sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Capítulo 56 - Care and affection
Estacionei o carro e continuei ali dentro. Respirei fundo, olhando pelo retrovisor meu rosto completamente terrível. Tentei limpar o que pude, mas o sangue já estava seco, e estava doendo. Meus dedos conseguiam estar mais doloridos, as juntas pareciam que iam se separar. Com cuidado para que Amber não me visse, entrei dentro de casa tentando não fazer barulho. Não quero que ela me veja dessa forma, e também não quero explicar do que isso é proveniente. Abaixei a cabeça e pedi para Deus que ela não estivesse na sala, mas nem precisa dizer que o Universo conspirava contra mim hoje. Ela estava lá, se levantando para me cumprimentar.
-Hey. - Continuei a andar de cabeça baixa. - Hey?
-Hey.
-Vamos jantar? Quer dizer, você quer agora? Porque chegou mais cedo. - Aparentemente sua voz estava bem mais calma. Não me virei e continuei a andar.
-Depois eu desço.
-O que aconteceu?
-Nada. - Respondo.
Eu esperei por essa reação dela, por isso apressei o passo até a ponta da escada para ela não me alcançar, mas Amber disparou na minha direção. Me sentia uma criança que queria esconder da mãe que brigou na escola. Ela tocou nos meus braços e eu ergui minha cabeça, olhando pra ela. Sorri, para tentar amenizar o choque, mas creio que isso não adiantou muito.
-O que aconteceu com você? Meu Deus. - Ela levou a mão na boca, chocada.
Esquivei do seu toque no meu rosto.
-Não foi nada. - Repito, e em seus olhos se alojam lágrimas. - Porque está chorando?
-São...os hormônios. - Ela reclama, passando o dorso da mão pelos olhos. - O que aconteceu com você?
-Nada. Eu só preciso de um banho.
-Bruno, seu rosto está sangrando. - Ela passou em minha frente, subindo as escadas.
Eu a segui, meio sem rumo e sem pensar em minhas ações. A verdade é que esse cara vai me pagar.
Ela entrou no meu quarto e eu sentei na cama, vindo logo atrás dela. Amber entrou no banheiro e trouxe consigo a caixa de pequenos socorros, talvez nunca usada por mim.
-Me conta o que aconteceu. Por favor. - Ela pede, enquanto pega um pedaço de algodão.
-Você não pode se estressar, Amb. - Amber humidece o pedaço em algum líquido. - Eu consigo me cuidar sozinho.
-Calado. - Ela pede. Senta ao meu lado e me olha com ternura. - Me diga o que aconteceu, por favor. - Amber aperta o algodão em meu nariz e doeu, fiz uma careta e gemi de dor.
-Desculpa... Desculpa. - Amber estava tremula, parecia já estar nervosa, bastante preocupada. Peguei sua mão e olhei em seus olhos.
-Está tudo bem, de verdade. Você precisa se acalmar. - Peço.
-Como eu vou me acalmar? Como eu vou me acalmar com você chegando em casa dessa forma, nesse estado, e nem me contando o que aconteceu?
A segurei pelo outro braço também, para ficarmos de frente um para o outro. Foi vã a tentativa de não contar, mas ela parece uma criança birrenta.
-Diz pra mim, Bruno...
-Não fica com raiva de mim, por favor.
-O que você fez?
-Me promete que não vai ficar com raiva, por favor?
Ela não me respondeu, somente alisou meu rosto, passando a mão sobre todos meus hematomas, machucados, e sei lá mais o que. Assentiu com a cabeça e eu tomei a liberdade de falar.
-Eu encontrei com o Finn. - Explico com cuidado. - Nós nos desentendemos, Amb.
-O que? Eu acho que não estou entendendo muito bem. - Ela balança a cabeça. - Você brigou com o Finn?
-Sim... ele me provocou, e... eu não iria deixar assim.
-Você é louco, não consigo acreditar. - Amber passou a mão no rosto, parecendo nervosa. - Olha o jeito que ele deixou você.
-Eu também deixei marca nele. - Digo, birrento.
-Claro, marca do seu sangue na camisa e na mão dele. - Seu riso sai nervoso. - O que deu na sua cabeça de fazer isso?
-Fiquei nervoso! Ele foi até lá para brigar, eu não iria deixar de qualquer jeito.
-Hey! Ele foi até lá?
-Até meu estúdio? Sim!
-Meu Deus, não sei quem é mais inconsequente.
-Queria que ele fosse me bater e eu ficasse quieto?
-Não brigasse. Caramba, não consigo imaginar Finn fazendo isso. - Amber retorna a balançar a cabeça.
-Obrigada por dizer que eu sou o equivocado.
-Você não pensou nas consequências?
-Quais? Quais consequências, Amber? - Aumento meu tom de voz. - Acha mesmo que eu iria ficar parado vendo aquele idiota me bater?
-Argh. - Ela levanta, pegando novamente o kit, mas parecia com mais raiva.
Passou o algodão no meu nariz fortemente, e continuo a limpar todo o meu rosto não tomando tanto cuidado e carinho como antes.
-Você está com raiva de mim? - Seguro seu punho.
-Raiva? - Ela da outra risada nervosa. - Não. Claro que não.
-Então, se não está mais com vontade de me ajudar, eu peço que não me machuque mais.
-Desculpa, mil desculpas. - Ela beija minha testa por impulso. - Eu só não sei o que fazer... o que pensar.
-Eu sei que está do lado dele agora, mas não haja como se eu fosse um cara horrível.
-Eu não estou do lado dele.
-Então eu não sei, porque parece que está.
-Tem lado nisso tudo? Eu estou do meu lado e do mau que estou causando em todos vocês. - Ela se abaixa de mau jeito na minha frente.
-Eu nem sei o que dizer, mas você não tem culpa nisso.
-Bruno... - Ela passa a mão pelo meu rosto. Sinto sua pele gelada em minha pele fervendo. - Eu estou do lado que não quer que você se machuque. Finn é bom de briga e é bem mais alto que você. Iria me sentir horrível se ele fizesse algo grave. Olha o jeito que ele já o deixou.
-Eu também machuquei ele. - Falo como uma criança. Havia deixado algo de marca nele, não como ele deixou em mim, mas quero deixar claro que não sai perdendo também.
Ela passou os dedos finos pelo meu queixo, alisando minha pele. Meu Deus, devo estar horrível.
-Está tudo bem, eu não estou com raiva. - Ela voltou a me limpar, passando um algodão novo em meu rosto.
-Não devo estar nada atraente assim. - Digo enquanto ela faz algum curativo em minha sobrancelha.
-Não está mesmo. - Ela concorda.
-Amber você devia me consolar dizendo que eu continuo maravilhoso. E sexy. - Rio.
-Ah sim, perdão. Não gosto de mentir. - Amber senta na cama e descansa um pouco. Presto atenção em sua barriga, sempre crescendo mais e mais. - Vai tomar banho, e descansa. Quer que eu busque alguma coisa?
-Água.
-Eu pego. - Ela levanta. - Deixo aqui em cima, boa noite.
Fui para o banho, deixando meu corpo descansar e limpar. Deixei meus músculos se descontraírem enquanto lavava meu corpo. Vesti uma boxer azul marinho, uma regata branca, e me olhei no espelho, estava realmente feio tudo aquilo. Fiz careta olhando, e já senti nojo. Outra careta e voltei para o quarto, me joguei na cama.
Vi o copo e dois analgésicos na mesa ao lado da cama, tomei os dois e virei o copo todo. Me revirei na cama por muito tempo, pensava na Amber, no Finn, e no Nathan. Em todos os rumos que minha vida estava tomando, e tudo isso em pouco tempo. Pensava na minha carreira, mas não da forma que estava pensando antes, que o filho iria estraga-lá, e sim que ela está decolando, e meu filho vai estar ao meu lado quando eu chegar ao topo do mundo.
O ímpeto de me levantar foi mais forte. Andei para fora do quarto, e quando me toquei parei na frente do quarto dela. É mais forte que eu.
Bati duas vezes.
-Amber? - Chamei, abri a porta e coloquei a cabeça para dentro do quarto.
-Mmmmm. - Ela resmunga, abrindo os olhos. - Pode entrar.
-Posso me deitar com você? - Perguntei timidamente.
-Bruno...
-Só deitar, Amb. Para dormir.
Ela deu dois tapinhas ao seu lado e eu me jogo ao seu lado. Puxei o edredom e senti seu cheiro maravilhoso.
-Hey, filho. - Amber começou a rir, toquei em sua barriga e meu filho não chutou. Deve estar dormindo. -Mexe pro papai, Nathan.
-Deixa a criança em paz.
-Nathan, meu bebê, acorda, papai tá precisando de carinho. - Mexo o polegar em sua barriga. - Porque ele não quer falar comigo?
-Porque ele deve estar dormindo. - Ela resmunga, boba.
Tocou meus cabelos, e fez cafuné. Me aproximei mais, rindo baixinho. Minha mão ainda estava sobre a sua barriga, aquele saliência que em meses será meu bebê. Amber ainda passava seus dedos em minha cabeça, dando até sono. Sinto que poderia passar a vida toda assim. Meus olhos pesaram, levantei minha cabeça e a chamei.
-Amb?
-Oi.
-Me dá um beijo?
Pedi desinibidamente, esperando que ela entendesse. Senti seus lábios na ponta do meu nariz, em minha bochecha, e finalmente ela deposita um selinho demorado em minha boca. Eu tive vontade de aprofundar, mas sei que ela odiaria que eu tentasse, e não queria estragar aquele momento. Estávamos tão inocentes ali.
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Meu Deus Driiii, essa fofura toda ta boa demais, continue assim por favor 👏👏 to amando cara, ta realmente maravilhoso
ResponderExcluirAhh Dri mas que fofo que ficou esse capítulo.. sinto paixão no ar haha <3
ResponderExcluirTo amandooo :D
Ps: coitado do bru <3
Quero mais sangue, esperei tanto tempo por aquilo que nem acredito!
ResponderExcluirEu amei Dri, e agora, faça eles felizes e o Finn sumir! 💞 beijos