segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Capítulo 17 - I will not say anything to him

-Vai ser bom passar a semana com vocês. - Comento. - Estou ficando louca aqui dentro.

-Você está louca com qualquer coisa, são os hormônios. - Ouço a voz de Rye e começo a rir.


-Pretende contar quando? - Pergunta Belle.

-Eu falo melhor sobre isso mais tarde, vou pedir o carro e arrumar minhas coisas. Tem comida aí?

-A rica da Riley irá comprar pizza. - Diz Belle.

-Ok, vou desligar e arrumar minhas coisas.

Depois de discutir com minha irmã mais cedo e quebrar um copo na cozinha por um descuido, preferi ligar para as meninas, eu preciso conversar, me distrair. Pedi para Belle se poderia passar uma semana lá, quase imploro para passar um ano, minha vida toda, pois sei que no momento que eu falar isso, minha vida virará um inferno na terra. Meus pais vão querer saber quem é o pai, e o que eu vou dizer? Eles são assim, idiotas, não vão aceitar isso nunca.

Eu só tenho minhas amigas, e minha vontade é de fazer isso, levar minhas coisas de casa e sumir sem dizer nada.

-Vai jantar em casa? - Assim que ela dá uma batida, pergunta do outro lado da porta.

-Não. - Respondo para minha mãe. - Vou ir pra casa da Belle, ela está precisando de uma ajuda. - Quem precisa sou eu, na verdade.

-Tudo bem.

Ouço seus passos no corredor e então tomo coragem para levantar da escrivaninha. Pego roupas em meu armário, mais do que o suficiente para uma semana, vá que eu peça para ficar mais um tempo até criar coragem de falar com meus pais, e melhorar um pouco essa minha "depressão". Coloco-as sobre minha cama e cato uma mala, achei uma de mão, onde costumava levar as roupas para os acampamentos que fazíamos com a família, quando dava pra chamar de família.

Enfio as roupas la dentro, não as soco, mas sobro de mal jeito e consigo por tudo, e em uma mochila coloco alguns cremes, remédios, documentos, carregador, notebook, e outros acessórios que eu acho que poderei precisar.

A minha roupa está um farrapo. Uma calça velha de abrigo cinza, uma blusa surrada do Queen, e um rabo de cavalo quase se desmanchando, mas como não irei descer do carro, é assim mesmo que irei.

Desço as escadas e encontro minha mãe na cozinha. Meu pai não está na sala, o que é praticamente um milagre.

-Posso usar o carro? - Pergunto e ela olha para mim, mas seu olhar fixa em minha bolsa.

-Irá voltar quando? - Tenho a resposta na ponta da língua, que seria um belo "não é da sua conta", mas eu preciso do carro, eu preciso de paz um pouquinho, e iniciar uma nova discussão não traria isso.

-Vou ficar uma semana lá. - Aviso-a e ela arqueia as sobrancelhas. Prevejo que contarei uma mentirinha. - Ela brigou com seus pais, e a irmã, Chris, tomou as dores... Ela está mal agora, e depois do que já aconteceu a Riley, tenho medo que possa se repetir com ela.

-Entendo. Pode pegar o carro e se nós precisarmos eu ligo pra você. Manda um abraço para a Annabelle.

-Ok. - Respondo com um enorme sorriso por dentro.

-Ah, e cuidado. - Ela diz quando eu abro a porta.

-Vai pra onde? - Ouço a voz de Violet, olho para a ponta das escadas e ela está lá, me encarando.

-Ah.. passarei uma semana com a Belle. - Respondo.

-Não iria me dar tchau? - Ela faz a pergunta enquanto desce as escadas. - Que bons modos.

-Desculpa, pensei que estava dormindo para ir na aula amanhã. - Dou um beijo em sua testa quando ela se aproxima de mim.

-Eu estava, mas acordei para vir tomar alguma coisa antes. - Vi passa a mão em sua barriga em sinal de fome, mas minha cabeça atordoada já a vê passando a mão como se houvesse um bebê ali, como se ela sinalizasse pra mim que já sabia que eu estou grávida.

Balanço minha cabeça, dou tchau para ela e mais um beijo em sua bochecha e saio de casa com aquele pensamento idiota na cabeça. A cada olhar que minha mãe me da, parece que ela sabe, a cada gesto da Violet, parece que ela sabe... odeio, definitivamente, ficar com o "rabo preso".

Queria um pouco de paz enquanto dirigisse, queria um sossego. Por diversas vezes, enquanto passava com meu carro pelos outros, quando fazia meus caminhos rotineiros, pensava que eu poderia fugir agora, que eu poderia mudar tudo isso. Poderia pegar essas roupas, e tudo que eu tenho, e sair daqui, ir para um lugar longe, sem dar satisfações as pessoas, criar minha filha sozinha, e quando ela perguntasse do seu pai, eu diria que infelizmente eu não sei quem ele é, pois fiz inseminação artificial. E quando ela perguntasse sobre a minha família, eu diria que fui abandonada e tive que me virar sozinha.

Não, que idiotice. Isso não seria justo com ela, e nem com minhas amigas que tanto me apoiam.

Mas o mundo também não está sendo muito justo comigo ultimamente.

Puxo o freio e desligo o carro quando estaciono na frente da casa da Belle. Rapidamente as duas abrem a porta e veem para perto me ajudar. O carro passaria a noite ali, amanhã eu o colocaria para a garagem.

-Pensei que fosse a pizza. - Reclama Rye.

-Vocês preferiam que fosse a pizza ao invés de mim? - Pergunto chocada. - Aliás, vocês pediram a pizza sem mim?

-Você demorou. - Belle sai em defesa.

-E como vou comer o sabor que vocês pediram?

-Com a boca. - Rye dá de ombros.

-Idiota. - Coloco a língua para ela, e Belle ri. - É sério, eu estou tendo tanto enjoo que não sei nem o que comer.

-Por isso precisamos ir no médico o quanto antes, não é. - Belle toca a ponta do meu nariz, e vai abrindo a porta do carona. - Veio morar comigo? - Pergunta ela vendo o tamanho da mala.

-Se isso é um convite... - Começo a rir.

Já estava arrumando minhas coisas em um cantinho, quando a buzina alertou que a pizza havia chego. Enquanto eu terminava, Rye pegou a pizza e Belle arrumou a mesa para nós. Pedi ligeiramente à Deus para me deixar comer algo que eu estava tão afim, e quando cheguei para sentar na mesa, ao invés do meu estômago embrulhar com o cheiro, eu amei aquilo e fiquei cheirando mais vezes.


-Você não come há quanto tempo? - Pergunta Riley enquanto corta a pizza.

-Comida de sal? Uns dois, três dias. - Dou de ombros.

-É maluca, não é? - Belle olha-me querendo matar-me com seus olhos fulminantes.

-E anda comendo o que? - Riley pergunta.

-Biscoitos de água e sal, ás vezes uma fatia de pão puro, leite, e água. - Dou de ombros mais uma vez.

-Isso é péssimo, você sabe disso, não é?

-Eu sei. - Lamento em voz baixa pelo sermão que iria ouvir.

-Você quer matar você e seu bebê? Não venha me dizer que sim, pois eu tenho certeza que não. Amber você está precisando de um psicologo!

Ouvi o que Belle tinha a dizer. Ela é doida na maior parte do tempo, mas quando tem algo sério para falar, ela não brinca de jeito nenhum, e o pior é que incrivelmente ela sempre tem razão com suas palavras sábias. Assim que comemos e mudamos de assunto, eu comentei o que havia acontecido entre mim e a Violet, e a mentirinha que contei para minha mãe, elas riram de mim.

-Amb, você não pretende contar para o pai da criança, no caso, ao Bruno? - Belle pergunta diretamente.

Respiro fundo. Pensei nisso esses dias, eu decidi que não irei contar nada à ele.

-Não. - Respondo.

-Mas porque? - Agora é a vez de Riley perguntar.

-Porque ele é rico, é famoso, ele vai desconfiar de tudo. Eu não quero mais humilhações do que já passei e que irei passar com a minha família, sinto muito meninas. - Lamento mais uma vez, com a cabeça erguida. Riley faz um movimento com a cabeça como se tivesse compreendido e Belle bufa um pouco.

-E quando sua filha perguntar, o que irá dizer?

-Vou dizer que ela é de inseminação artificial, ou sei lá. - Balanço os ombros.

-E acha que ela nunca buscará saber quem é?

-Ela não conseguirá. - Digo, convicta até demais.

-Você deveria contar a verdade, não fale quem ele é, diz que não lembra, mas fale que foi um cara com quem passou uma noite, mas que não se arrepende. - Riley diz.

-Está dando incentivo pra ela continuar com essa ideia maluca de não falar nada para ele? - Pergunta Belle incrédula.

-Amber tem razão, ele é famoso...imagina o bafafá que isso iria dar.

-Gente, eu ainda não pensei em nada... calmem. Minha vida está uma confusão e eu vou resolver por partes. Infelizmente eu resolvi de forma ruim com o Finn, mas ainda tenho a minha família, depois sim, irei pensar no Bruno.

-Ok, ok. - Annabelle levanta-se dando de ombros pra história.

4 comentários:

  1. ADRIANA SE ESSA CRIATURA N CONTAR LOGO PRO BRUNONEU VOU TER UM TRECO. VAI Q ELE EMBUCHA UMA PIRANHA QUALQUER POR AI??? por favoor Drizinha continuaaaa

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  2. driii você e foda to amandooooo tudo isso to com pena dela nao vou mentir ....coitadinhaa
    Bom pra mim o bruno não vai da minima pra ela e essa criança #sóacho
    posta logo mulher aff que aflição

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  3. driiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii cade voceeee

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  4. Adriana cade você rapaz oxi
    quero mais .................................
    vai ter que ser um capitulo bem grande viu dona driiiiiiiiiiiiiiii

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