-Cansou? - Pergunto enquanto observo ela colocar o cinto.
-Se eu contar uma coisa pra você, acho que não acredita.
-O que? - Pergunto.
-Eu estava com o Finn na sala, ele tinha ido pegar um café quando você me ligou perguntando se eu iria com você. Quando eu desliguei ele perguntou quem era, mas como ele sempre faz, eu disse que era você e ele abriu um sorriso. Voltamos a trabalhar, e no meio de alguma coisa que eu estava fazendo, ele virou pra mim e perguntou se você estava bem... Eu posso estar enganada, mas eu sei que ele ficou feliz em saber que você estava bem, e já é um grande progresso. - Ela bate palmas animadamente enquanto da minha boca o sorriso não saí.
-Ele falou isso mesmo? - Eu sentia meus olhos brilharem.
-Claro, não teria o porque mentir pra você.
Fiquei com esse pensamento na cabeça. Parecia uma idiota apaixonada. E se ele realmente estivesse pensando em me perdoar? E se ele e eu reatasse-mos o que nunca verdadeiramente concretizamos? Seria demais eu pedir para que ele ficasse comigo com um bebê bastardo, seria muito. Fecho os olhos enquanto paro na sinaleira, deixei transparecer para Belle que fosse nervosismo de encontrar o Bruno novamente.
Estacionei na rua ao lado da clínica. Engatei o braço no de Belle e fomos caminhando em silêncio até a clínica. Entre pela porta de vidro automática e me identifiquei na recepção.
-Terceiro andar, sala 34. - Ela entrega-me um pequeno papel com algumas coisas que eu não paro para ler.
Pegamos o elevador e descemos no andar. Bruno estava na frente da sala. Olhei para ele, e mesmo que de longe eu captei seu olhar meio confuso, com medo e com raiva.
Aproximei-me da sala e quando ia bater, ele intervem.
-Disseram para esperar, estão arrumando todos os procedimentos.
-Obrigada. - Agradeço.
Belle olha para ele como se fosse alguém normal, enquanto uma enfermeira que passou pelo corredor o encarou dos pés a cabeça. Se fosse em outro momento menos apreensivo eu garanto que ele iria atrás dizendo que iria tomar água, mas aproveitaria para pega-la em algum canto.
-Não olhe para ela como se ela tivesse culpa sozinha do que está acontecendo. - Já mencionei o quão sincera Belle é? Pois é.
Bruno a olha de cima a baixo, se fosse em outra ocasião eu garanto que até em cima dela ele daria, ela é linda.
-Foi você que falou comigo? - Pergunta ele.
-Foi sim. - Ela estufa o peito.
-Obrigada por estragar minha felicidade. - Ele estica a mão.
-Não mandei ser irresponsável e transar sem camisinha. - Ela desdenha sua mão esticada e ele a recolhe. Parcialmente a culpa é minha nesse aspecto.
-Como se a culpa fosse somente minha.
-A por favor, guarde suas palavras para outra hora. - Annabelle escora-se na parede e bem na hora o enfermeiro abre a porta.
-Somente as duas pessoas que irão fazer o exame, por favor.
Bruno deixou que eu entrasse antes dele, enquanto eu ia caminhando o médico que estava lá dentro mostrou-me onde sentar, Bruno sentou-se ao meu lado. Começamos com uma conversa breve do porque iríamos fazer esse exame. Falamos o porque e ele nos alertou que se eu estivesse com menos de seis semanas seria muito provável que acontecesse um aborto, disse a ele que estou com onze semanas e ele sorri grato pela resposta.
Deitei numa maca e Bruno foi induzido a sentar numa poltrona ao meu lado. Enquanto o enfermeiro ia me preparando, levantando minha blusa até a altura dos seios, o médico tirava uma pequena quantia de sangue do braço do Bruno.
Ele ficou olhando fixamente para minha barriga quando uma agulha foi espetada em mim. Fisguei de dor e fechei os olhos tentando imaginar um lugar bem bonito, foi assim que eu aprendi com minha tia e assim que ensinei a Violet, para amenizar a dor. Eles sugaram um líquido estranho e fizeram um curativo onde foi aplicada a agulha.
-O resultado saí em 7 dias. A probabilidade desse resultado der errado é de 0,01 à 0,10. Praticamente impossível. As medidas que tomamos é duas cartas obtendo o resultado, uma para a mãe da criança, outra para o possível pai. Nós temos a política de que é mais fácil sentarem para abrirem juntos em casa, mas não dentro da clínica, somos de respeito e não queremos que brigas de casais se formem em nosso interior. - Ele entrega duas folhas, uma para mim e outra para o Bruno. - Assinem o termo e podem levar essas duas folhinhas para virem retirar o resultado.
Saímos em silêncio absoluto de dentro daquela sala. Quando Bruno abriu a porta, pensei que ele iria deixar eu passar na frente, um ato de cavalheirismo, mas ele saí e a porta bate quase em meu rosto. Bufo impaciente com a atitude infantil que ele teve. Belle, vendo a cena, caminha até mim e pergunta primeiramente se me machuquei.
-Não, obrigada. - Agradeci pela pergunta e andamos até a frente dos elevadores.
Bruno ainda esperava o elevador chegar e Belle tinha que falar algo.
-Garoto insolente. - Ela bufa e olha para os andares onde o elevador para.
-Não amola, garota. - Ele revira os olhos.
-Dá pra vocês dois pararem. - Peço, com a maior calma do mundo. - Estamos num ambiente de saúde, e não numa have. - Reviro os olhos e Bruno coça a cabeça.
-Não precisaríamos estar aqui se você não tivesse engravidado. - Ele fala "engravidar" com um certo ódio, raiva, como se eu fosse a única culpada disso tudo.
-Engravidar não é o problema.- Sorrio para ele. - O problema é o filho ser seu. - Aguento meu sorriso e ele sorri, quase que vitorioso.
-Até semana que vem saberemos se é mesmo meu. - Ele olha para o outro lado, duas mulheres passam conversando olhando para um bloco de papel em mãos. Entramos no elevador e ele fica do outro lado, bem afastado. - Quanto você quer? - Ele cruza os braços na altura do peito.
-Porque você acha que tudo se resume a dinheiro? Não é porque tem dinheiro, que é rico, que acha que nós vamos querer o seu dinheiro. Posso muito bem ter tudo que eu quero com o meu trabalho, conquistar tudo com o meu suor. - Esbravejo jorrando as palavras quase sem pausa nenhuma. Minha fala saía rápido demais. - E outra, você verá que esse filho é seu mesmo, mas estará fazendo um favor à mim e à ele se ficar bem longe.
-Você está pedindo para eu me afastar do meu filho?
-Agora a pouco disse que o filho não era seu. - Sussurra Annabelle dando um sorriso e balançando a cabeça.
-Pouco me fodo para o que eu disse. Se ele for realmente meu, nós vamos ver a situação. E se não for, eu faço questão de ficar bem longe de vocês. - Ele desdenha-nos e enfatiza o "eu" da sua frase, como se ele fosse superior à nós.
-Não perde mais seu tempo com esse idiota. - Belle me puxa para fora do elevador.
-Querendo ou não, foi você que fez eu estar passando por esse momento. - Reviro os olhos e ela sorri ironicamente.
-Eu pensei que ele fosse aceitar, e que talvez isso fosse melhor para ambas as partes. - Ela dá de ombros andando ao meu lado.
-Só não estou mais irritada porque acendeu uma pequena chama de esperança quanto eu e Finn...Sabe, só a amizade dele já estaria tão bom. - Suspiro apaixonadamente.
-Ele fisgou você, não é mesmo?
-Com certeza. - Dobramos a esquina onde deixamos o carro.
Fui falando para Belle sobre tudo o que rolou lá dentro. Mostrei a ela o pequeno furo da agulha em minha barriga e comentei sobre a cor do líquido. Ela, assim como eu, achou nojento e disse que preferia que eu não entrasse em detalhes.
Almoçamos juntas em um restaurante próximo ao seu serviço, e com cinco minutinhos de atraso, ela subiu para o seu serviço e eu peguei o caminho para minha casa.

AAAAI SEM OR COMO ESSE BRUNO É BABACA VELHOOOO. ACHO QUE A BELLE TINHA É Q DAR UNS TAPAS NELE E O PHIL TAMBÉM HAHAHA CONTINU DRI AMEEEEEI
ResponderExcluir" O problema é o filho ser seu." NA CARA HAHAHA *ba tum tás* GRITEI! HSUAHSUAHSUA Quero ver a cara de idiota dele qdo ele souber que o filho é dele u.u CHUPA ESSA, BRUNOW MÓRS!
ResponderExcluirAi meu Deeeus. Isso ta de mais, Dri, quero aquele Bruno menos filho da puta, sério, ele ta insuportavel e irreconhecível .....
ResponderExcluirMas eu adorei, como sempre ahsuah ♡
Esperando ansiosamente o resultado pro bruno quebrar a cara e cair na real
ResponderExcluirCade a Driiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
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