domingo, 14 de setembro de 2014

Capítulo 20 - the reunion, the discovery

Passou mais uma semana, agora dez, faltando dois dias para finalmente onze. Eu fiquei alguns dias em casa, colocando a máquina chamada cérebro para funcionar, para pensar em mais coisas, desenhar mais e produzir. No fim, consegui mais algumas roupas, mais algumas ideias novas e novamente eu coloquei os desenhos no scaner e enviei para os estilistas. Não tenho tantas esperanças quanto à isso.

Dou uma ajeitada na minha roupa, estou indo para o hospital. Hoje tem mais uma consulta de rotina, e talvez marcamos minha primeira ultrassom hoje. Eu não estou tão empolgada, mas talvez já pense nessa criança como algo bom.

Ando comendo pouco ainda, e acho que emagreci um pouco. Minha calça velha jeans está um pouco mais larga do que de costume.

Belle e Rye estão na mesma casa ainda. Belle está pensando seriamente sobre o assunto de Riley morar lá, seria até bom para Riley não se sentir só e talvez cair na tentação de alguma droga ou depressão. Eu, penso mais no Finn do que antes. Isso não pode ser normal.

Li nossas mensagens antigas, só para ter certeza de que ele era realmente um homem certo pra mim. Bobagem, pois eu sei que ele é, mas eu joguei tudo isso fora.

++++

Estava lá eu olhando para a parede pintada daquele hospital, as horas pareciam não ter fim, parecia que a cada sessenta segundos que se passavam, neles continham longos anos de demora. Não sei porque me sinto assim.

Um cheiro de perfume e novas vozes adentram o corredor, limitei meu olhar, afinal eu estou numa ala para gestantes e recém nascidos, vai que eu veja algo que depois possa me arrepender.Porque esse médico está demorando tanto tempo mesmo?

A porta do consultório se abre a minha frente, eu sou a unica que restara ali, então ele assentiu e eu entrei.

Procedimentos mais procedimentos, a cada dois exames que eu fazia e remarcava uma nova consulta, lá se vinham mais três ou quatro exames. Estava cansada de tantas coisas pra fazer, é ginecologista, é obstetra. Ainda bem que senhora Debs me disse que isso é mais no primeiro estágio.

Fui abandonada um pouco na sala para que ela fosse fazer algo onde foi chamada. Deitada na maca, olhando para o teto, alguém abre a porta, não vi quem era pois sei que era o médico, mas o mesmo cheiro curioso de perfume ali entrou. Olhei para a porta e tomei como susto. Levei minha mão ao peito e respirei fundo.

-Oi. - Sua voz não estava nada amigável.

-Oi. - Respondo na defensiva. - Não pode entrar aqui.


-Fica tranquila, falei que precisava de um rápido tempo com você! - Ele se aproximou da maca e meu coração gelou.

-Como soube que eu estava aqui? - Pergunto. Na verdade eu não queria parecer que estava surpresa ou algo assim, queria parecer que eu estava controlada emocionalmente e que tudo está certo e feliz, mas eu só estava armando um teatro pra não parecer que eu queria pular daquela janela naquele exato momento.

-Eu tenho informantes. - Sua voz saía cada vez mais “vingativa”, um tom de ameaça. - Como ficou grávida?

-Quer mesmo que eu te diga? Não sabe? - Ironizo.

-De quem é esse filho? - Pergunta Bruno fazendo a cara mais idiota que eu já vi, estou com nojo dele agora.

-Como assim? Acha que eu durmo com quantos caras todos os dias? - Horrorizada, espanto-me.

-Pra ter ido pra cama comigo logo no primeiro encontro, eu não me surpreenderia.

Engoli toda a saliva que estava na minha boca. Juro que se eu pudesse gritar, eu gritava ali mesmo, se eu pudesse mata-lo, eu também mataria. Mas ele tem razão, quem é a louca que vai pra cama com um cara que mal sabe a data de aniversário? Ah, certo, essa louca é eu mesma!

-O que veio fazer aqui? - Pergunto mudando um pouco o foco do assunto.

-Vim saber quem é o pai.

-Calcula o tempo. Estou com nove semanas… quando foi nosso encontro mesmo? - Arqueei uma sobrancelha.

-Não sou bom com números. - Ele rebate.

-Além de idiota, é burro. - Ranjo meus dentes e ele aperta a sua mão como se estivesse prestes a me dar um soco.

-Tá legal, quer aplicar o golpe logo em mim? Conheço muito bem esse tipinho. - Ele olha-me com desdém. Com quem essa coisa pensa que está falando.

-Como? - Pergunto.

-Se faz de madre santa, transa comigo e depois aparece grávida. Quanto você quer pra parar com isso? - Ele vai enfiando a mão no bolso de sua calça.

-Não. - Toco rapidamente no seu braço e retiro minha mão quando ele para. - Não quero o seu dinheiro, não quero nada seu. Você nem deveria estar aqui.

-Então porque mandou a sua amiga atrás de mim? - Ele rasteja seus olhos e os meus param na porta.

Claro, só podia ter dedo da Annabelle no meio! Eu vou matar ela.

-Eu não mandei ninguém. - Quis aumentar o tom de voz, mas mantive o controle.

-Só me diz de quem é esse filho! - Em súplica, pede ele mais uma vez.

-É seu, caramba. - Quase grito novamente, tenho que aprender a me controlar, não perder a cabeça por mínimas coisas.

-Não é. - Ele revida.

-Então porque está aqui? - Seu olhar encontra o meu. Não consigo ver nada de bom na sua cabeça, ele está me odiando da mesma forma que eu o odeio. - Se está aqui é porque alguma culpa você tem. - Revido mais uma vez deixando ele desarmado.

-Eu vou atrás de um exame de DNA.

-Tudo bem! - Digo e o silêncio prevalência por segundos. - Mais alguma coisa? - Pergunto debochadamente.

-Se esse filho for mesmo meu… - Ele contraí seu maxilar e seus punhos se fecham. A distância que ele pega da cama, como se fossem dois passos para trás, parecia que ele pegaria impulso para bater em mim ou socar minha barriga. - Eu vou marcar esse exame para o quanto antes possível. - Ele quase grita.

-Ok. - Respondo tranquila.

-Passar bem.

Ele só não bateu a porta quando saiu porque estava num hospital e não na sua casa. Tenho certeza que ele deve estar me xingando de tudo quanto é coisa na sua cabeça, e eu também estou-o odiando. Eu o odeio, odeio o que aconteceu. Deus, se eu pudesse retornar aquela noite.

Aperto o colchão fino da maca e meus olhos marejam completamente, eu não vou chorar. Passo a mão pela minha imperceptível barriga e quando fecho os olhos ouço um barulho, pensei que fosse ele novamente, mas logo ouço a voz do médico.

-Ok, vamos ver como está o coraçãozinho? - Ele diz como se falasse com uma criança.

Levanto minha blusa, não há nada ali, bem que poderia não haver nada ali mesmo. Giro meus olhos quando ele coloca sua mão gelada na minha barriga quente. O estetoscópio estava mais gelado que suas mãos. Fiz uma careta, mas logo me acostumei. Tentei relaxar e olhei para o médico que deu um sorriso.

 -Quer escutar? - Pergunta ele.

Por um momento penso em exitar. Eu não quero pensar nele como uma coisa boa - sei que é pecado, mas isso está acabando comigo. Lembrei-me da cara do Bruno quando soube que havia possibilidades desse filho ser dele, é claro que é dele. Peguei os conectores e coloquei em meus ouvidos.

Tum tum - tum tum - tum tum - tum tum - tum tum...

Os batimentos eram tão rápidos, tão intensos. Me emocionei ao ouvir o pequeno coração do meu embrião batendo como tambores que nunca param. Olhei para o médico que anotava algo na prancheta.

-Está com dez semanas, isso? - Pergunta ele.

-Sim, quase onze - Respondo ouvindo somente com um lado e no outro escutando os batimentos ainda.

-Descobriu cedo, que bom. - Comenta ele enquanto anota mais coisas.

-É normal os batimentos assim? - Pergunto - Tão rápidos...

-É sim, principalmente nesse estágio da gravidez. Mas esses são seus batimentos, é normal que fiquem acelerados ás vezes.

Realmente, eu não sei nada sobre gravidez. Jurei que os batimentos que escutei eram do bebê, mas não. Acho que tenho que me acostumar com isso. Quer dizer, agora não sou somente eu, é eu e ele ou ela...Fico no conflito do desespero e da emoção. Estou desesperada, daqui a pouco minha barriga vai começar a crescer mais ainda, meus pais vão perceber... Finn ainda não entrou em contato comigo. Somos somente eu e esse bebê no mundo.

Talvez não seja uma má ideia ter um filho, mas sinto dizer que ele veio em péssima hora. Ninguém sabe como eu me sinto por dentro, a vontade que eu estou de enfiar uma faca na minha barriga e acabar com tudo isso, mas ao mesmo tempo a vontade de sumir para um lugar muito longe e criar minha filha longe de todas essas pessoas, longe de todos, somente eu e ela. Ela sendo minha família, e eu a família dela.

Sentamos frente à frente na mesa e lá se vai mais dois exames que tenho que fazer. Prestei atenção nas recomendações dele e fixei o aviso em minha mente: não devo comer tudo que vejo pela frente, tenho que controlar o que como, mas também não posso passar fome, pois agora eu alimento a mim e ao bebê.

Mal ele sabe que eu nem como o que comia normalmente, quanto mais comer além da quantia certa. Por sorte ele não me pesou, mas também na próxima eu posso não me escapar da balança, até porque eu aparento estar mais magra. Ou não?

5 comentários:

  1. Meu Deus cara eu juro q ja estava me preparando pra terceira guerra mundial quando o Bruno entrou naquele quarto heueue mas é otimo q ele saiba, pra ele sentir o gostinho da canalhisse dele. Continua logo Drii

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  2. Vou dar uma voadora com os 4 pés na cara dele, tô avisando u.u PALHA ASSADA ESSE BRUNO! HSUAHSUA

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  3. auhsuahsuahushuahs, tô rindo porque ele é um idiota, ele poderia simplesmente não ter transado com ela, mas ele quis primeiramente, então... auhsuahushau.
    Quero mais, Dri, sério, tá ótimo, e eu sei que vai só melhorar! :3

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  4. Podia ser pior mas como ele tratou ela desse jeito não vejo outro jeito pior, já que ela não fez esse filho sozinha e eu to louca pra saber o que vai acontecer quando ele ter a confirmação que o filho é dele e o resto da gestação. Você é a melhor e o bruno é MUITOidiota

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