Me senti a pessoa mais inútil, mais horripilante, quando, por impulso, a beijei. Não queria sentir nada disso, não queria correr o risco de ter essa vontade, mas naquele momento lindo, eu cantando a música pra ela, e vendo que meu filhote estava ali, dentro dela, parece que tudo ficou mais propenso a criar esse clima de romantismo.
Ela tem namorado, e eu sou livre como sempre quis ser.
Fui dormir com esse peso, e acabei por acordar mais cedo do que o normal. Arrastei meu violão para a sala e liguei o rádio bem baixinho.
-Bom dia, senhor. - Marie passou pela sala.
-Senhor está no céu.
-Vou ter que lembrar que foi o senhor, opa, você, que impôs essa condição?
-Eu estava bêbado, e daqui pra frente não ficarei mais daquele forma que ficava antes. - Larguei o instrumento para olha-la. - Aliás você está maravilhosa hoje. Seu marido lhe elogiou?
-Obrigada. - Apesar de ter mais de 50 anos, Marie se cuida, e é bem dedicada e vaidosa, um dos motivos por ter contratado ela a anos atrás. - Mas ele.. Ele não tem concerto, Bruno. - Ela passa a mão pela lateral da calça.
-Desculpa por tocar nesse assunto. - Deve ser delicado, a convivência com ele definitivamente não deve ser das melhores, já que ela sempre evita falar dele e no seu nome. - Então vamos sorrir.
-Viu passarinho verde, foi? - Ela riu e eu a acompanhei. - Faço o café agora?
-Pode ser.
Dedilhei mais alguns acordes, alguns ajustes do violão e dei as primeiras notas da música que cantei ontem. Meu filho está me deixando um completo bobo.
Tomei meu café primeiro e pedi que Marie me alcançasse a bandeja de café-da-manhã para eu levar a Amber. Ela ainda deveria estar com dores nas costas. Eu mesmo fiz questão de arrumar, colocando um guardanapo, a sua dieta e suas vitaminas. Marie insistiu que eu colocasse uma pequena flor ao lado, e ela mesma colheu e a colocou. Havia ficado lindo, verdadeiramente.
Andei equilibrando a bandeja e dou duas batidinhas na porta antes de abrir. Amber já estava acordada, sentada na cama, terminando uma conversa no telefone.
-Ok, tudo bem. Beijos. - Ela brilhou os olhos quando viu a bandeja em minhas mãos. - Bom dia. - Diz.
-Bom dia. - Sorrio esperando ela se ajeitar melhor para por a bandeja.
-Tratamento de princesa. Quem diria. - Ela ri, pegou a flor ao lado de sua comida e a cheirou.
-Creio que o cheiro não... - Observo a sua careta. - dos melhores. - Completo e nós rimos.
-Não é mesmo.
-O que vale é a intensão. - Rimos novamente. - A que horas acordou?
-Hm. - Balbuciou assim que tomou um gole do seu café. - Dez e pouca?
-Não faz muito, mas mesmo assim, pela manhã você tem que se alimentar direito. - Ordenei. - Não só pela manhã, a qualquer hora.
-Desculpa, Finn me ligou para saber como estava as coisas.
-Finn? - Pergunto expressando minha emoção na cara mais sem-graça possível. Sem graça como ele.
-É. Ele perguntou se pode me ver na hora do almoço. Ele passaria aqui.
-Hmmm... - Penso por alguns segundos.
-Eu não estou pedindo, antes que fale algo. Estou afirmando.
-Meu Deus, eu estou criando um monstro. - A olho, fingindo estar chocado, e ela semicerra os olhos, rindo de mim logo depois.
Perto do almoço, arrumei o deck próximo a piscina e pus uma toalha molhada sobre duas cadeiras espreguiçadeiras, para não estarem queimando quando decidir vir tomar banho e pegar um pouco de sol. Na cozinha, Marie já estava com o almoço quase pronto, cheirava muito bem como sempre. Vi a sombra de Amber passar pela porta principal e constatei que o príncipe de araque já estava no recinto.
Passei para a sala, ligando a televisão no mudo e o rádio. Esperava ansiosamente que o almoço ficasse pronto e ela tivesse que entrar e ele, felizmente, ir embora.
-Bruno, a comida está pronta, posso por a mesa na sala de jantar?
-Pode sim, obrigada por avisar, Marie. - Agradeço e caminho em direção da porta principal.
Ajeitei minha camisa, passei a mão no rosto e coloco meu sorriso mais irônico no rosto.
-Amber. O almoço está servido. - Aviso avistando eles, um pouco distante da porta. Afastados, mas de mãos dadas, pareciam conversar bastante. - Amber? - Chamo sua atenção.
-Oi. - Ela pareceu aterizar na Terra agora. - Já vou.
Me senti um patético e típico pai de adolescente, que fica namorando no portão, enquanto eu peço para que ela entre pois já está tarde.
-Olá, Finn.
-Oi, Bruno. - Como ele pode sorrir pra mim? Cínico!
Fiquei parado na porta, esperando. Sei que pode ser até invasão de privacidade com eles, e que eu não tenho esse direito, mas eu preciso ficar ali. Eles se beijaram e meu estômago se retorceu. Fiz uma careta e comecei a rir nos meus pensamentos.
-Idiota, eu beijei ela ontem e ela gostou. Eu sei que gostou. E agora está pegando minha baba, meu resto. Toma essa, príncipe de araque. - Penso, querendo na verdade gritar e e rir da cara dele.
Amber está praticamente na minha frente quando eu acordo dos meus pensamentos.
-Você está bem?
-Com fome. - Respondo. - Não convidou para almoçar? - Pergunto.
-Ele vai almoçar com a Belle.
Garanto se a boneca-assassina-e-possuída desse mole para ele antes da Amber, ele teria pego.
Na verdade qualquer um pegaria, porque ela é bonita... de boca fechada, porque é um porre quando começa a falar.
Amber Pov's
Senti desconforto assim que acordei, uma cólica de leve, nada demais. Finn ligou-me e fez um enorme interrogatório de como Bruno estava me tratando, de como nós estávamos nos relacionando, e se eu estava me sentindo bem. Só faltou perguntar a cor da minha roupa íntima. Assim que encerrei a ligação, Bruno estava na porta, com uma bandeja linda de café-da-manhã. Me senti poderosa como aquelas madames de filmes.
Após o almoço, fiz questão de ajudar Marie e Bruno já foi deixando de aviso prévio que iríamos para a piscina.
-O que eu ganho? Não quero ir. - Faço manha.
-Uma barra de chocolate, que tal?
-Hmmmm, sabor?
-Você escolhe.
-Mas só isso é muito pouco. - Coloco a língua pra fora. - Quero mais um pacote de m&m's.
Chantageei ele, até Bruno pegar o carro e ir a um mercado mais próximo. Enquanto aproveitávamos para deixar a comida baixar. Arrumei algumas das minhas roupas, não muitas, porque odeio dobrar roupas, mas o suficiente para deixar o quarto mais organizado. Peguei meu biquíni e tomei uma ducha rápida.
-Estou esperando você na piscina. - Ouço a voz do Bruno no corredor. - O chocolate vai estar comigo.
-Você é um filho da mãe chantagista.
-Eu sou chantagista? Ta bom.
Bruno Pov's
Fomos para a piscina, na verdade eu fui primeiro, Amber ainda se enrolou mais um pouquinho. Quando chegou nas cadeiras onde eu estava, ela ficou olhando para a cadeira, enrolada numa toalha, que por causa da barriga, deixou uma fresta aberta.
Fomos para a piscina, na verdade eu fui primeiro, Amber ainda se enrolou mais um pouquinho. Quando chegou nas cadeiras onde eu estava, ela ficou olhando para a cadeira, enrolada numa toalha, que por causa da barriga, deixou uma fresta aberta.
-Você não vai tirar isso? - Pergunto olhando para ela com os olhos pequenos pelo sol que pegou.
-Vergonha. - Diz baixinho.
-Amber. - A repreendi. - Deixa disso. - Falo. Queria na verdade falar que já vi muitos detalhes do seu corpo, mas é um pena que lembro de poucos. E isso deixaria ela mais acanhada e com mais vergonha, e não é isso que eu quero.
-Vou tirar daqui a pouco.
Pego um pouquinho de sol e levanto para ir atrás da caixa de som para por uma música. Dei carinho para meu cachorro rapidinho e voltei para onde estava. Amber já havia tirado a toalha e estava sentada na borda da piscina.
Enquanto arrumava a caixa, observei ela de costas, nem parecia uma grávida, ao não ser por seus culotes que denunciavam. Seus cabelos foram soltos e ela reclama da água nos pés.
Coloquei a música e peguei distância para dar um ponto na piscina. Corri e me atirei com tudo, acostumado a fazer isso tantos anos. Nem percebi que tinha molhado a Amber, só quando fui para a superfície e tirei a água do rosto. Ela me fulminava, molhada em várias partes.
-Poderia matar você. - Comenta passando a mão nas coxas.
-Não poderia. - Nado até ela e me apoio ao seu lado. - Entra.
-Está gelada. - Ela torce os lábios.
-Ah, espera que eu vou ali pegar uma chaleira de água quente para amornar a água. - Sorri ironicamente e dá o dedo médio pra mim.
-É sério. - Amb coloca as duas mãos para o lado, levando um pouco mais as pernas para dentro da água, e fazendo careta feia por causa da temperatura.
-Eu te ajudo.
Me posiciono a sua frente e seguro sua cintura. Ela reclama da água, mas em questão de segundos mergulha, voltando brevemente para a superfície.
-Viu, não foi tão difícil assim. - Rio dela, que nada de mal jeito até a borda, e logo vai se locomovendo para a outra.
A repreendo dizendo para ir devagar, porque tenho medo que possa acontecer algo. Durante um mergulho, abri meus olhos e pude ver seu corpo nadando para o outro lado, sua barriga perfeitinha, suas pernas parecendo maiores na água. E seus peitos, bem maiores. Balanço a cabeça, rindo pra mim mesma.
Nadei mais um tempo com ela, mergulhando e competindo. Até ela se sentar na borda. Me sento ao seu lado, balançando a cabeça parar tirar o excesso de água do cabelo e observo ela com o olhar terno para tudo, para o horizonte.
-Minha irmã me mataria se soubesse que eu estou tomando banho de piscina com você.
-Ela não sabe que está morando aqui?
-Nop. - Nega. - Somente meu pai. E ele não contou a ela, porque senão ela estaria aqui, agora.
-Nunca entendi esse amor todo por mim. Eu sou apenas um cara que canta.
-Bruno, se você soubesse todos os porquês que ela te ama... São tantos motivos, que sinceramente, desacreditei quando você me chamou daquelas coisas. Mas agora, você parece tudo e muito mais das qualidades que ela havia dito.
-Não sou perfeito.
-Eu sei. - Ela concorda. - Mas pra elas, é.
Ainda conversamos mais. Era estranho saber de tudo que sua irmã, minha fã, falava de mim. É estranho dizer que a tia do meu filho é minha fã adolescente louca por mim. Mas aguça o ego, saber que tenho milhares de pessoas me amando.
Sua barriga estava me chamando atenção. Ela estava lustrosa, devido ao óleo e o protetor solar. Não há marcas de estrias. Bem pontudinha e redondinha. Da vontade de pega-la e sair correndo.
-Ele me ouve, será? - Pergunto baixinho, me inclinando.
Amber balança a cabeça num sinal de sim.
-Fale com ele. - Diz passando a mão molhada pela barriga.
-Então... como é ai dentro? A barriga da mamãe é bonita no interior como é do lado de fora?
Para nossa surpresa, nosso filho chuta, do lado oposto ao que eu estava falando. Consegui ver a pele sobressair.
-Achei que era. Você teve sorte. Mamãe está linda, mas você verá em breve. Será um dos caras mais sortudos do planeta.
-Acho que ele entende você. - Ela repara.
-Ele é meu sangue também. Ele deve amar o papai como o papai ama ele. - Beijo
delicadamente sua barriga. - Você é um anjo que caiu do céu, filho. - Beijo mais uma vez.
-É estranho ver falando com ele.
-É porque não viu o dia que eu fui no hospital e você estava dormindo. Nós dois tivemos uma longa conversa. - Passo a mão pela barriga.
-O que falou pra ele?
-Que ele terá os melhores pais do mundo, e muitas outras coisas que são segredos nossos.
- Eu sou mãe dele. - Amber ri, puxando de leve o meu cabelo. - Não pode ter segredo entre mãe e filho.
- Pode, sim.
- Diz logo!
- Não. - Fiz careta, antes que Amber fizesse também.
- Eu tenho direitos?!
- Nós fizemos um trato.
Amber fez um sinal para que eu continuasse.
- Ele não ia ser assim, chato que nem a mãe, dai eu iria deixá-lo trazer várias namoradas pra casa.
Ela deu um tapa de leve em meu braço.
- Meu filho será um príncipe.
Eu ri, tocando de leve sua barriga e fingindo sussurrar.
- Faço um cartão de credito pra você, filho, sua mãe não vai nem saber onde você frequenta.
Amber me olhava e sorria, parecia cega ao concentrar seu olhar no meu e logo depois descer para minha boca. Só posso estar pensando besteira. Toco na lateral do seu rosto, tirando uma mecha de cabelo e colocando para trás da orelha.
Pedi permissão através do olhar. Me inclinei mais ainda, levando mais o corpo, e tocando levemente nos seus lábios, como ontem. Mas ao invés de ficarmos somente assim, coloquei minha língua devagar e ela foi deixando, abrindo sua boca e me beijando também. Seguro sua nuca, e a outra mão passo pela barriga, que chuta rapidamente duas vezes seguida.
Sorri, e quebramos o beijo.
-Não atrapalha, filho. - Peço e Amber ri, parecendo com tanta vergonha.
Não sei o que fazer nem o que falar. Pareço mudo e imóvel. Talvez poderia dizer que ela está linda, mas poderia assusta-la. Poderia dizer que isso não significou nada, mas tenho medo do que isso possa levar porque não entendo as mulheres.

AHHHHH SE COMAM NA PISCINA POR FAVOR BRASEEEEL. OBRIGADA DE NADA AMEI DRIZOCAAAA
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