segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 25 - torment

-É sério, você precisa falar o quanto antes. - Entre uma dentada e outra de pizza, Rye fala.

-Não é tão simples, eles não irão entender. - Balanço a cabeça negativamente.

-Você pode vir pra cá caso eles te expulsem de casa, meu amor. - Belle passa a mão pelos meus cabelos.

-Você acabou de colocar esses dedos nessa pizza gordurosa e agora está passando nos meus cabelos. Além de grávida quer que eu fique um bicho de feia?

-Desculpa. - Ela ri de maneira travessa.

-Ok, prometa à nós que irá falar essa semana. - Riley larga a pizza e ergue a mão. Belle faz a mesma coisa e eu olho para as duas, bufando e ainda meio contra, levanto a minha mão. - Repita comigo. - Ela ordena. - Até domingo eu irei falar para minha família que estou esperando um bebê, e se algo der errado, irei morar com as minhas amigas.

Eu repito e nós todas caímos na gargalhada. Aquilo fica engraçado de um jeito bem legal, na teoria. Porque na prática sei que irei chorar, espernear e no fim, irei sair de casa.

Bruno Pov's 

Não sei como eu dormi, muito menos como eu acordei. Ontem Sophie me ligou duas vezes atrás de explicações do porque não estamos nos vendo tão seguidamente, eu novamente pratiquei o sermão de que eu e ela não temos nada e não somos nada, e que no momento eu não estava com cabeça pra isso.


Se ela entendeu ou não, eu não sei, mas realmente eu não tinha cabeça para nada mais além daquela criança. Eu vou ter um filho, sabe o quanto isso soa estranho? Eu não planejava ter filhos por enquanto, nem casar, quero fazer isso mais tarde, mais além da minha vida. Eu, no auge da carreira, terei que embalar uma criança chorona.

Eu não terei que embalar ninguém, eu não preciso assumir. Só preciso dar o que ela precisará e deu.

+++

-INCOMPETÊNCIA, nada se resume mais perfeito que essa palavra! - Grita Ryan na sala de reunião. - Pô brother, eu precisava disso hoje! - Ele baixa um pouco seu tom de voz.

-Fala alguma coisa, Bruno. - Exige Marc.

-Um bicho comeu a língua dele. - Brinca Phil, mas eu não consigo enxergar a graça de nada.

-Eu sou amigo, mas sou seu assessor, eu preciso dar respostas pra gravadora que não irá esperar. Ela precisa do seu aval!

Estávamos falando do meu segundo álbum que lança no final do ano, mas sinceramente eu não ando pensando nisso, eu só consigo pensar no meu filho, ou seja lá o que for...Ele é meu, o exame comprovou isso, e agora eu vou ser pai, mas eu tenho 27 anos e não sei cuidar de mim mesmo!

-É melhor abrir essa boca, Peter. - Ryan bufa mais uma vez e fecha sua mão.

-Olha a cara dele. - Phil aponta pra mim.

-Tá bem, cara? - Pergunta Ryan.

-NÃO, eu não estou bem! Eu estou com a minha cabeça cheia de problemas, eu não sei o que fazer, e tem o CD que está me consumindo, eu estou entrando na loucura. Me internem. - Baixei minha cabeça na mesa e quando fechei os olhos desejei aquela noite nunca ter acontecido.

-Ih, se irritou. - Ryan brinca diante da situação.

-O que houve, cara? - Phil passa a mão em minhas costas.

-Leva ele pra beber uma água ali fora. - Ouço a voz de Marc.

Eu parecia um zumbi quando levantei. Andei até o lado de fora da sala de reuniões e sentei-me no banco de estofamento vermelho vinho e baixei minha cabeça. Só sinto que Phil está do meu lado quando sua mão encosta no meu ombro.

-A pressão do CD não é só em você. - Diz ele. - Sei que está difícil, mas assim que lançarmos vai...

-Não é o CD Phil. - No momento eu me sentia um verdadeiro idiota por não ter falado nada pra ele.

Ele é meu melhor amigo, caramba!

-O que é então?

-É pior do que você imagina. - Bufo entre minhas mãos espalmadas em meu rosto.

-Engravidou alguém.. - Ele ri como se pra ele isso fosse uma piada. Mas pra ele é, pra mim é a mais pura e doída realidade. Encarei seu rosto que ficou perdido ao ver minha expressão facial extremamente seria. - Não fica brincando, cara.

-Eu não estou brincando. - Fecho as mãos e inclino minha cabeça pra trás.

-Quem é a mulher? - Pergunta ele mudando de expressão.

-Acho que você não vai lembrar de uma menina que foi no camarim uma vez por causa de uma promoção...

-Fala sério, a menina deve ter uns 14 anos Bruno! - Ele disse seriamente e friamente.

-É claro que não foi a menina né seu idiota. Foi a irmã dela, a que acompanhou ela.

-Eu não consigo lembrar...

-Lembra que elas foram a primeira vez e eu acabei dando ingressos para a próxima? - Ele assentiu positivamente. - Então...

-Mas foi no camarim mesmo?

-Não, nós nos encontramos em uma noite qualquer. - Dei de ombros.

-Uma única vez e já... que chute certeiro hein. - Ele bate nas minhas paletas.

-Agora estou perdido.

-Mas é seu mesmo?

-Fizemos o teste de DNA...

-Já tem planos para o que irá fazer? - Suas mãos se entrelaçam e eu olho para a parede à nossa frente. Eu não tenho planos, eu estou perdido, isso sim.

-Não... não sei de nada, na realidade. - Digo, confuso.

-Eu nunca pensei que você carregaria uma coisa importante assim em mãos...

-Ninguém pensou e ninguém pensa.

-Bruno, não é querer por a lenha na fogueira, mas eu tenho dois e sou casado, a barra não é tão simples assim para nós que estamos juntos, imagina pra você que nem está com ela.

-Eu não sei nada sobre ela.

-Sobre qual garota que você saiu por aí, você sabe? - Ele tem razão, não sei de nada de nenhuma. - Sophie ficará uma fera.

-Ela não pode saber. - Imaginei o que ela seria capaz de fazer comigo.

-E vai fazer o que? - Olho pra ele, perdido. - Colocar a sujeira embaixo do tapete?

-Não, eu vou dar o que ela precisar, só não serei presente. E não sei se irei registrar...

-Nunca diga isso! - Phil pareceu irritado, eu sei porque, família acima de tudo. - Apesar de ser indesejado, essa criança é seu fruto, é sangue do seu sangue. É mágico ser pai.

-Ah, fala por você que já é.

-Você sabe mais que ninguém que nenhum dos dois filhos meu foi planejados.

-Phil, você tem uma mulher, uma família, e eu tenho quem? Minhas irmãs irão me chamar de irresponsável, meu pai irá discutir comigo. Eric falará que eu sou um idiota e que tenho que ser um pai presente para a criança, e eu não tenho mais minha mãe para me guiar. - Minha voz chorosa saí, parece mais do que um lamento, parece uma súplica por um abraço.


E foi isso que ele fez. Ele abraçou-me como seu irmão, seu amigo, aquele que sempre me acolhe.

-O que todo mundo diz é que tudo vai ficar bem, mas isso depende de você. Eu só posso te dar conselhos, e se eu fosse você, assumiria essa criança. Você não precisa namorar com a mãe dela, mas dar seu sobrenome, fazer visitas, dar amor... você vai ver que cada momento é único, é mágico, é lindo.

-Eu só posso fazer isso se alguém confiar em mim.

-Eu confio em você. - Ele dá dois tapinhas em minhas costas e nos afastamos. - De olhos fechados, eu confio.


  • Fiz uma short fic (capítulo único) sobre o Bruno, gostaria de saber que, se eu postasse, vocês iriam ler? Obrigada à quem sempre comenta e à quem lê, mas não comenta. -A

7 comentários:

  1. Eu sei que para o Bruno isso também é muito difícil, mas ele não deve deixar de ser presente na vida do filho(a) dele. Continua, to amando <3

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  2. Amo quando o Bruno fica perdido assim, em qualquer fic! uahsuahu.
    Bruphil é o melhor shipper do mundo!
    Quero saber se eles vão ficar juntos, se o Bruo vai assumir a criança e tudo mais, então por favor, poooooooooosta logo!

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  3. Bruno tem que aceitar ela a criança e realidade

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  4. Ahhhh dei que maravilhaaaa ele precisa aceitar e assumir. Claro q é difícil e tals, mas fazer o que? Continua ta pftoooo

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  5. driiiii cade tu mulher??

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  6. driiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii continuaaaa driiiiii

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