Eu não estou com sono.

-Não está com pouco, quis dizer? - A faço rir. - Boa noite, Amb.

-Boa noite, Bruno.

Me aproximo do seu rosto para depositar um beijo em sua bochecha, mas o ímpeto de seguir com aquilo foi mais forte que eu, então escorreguei meus lábios pela sua boca, e depositei um selinho, onde ela abriu para que seguíssemos com um beijo, que não demorou quase nada. Fechei a porta do quarto e me encostei nela, como um idiota, pensando no que tinha acontecido durante o dia, e principalmente no seu beijo. Isso está ficando tão intenso, e eu não estou aprendendo a controlar a situação.

+++

Briguei pela décima vez com o programa de desenho do meu notebook que não queria abrir, e então desisti, deixando o notebook ligado sobre a mesinha de centro. Liguei a televisão para ver se me sentia mais a vontade e não tão sozinha.

Bruno viajou há três dias, e eu passo o dia com a Marie e à noite Riley dorme aqui comigo. Hoje, Marie teve que sair mais cedo, então permaneci em casa, sozinha, só esperando a hora de Riley chegar. Ele está em Nova Iorque, arrumando coisas do lançamento, e gravando o SNL que foi convidado. É um grande salto pra carreira dele, principalmente após a música que lançou, que está fazendo muito sucesso, além do vídeo clipe estar bombando em tudo quanto é televisão.

-Mars, você é um sucesso. - Passo a mão sobre a barriga e sinto um pequeno revertério.
Levanto do sofá e procuro comida na cozinha.

Com esse negócio de entrar no oitavo mês daqui à uma semana, eu estou indo no médico todos os dias. Ganhei 18 quilos e meu bebê está bem gordinho e grande. Ele chuta, brinca, e se acomoda quando eu preciso descansar. Chuta menos do que antes, porque agora minha barriga está literalmente quase explodindo, e não tenho espaço nem pra minha bexiga, quanto mais para ele dar voltas dentro de mim.

Essa semana passada foi bem estranha. Tive que ir ao médico e pela primeira vez, senti a sensação de estar sendo observada, até que Riley me alertou sobre um paparazzo parado no outro lado da rua. Mas esse não foi o ponto alto, já que ainda ninguém sabe quem sou, o ponto alto foi saber que Belle e Finn estão bem próximos. Eu já havia imaginado que isso poderia acontecer, mas ainda me incomoda um pouquinho por dentro. Não sei se houve beijo, ou se foi só um jantar, mas está havendo algo entre eles. Fui ao banheiro e quando saí, me deparei com pensamentos idiotas que me fizeram sorrir. Bruno deixa essa casa tão mais alegre.

Bruno Pov's

Fazia frio em Nova Iorque. O estúdio estava quentinho, por conta do ar condicionado, mas foi só sair de lá que voltei a tremer o queixo. Estava todo encasacado, querendo logo chegar no quarto do hotel para poder ligar para Amber e saber como ela está. Lá está mais cedo que aqui, então suponho que ainda esteja acordada. Os caras se separaram, cada um para o seu quarto. E eu entrei no meu, já discando o número dela. O mais incrível disso tudo é que eu me acostumei com ela na minha casa, e agora o tempo está acabando e daqui a pouco ela vai querer voltar para a casa da amiga, ou alugar algo pra si.

-Alô? - Ouço sua voz suave.

-Oi, boa noite. - Respondo.

-Como está? Como está Nova Iorque?

-Estou bem, e Nova Iorque está gelada. - Sento na cama, retirando o casaco. - E vocês, estão bem? O que estão fazendo?

-Estamos deitados, tentando fazer o programa de desenho funcionar, mas esse notebook é uma bosta.

-Então larga esse programa e liga o skype pra mim. - Foi a primeira ideia que tive.

-An... ok, mas eu estou um caco. Hoje eu não fiz nada, e estou praticamente sozinha.

-Onde está a Riley? - Levanto para achar meu notebook.

-Ela chegou cansada. Jantamos e ela foi dormir.

-Ah.

Enrolamos mais um pouquinho e eu desliguei o telefone para conseguir me concentrar no notebook. Conectei o wifi, e liguei meu skype esperando que ela ficasse online de uma vez.
Ajeitei o ar condicionado, aumentando bastante, por isso me vi livre da camiseta. Frio não é pra mim. Vesti calça de moletom e retornei para a frente do computador. Não precisei chama-la, pois logo que ela entrou, já apareceu sua solicitação de chamada de vídeo na tela. O barulho mostrava que ela estava conectada ali, e eu também, mas no entanto a tela estava preta e eu só ouvia a sua voz.

-Hey.

-Hey, Amb. - Eu aceno para a tela, sem nem saber se ela está me vendo, porque não consigo vê-la. - Consegue me ver?

-Hm... - Ouço o barulho dos teclados. - Consigo.

-Não consigo ver vo... - Sorrio feito bobo quando ela aparece na tela. - Agora sim.

-E ai, como está tudo?

-Ótimo. - Ajeito o notebook no colo, apoiando as mãos atrás do pescoço. - Um pouco, muito, de frio, apenas. E ai?

-Normal. - Observo seus olhos percorrerem pela tela, posso jurar que ela está olhando para os meus braços. - Está animado com tudo?

-Muito! Vão me colocar num vestido, acredita? - Começo a rir lembrando de todos meus personagens. - Muitas entrevistas! Tudo agitado, mas nada que eu não dê conta.

-E eu aqui... Apenas casa, sofá, comida, banheiro, televisão... Acordando tarde.

-Que vida boa, Amber Lucy!

Nós rimos, e quando ela fecha os olhos para gargalhar, aproveito para fita-la. Ela tem algo de especial, tudo nela me faz pensar que ela é um anjo.

-Como está o Nathan? - Lembro rapidamente da barriga enorme.

-Agitado, grande, e espaçoso.

-Hey, meu filho não é espaçoso.

-Fala você que se espalha pela cama à noite.

-Ele só está sentindo falta do papai. - Me gabo, e ela ri novamente.

-Talvez... - Sorri, limpando algo na tela. - Sabe o que tocou na rádio hoje?
-Hm?

-Sua música. - Ela bate palmas, falsas, sem fazer barulho e faz uma careta engraçada. - Está sendo um enorme sucesso.

-Obrigada. - Sorri, orgulhoso do meu trabalho. - Vou cantar pela primeira vez essa semana. - Levo a mão na boca, em espanto.

-Eu sei, Violet vem assistir comigo. - Ela dá de ombros. - Espero que não se importe... Tem algum problema?

-Está casa é tão sua quanto minha, então, problema algum. Fique a vontade, Amb.

Conversamos mais alguns assuntos banais, mas geralmente sobre minha carreira e a música. É tão empolgante falar nela, ver onde eu cheguei e onde eu estava antes disso. Nós ríamos de qualquer besteira, e eu contava algumas situações pra ela. Peguei os brinquedos que havia comprado para o meu filho e algumas roupinhas. Mostrei todos à ela.

-Você vai deixar a criança mimada. - Ela reclama quando mostro o último. - E essas musicas vão irritar e enjoar.

-Eu tiro a pilha, qualquer coisa. - Rio, largando o brinquedo. - E são só alguns brinquedos, não faz mal.

Amber revira os olhos, ia falar algo, mas levou a mão na boca por conta de um bocejo. Ela deve estar cansada, e eu também estou, admito. Fiz o mesmo que ela, porque é inevitável bocejar quando alguém boceja. Rimos juntos, baixinho.

-Acho melhor eu ir dormir. - Ela continua sorrindo. -Se cuida.

-Vou me cuidar. - Sorrio de volta. - Boa noite, Amb.

A vejo se curvar, e fico encarando seu rosto, ela iria desligar, mas eu precisava dizer que estou com saudades dela. Aperto minha mão contra minha coxa, e a interrompo.

-Amber?

-Bruno? - Ela imita-me, usando o mesmo tom.

-Estou com saudades.

Falei rápido antes que pudesse me arrepender. E minhas bochechas esquentaram de vergonha, e minha cabeça pareceu até doer quando ela apenas sorriu, e não respondeu nada sobre isso. Eu sou um completo idiota, otário.

-Bruno? - Olho para o notebook, ela está mais próxima da tela. - Eu também estou com saudades. Boa noite.

Ela desligou. Não deu tempo nem de ver ela mais um pouco e a chamada foi finalizada. Meu Deus como sentia saudades dela. E agora fiquei feliz por saber que ela também sente. Isso pode ser recíproco. Fechei meu notebook, colocando na mesinha, e empurrando os brinquedos na sacola para o lado da cama. Encostei a cabeça no travesseiro, e sorri. O pensamento levado àquela chamada de vídeo, onde ela também disse que estava com saudades, me fizeram dormir.

No alto da madrugada, no meio do sono, sou despertado pelo toque do meu celular. Atendo sem nem ver quem é, mas com receio, pois ligação de madrugada sempre é acompanhada de notícia ruim.

-Alô? - Falho a voz, pelo sono.

-Bruno? Consegue me ouvir? - Ouço a voz baixinho de Amber. Pulo, sentando na cama rapidamente e despertando de vez.

-Oi, consigo sim. Aconteceu algo?

-Não... Na verdade sim, eu não sei.

-O que houve? Você e o Nathan estão bem?

-Sim, foi um susto grande, mas passou.

-Não consigo imaginar o que tenha sido. - Balanço a cabeça, tentando me aliviar.

-Começou um temporal aqui, e eu havia me esquecido da janela do quarto aberta, então ela bateu e eu me acordei, com medo. Eu precisava falar com alguém.

-Shiii, calma. - Peço. - A chuva já passou?

-Não! O tempo está horrível.

-Você não tem medo de tempestades, nem de trovões e raios... - Digo, pensando alto.

-Não tenho, mas hoje eu levei um susto. Você está bem?

-Sim.

-Desculpa te acordar, eu só precisava... Precisava ouvir sua voz.

Paro por segundos nesse instante. Rebubino a fita em minha cabeça com a parte de que ela precisava ouvir a minha voz, e alimento meu ego de uma forma estranha. Não sei como chama o que estou sentindo, mas fiquei realmente feliz por isso.

-Ah, está tudo bem, eu estou aqui. - Tento conforta-la. Ouço sua risada baixinho. - Você precisa dormir, e deixar o pobre Nathan descansar também. Estarei em casa daqui há uns dias.

-Quantos?

-Cinco, talvez. - Torço os lábios.

-Obrigada, Bruno!

-De nada, Amb. Boa noite.

-Beijos.

2 comentários:

  1. Driiiii eles tao mto fofos cara, eu to surtando aquiiiiii. Amei de paixão e embora vc saiba preciso dizer sempre pq espetacular

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  2. "- Eu so queria ouvir sua voz" awwn
    Eles estao cada dia mais apaixonados um pelo outro! E esse Nathan? Tem que estrear logo!

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