quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Capítulo 46 - My small bump, my small love

 Vou pedir que escutem essa música porque eu amo ela, e ela foi minha inspiração para a fic (uma das dbusaomdba). É do Ed meu amor minha vida! Música



Pelo ou menos fiz ela sorrir por diversas vezes enquanto ela terminava, sem nem sentir, o jantar. Lavei a louça e ela secou. Já ensinei para ela onde ficava os pratos, os talheres, e tudo que ela poderia querer quando eu não estivesse aqui ou a noite se caso sentisse fome.

-Vem, vou lhe mostrar o quarto. - Estico a mão para ela me dar a dela. Havia conseguido me convencer de que eu poderia mostrar à ela.

Andamos até a metade do corredor de mãos dadas, até ela se afastar. Abri a porta e esperei que ela entrasse primeiro. Realmente, haviam feito um trabalho perfeito no pequeno quartinho do meu filho.

Amber Pov's

Depois de já me instalar na casa do Bruno, fiquei tão pensativa sobre na possibilidade de tudo isso dar errado. Nós não somos melhores amigos, pode acontecer tanta coisa, e não quero tirar sua privacidade, não quero criar meu filho no meio de uma casa que vá entrar uma mulher por noite. Não julgando o Bruno, longe disso, inclusive eu fui uma dessas mulheres, mas... eu não sei explicar, é estranho.

Tudo isso passou durante o jantar, enquanto ele fazia piadas sobre os nomes que poderíamos por no nosso filho.

Estávamos entrando no quarto do bebê, finalmente iria matar minha curiosidade. A porta abriu e ele deixou que eu entrasse primeiro.

É difícil dizer a harmonia que aquele lugar já passava. A parede do fundo do quarto estava pintada de papel de parede, nele contendo uma pequena cidade em cores claras. As outras estavam pintadas de azul claro. Há tantas coisas no quarto, um berço, um trocador de fraldas, um chiqueirinho, um guarda-roupas embutido na parede, um pequeno sofá que pode usar como cama, cadeira de balanço, cadeira para carro, cadeira para comida. Sem contar na cômoda linda que está perto do fraldário. No meio do quarto há um tapete em forma de bola de futebol americano, onde está o berço, na parede, há uma estrela e um microfone, um espaço em branco.

-Porque esse espaço? - Pergunto chegando perto.

-É para quando soubermos o nome. - Bruno se aproxima também. - Vou coloca-lo aqui. - Ele aponta.

Observo o móbile que está sobre o berço, com os personagens da Marvel, dos Vingadores. Ri pensando sozinha e me emocionando com todos os detalhes.

-Você escolheu tudo isso, certo? - Pergunto.

-Basicamente. - Responde. - Porque?

-Porque... - Penso numa resposta enquanto observo o lustre da luz principal. - Porque não há apenas um tema, há carrinhos, há super-heróis, há música, há uma cidade, e há esportes. - Rio e ele também.

-Não sabia o que exatamente por, nem o que ele iria gostar, então acho que por enquanto está bom assim. Quando ele souber seus gostos, eu arrumo. - Bruno pisca pra mim.

Dou mais uma volta no quarto, absorvendo os detalhes. Meu filho terá uma boa vida, se depender do pai, será bem mimado também. Fico contente dele poder ter suas coisinhas bonitinhas e arrumada, num quartinho somente para ele. É bom ver isso, e reconfortante. Ando para o meio do quarto, pego uma almofada do sofá, e sento colocando ela entre as minhas pernas.

-Vai ficar por aqui? - Pergunta Bruno.

-Vou, se puder é claro.

-Posso ficar junto, ou prefere ficar sozinha?

-Pode ficar. Por favor.

-Então eu já volto.

Vi agora o rádio que antes não tinha visto, uma televisão pequena suportada na parede. Há um pouco de bagunça, mas tudo ainda está perfeito, e arrumado ficará mais ainda. Brinco com a almofada, imaginando daqui poucos meses meu bebê aqui comigo, bagunçando, chorando, rindo, começando a falar, a andar...

-Trouxe isso. - Bruno sentasse na minha frente, com um violão em mãos. - Quando ele nascer, quero cantar pra ele. Quero acalma-lo e mostrar que eu estou aqui. Fiz isso com a maioria dos meus sobrinhos, cantava para eles. - Ele tamborila os dedos no violão.

-Ele vai adorar. - Passo a mão na barriga. - Ele já ama você.

-Como sabe disso? Extinto de mãe? - Pergunta entre risos bobos.

-Não... só que, quando você toca em mim, ele, na maioria das vezes, se mexe. Nunca mexe só pra mim, ou só para as meninas...

-Será que ele já sabe quem eu sou? - Pergunta, seus olhos brilham.

-Talvez. - Sorrio.

Bruno ficou emocionado, era perceptível. Batucou os dedos mais uma vez e se aproximou, cruzando as pernas e deixando-as encostarem nas minhas. Disse que iria cantar uma musica e pediu que eu levantasse minha blusa para ele ver nosso filho. Eu ria das bobagens que ele fazia, das caretas enquanto ajustava as cordas do violão.

You’re just a small bump unborn
(Você é só uma pequena saliência ainda não nascida)
In four months you’re brought to life
(Em quatro meses será trazida à vida)
You might be left with my hair
(Você pode ter o meu cabelo)
But you’ll have your mother’s eyes
(Mas você terá olhos da sua mãe)
I’ll hold your body in my hands, be as gentle as I can
(Vou te segurar em minhas mãos, serei tão gentil quanto puder)
But for now you’re a scan of my unmade plans
(Mas por enquanto, você é uma imagem do que não planejei)
A small bump in four months you brought to life
(Uma pequena saliência, em quatro meses você abrirá seus olhos)

Ouvia sua cantoria, não reconhecia a música, mas achei tão fofo aquele momento que minha vontade era de gravar. Seus olhos intercalavam entre minha barriga, meu rosto, e o seu violão. Imaginei meu filho com seu cabelo, sua pele, meus olhos... Ele será tão lindo. Meu Deus, como um dia posso ter pensado que ele seria um problema? Ele é uma benção. Me arrependo do que pensei quando descobri.

And I’ll whisper quietly and give you nothing but truth
(Eu vou sussurrar baixinho, não te darei nada além da verdade)
If you’re not inside me, I’ll put my future in you
(Se você não está dentro de mim, eu colocarei meu futuro em você)

Ele se aproxima da minha barriga, sussurrando e eu me arrepio. Nós rimos e ele continua.

You are my one and only
(Porque você é minha primeira e única)
And you can wrap your fingers round my thumb
(Você pode pôr seus dedinhos em volta do meu polegar)
And hold me tight
(E me segurar forte)
You are my one and only
(Oh você é meu primeira e única)
You can wrap your fingers round my thumb
(Você pode pôr seus dedinhos em volta do meu polegar)
And hold me tight
(E me segurar forte)
And you’ll be alright
(E você vai ficar bem)

Era lindo vê-lo cantar. Sei que pensei muitas coisas erradas e o julguei, mas talvez ele estivesse tão confuso quanto eu estava, e assim como eu me arrependi, ele também deve se arrepender. Bruno parece amar crianças, e tudo que ele está fazendo por mim e por nosso filho é de admirar.

You’re just a small bump unknown, you’ll grow into your skin
(Você é só uma pequena saliência desconhecida, você ainda vai crescer)
With a smile like hers and a dimple beneath your chin
(Com um sorriso como o dela, e uma covinha embaixo do queixo)
Fingernails the size of a half grain of rice
(Unhas do tamanho de meio grão de arroz)
And eyelids closed to be soon open wide
(Pálpebras fechadas que se abrirão logo)
A small bump, in four months you’ll open your eyes
(Uma pequena saliência, em quatro meses você abrirá seus olhos)

"Eles serão verdes" Bruno sussurra quando se refere aos olhos do nosso bebê. Passei a mão pela barriga e ele sorri, piscando e dando algumas notas diferentes.

Then you can lie with me, with your tiny feet
(Você pode se deitar comigo, com seus pezinhos)
When you’re half asleep I’ll leave you be
(Quando você estiver cochilando eu vou deixar que você fique)
Right in front of me, for a couple weeks
(Bem pertinho de mim, por algumas semanas)
So I can keep you safe
(Para que eu possa te dar segurança)

Ele se aproxima, largando o violão para o lado e se inclinando para perto de mim. Passa sua mão pela minha barriga, mas nosso filho parece dormir por ali. Rio dele procurando com a mão algum movimento e até instigo, apertando um pouquinho para que ele se movimente, mas deve estar dormindo.

Tivemos um contato visual bem penetrante. Seus olhos ficaram encarando os meus, e eu perdi meu olhar dentre seus olhos castanhos. Ele parecia tão convidativo, tão simples, tão diferente, tão.... meu?

Nossas bocas se encontraram por segundos, se tocando. Fechei meus olhos e ele se afastou. Não pensei em mais nada, apenas fiquei com vontade de aprofundar aquele beijo. Mas ele saiu, se afastando de mim e sem saber para onde olhar.  Suas mãos denunciavam o nervosismo, Bruno parecia um adolescente novamente.

-Me desculpe. - Ele me olha rapidamente.

-Está tudo bem, de verdade. - Sorrio.

-Não só pelo beijo, Amb. - Sua respiração pesa. - Por tudo. Por fazer sua vida mudar assim, por te dar uma mudança de planos repentina... Por ter feito você passar por tantas coisas.

-Isso são detalhes passados, eu não costumo ligar pra isso. - Pego sua mão. - Passou!

-Mas mesmo assim, me desculpe por agir como idiota, sempre.

-Você precisa dormir. - Passo a mão pela sua testa e me apoio no chão para levantar.

-Você também.

Nos levantamos. Bruno largou o violão onde pegou, enquanto eu ia para o quarto na busca de um pijama. Desci as escadas para checar se tudo estava trancado, uma mania, e subi novamente. Bruno estava perto da porta do meu novo quarto.

-Vim desejar boa noite. - Diz ele.

-Boa noite. - Sorrio.

-É... - Nunca havia visto ele tão nervoso, tão estranho, mas ao mesmo tempo, tão ele mesmo! - Boa noite. - Depositou um beijo em minha testa e um beijinho em minha barriga.

Esperei ele ir para o quarto para poder entrar no meu. Tomei meu banho no grande banheiro que tinha, e vesti meu pijama, deitando na cama e pegando meu celular.

2 comentários:

  1. Ahhhhh esperei tanto pr ess momento drizocaaaaaa. Amei de paixão e por mim pode acontecer tipo, toda hora ❤

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  2. Gente que amooooor, mds que fofura do Bruno, amei Dri <3

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