-Trocou o repertório? - Perguntei ao escutar paramore tocando.
-Eu gosto muito deles, e também não posso escutar somente Bruno, não é? - Ela revira os olhos e eu faço uma careta e dou um sorriso.
-Obrigada. - Agradeço e ela põe o dedo do meio pra mim. - Não foi na aula porque, pirralha? - fico atrás dela enquanto ela se volta ao computador, conectada no twitter.
-Porque acordei tarde, e a mamãe foi no mercado, aí aproveitei para ficar, disse à ela que estava com cólica.
-Odeio cólica. - Faço uma careta e ela ri. Observo ela rolar a timeline para baixo e vejo uma nova foto do Bruno. É tirada por alguém, ele estava com a mesma roupa que estava hoje na clínica, e a rua é a mesma que a da clínica. - Que foto é aquela? - Pergunto apontando e ela volta para a foto.
-Ele foi visto nessa rua hoje, sozinho. O que é um milagre porque ele sempre está com um amigo ou segurança. - Ela diz. - Ele está lindo com essa roupa.
-Hm... - Digo. - Tem mais fotos?
-Acho que não, porque?
-Porque passei por lá hoje, saí com a Annabelle, eu poderia ter aparecido em alguma, não acha? - É verdade que eu fui sair com a Belle, é verdade que eu estava nessa rua, só não emiti o porque estava lá e nem que estava com ele.
-Ah bom... imagina se você encontrasse com ele? Eu queria mais um autógrafo. Será que ele lembraria de você? - É óbvio que ele lembraria quem eu sou.
-Com certeza não, ele conhece muitas pessoas diariamente, e eu não tenho nada de especial para ele lembrar. - Na verdade tenho algo que ele sempre, para o resto da vida, irá se lembrar.
-O que eu achei estranho é ele não estar com a namorada, talvez eles tenham terminado. - Engoli a seco.
-Ah... e-ele tem uma namorada? - Pergunto. - Você nunca me falou dela. - Comento sondando para saber mais sobre o assunto.
-Não sabemos ao certo, ele negou e ela também, mas já vimos algumas fotos dos dois juntos. Ela se chama Sophie.
-Não é famosa pelo jeito, nunca ouvi falar.
-Não é não, ela participou de um programa, como assistente de palco, mas fora isso nada demais.
Eu rio enquanto ela vai me contando as coisas. No computador ela procura no meio de algumas - muitas - fotos, fotos deles juntos. Ela me mostra umas oito fotos, e a cada foto meu nojo ia aumentando. Óbvio que é porque ele é um desgraçado que tem alguém na vida dele, mas traí a reviria. Também não devo tirar conclusões precipitadas, talvez ela seja somente aquela pessoa certa que ele pode transar quando quiser, mas não seja uma namorada concreta. Ou ela pode ser namorada e ele trair ela porque faz bem o estilo cachorro que ele tem.
Evitei falar/pensar sobre o Bruno o resto do dia. Fiquei um tempinho com a minha irmã e depois entrei em meu quarto. Arrumei algumas coisas, e quando parei um pouco, olhei para o quarto pensando em como posso botar um berço aqui, onde posso colocar um pequeno roupeirinho para esse bebê, onde posso instalar um lugar para brinquedinhos e trocador. Mas, balancei minha cabeça, para dispersar esses pensamentos. Meus pais não sabem ainda, e do jeito que são, tenho minhas dúvidas se ainda irei continuar a morar aqui.
O jeito é pedir abrigo por enquanto para Annabelle. Me contentar com um quarto pequeno e para eu e meu bebê. E esse tempo está chegando cada vez mais próximo, daqui uns dias vai chegar a hora que eu vou ter que sentar com eles e falar sobre tudo isso.
++++
-Tem certeza que vai sozinha? - Pergunta Belle no telefone. - Rye está disposta a ir com você.
-Eu estou bem meninas, vou completar doze semanas a recém... Imagina quando eu estiver com 30, vocês não vão me deixar levantar. - Brinquei enquanto colocava os pequenos brincos.
-Idiota, a gente só está preocupada com você e com nosso afilhado. - Ela diz. - Aliás, acho que nesse caso nem é bom irmos com você, vai que você e o Bruno se reconciliem.
Eu gargalho alto, e balanço a cabeça enquanto confiro minha roupa no espelho. O celular estava na cômoda, no auto falante e carregando.
-Vocês são engraçadinhas. - Digo sorrindo ironicamente. - A única coisa que eu e ele queremos em comum é distância um do outro.
-E o sexo. - Grita Riley.
-Quando você sair de lá, venha pra cá, precisamos conversar... - Belle grita, provável que Riley tenha feito algo nela.
-Ok, eu irei. - Suspiro. - Levo alguma coisa? - Pego minha bolsa sobre a cama e tiro meu celular do carregador.
-Traz algo para comermos. - Diz Belle.
-E uma bebida. - Instiga Rye.
-Cala a boca, estúpida, ela não pode beber! - Tiro do auto falante e rio delas com o celular na minha orelha.
-Vou desligar, mais tarde falo com vocês. Amo vocês.
-Também te amamos.
Desço as escadas e Violet estava abrindo a porta. Ela comentou algo de estar voltando cedo da escola porque sua professora acabou passando mal, eu não acreditei. O mais provável é que ela tenha cabulado a aula para ficar com os amigos, a coisa mais normal do mundo, todos já fizeram isso um dia. Pego a chave no console e digo para minha mãe não me esperar para a janta, pois iria chegar mais tarde.
Já é de tarde. Bruno mandou uma mensagem - bem seca - dizendo que pela manhã não iria poder ir, então combinamos ás quatro horas na frente da clínica. Belle e Rye estão em casa porque nenhuma das duas acordaram para seus compromissos.
Dirijo com cuidado, escutando música, até a clínica. Deixei o carro onde havia deixado da outra vez. Havia um na minha frente, preto com os vidros fumê. Um carro aparentemente caro. Andei até a clínica e me identifiquei na recepção. O andar que teria que subir era outro.
Parei na frente da mesa onde tiraria os envelopes e mandei uma mensagem ao Bruno.
"Onde está você?"
Assim que ela envia, sinto um vendo perto das minhas costas.
-Aqui. - Responde ele dando um sorriso, tão falso quanto meu relógio rolex.
-Ah, oi. - Falo num desanimo.
-Oi. Já pegou o seu? - Pergunta ele virando os olhos para o guichê.
-Ainda não, esperei você.
-Então pegue. - Ele diz num tom áspero. - Eu vou depois de você.
Vou sem falar nada. Não havia nenhum paciente na fila esperando, então não precisei pegar senha, apenas fui até o guichê, entreguei o pedaço do papel com minha identificação e ela procurou algo no computador. Levantou da sua cadeira, ajeitando sua saia lápis, e pegou um envelope branco com azul, entregou-me e desejou boa sorte.
Eu estava confiante, sorri ironicamente para o Bruno, que só não deu um soco em minha cara, eu não sei exatamente o porque. Talvez porque eu seja mulher, e seja crime bater em mulheres. Ele foi até o guichê enquanto eu rodava o envelope em minhas mãos. Da esquerda para a direita, da direita para esquerda, e assim, sucessivamente.
Descemos juntos no elevador, até que ele abriu sua boca para falar algo.
-Meu carro está na rua ao lado. - Ele diz. - Eu saio primeiro e você vai depois. Ele disse que não podemos abrir aqui dentro e nem é seguro para mim.
-Tudo bem. Qual é o seu carro? - Pergunto.
-Um Audi A7, preto. Vidros fumê.
-Ah, eu sei qual é, ele está bem a frente do meu. - Dou um sorriso e ele não esboça nenhuma reação.
-Tudo bem. - Ele saí do elevador e caminha rapidamente para fora do prédio.
Eu paro na recepção para dar uma disfarçada, pergunto se ali há somente a clínica ou outros estabelecimentos. Ela diz que é um prédio comercial, então perguntei se havia dentista e ela disse que há uma dentista muito boa, e que cabe na renda de todos, agradeci pelo cartão que ela me deu e andei para fora dali.
Ajeitei meu vestido e baixei meus óculos. Andei bem devagar até a rua do lado, disfarcei quando vi o carro do Bruno e então parei na frente da porta, ele destrancou e eu entrei rapidamente. Não é o mesmo carro que eu fui até a casa dele naquela noite.
-Pensei que iria abrir. - Levantei o óculos e ele sorrio para o envelope.
-Quero ver a sua cara quando der negativo.
Eu ri e apenas assenti. Ele, vorazmente, abre o envelope, enquanto eu, com o maior cuidado, vou tirando o papel de dentro.
-Não é possível. - Ele esbraveja vendo o resultado. - Não é possível.
-Genes compatíveis em 99,9 por cento. Resultado: positivo. - Tusso por algum pigarro não-existente em minha garganta e levanto o olhar para o Bruno.
Pensei que ele estaria com a face esbravejada, mas ele parecia perdido, engraçado. Muito engraçado, ele parecia mais perdido que eu, ele estava completamente fora de si, como um estado de choque. Eu desmanchei minha cara de vitória e o fiquei encarando para ver alguma reação, mas não havia nenhuma.
Levei minha mão até seu ombro, e ele não me olha.
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Geeeente q babadoooo. Sinto q alguem meio q sentiu pena do Brunoto hahaha mas enfim acho q o Bruno deveria parar de tratar ela mal e tomar vergonha na cara. CONTINUA LOGO DRIZOCAAAAAAAAA
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