Ouvia qualquer coisa na televisão, eu já pensava no que fazer. Passou uma semana que eu estou na casa da Belle, e tenho que voltar pra minha casa. Por mais que eu quisesse ficar, e que Belle tenha me oferecido mais estádia, eu não posso abusar e não posso tentar fugir das coisas que tenho para resolver com a minha família.
Ao total, duas semanas que eu falei com o Finn. Duas semanas sem ele. Eu chorei, e ás vezes ainda choro antes de dormir, eu realmente não queria que as coisas fossem assim, eu queria que tudo fosse menos complicado, ou que eu tivesse esse filho, mas que ele fosse dele.
Devo me orgulhar pelo pequeno gesto de que eu já fui ao médico, já iniciei meu pré natal, e que já comecei a fazer exames.
Ainda não caiu a ficha que eu irei ter um bebê, ainda não caiu a ficha de que daqui alguns meses eu estarei sentada numa sala de recuperação, provavelmente na neo natal, com minha filha nos braços. Uma desconhecida muito conhecida. Uma criança que não chega a ser bastarda, mas é filha de mãe solteira. Aquela criança que terá na certidão "pai ignorado".
Sequei as lágrimas fujonas enquanto olhava a rua sentada em sua poltrona. Levantei dali e procurei alguma coisa para comer, afinal o jejum prevalece desde a hora em que acordei, ás nove da manhã, e agora são uma e dez.
-Mas e você acha que as indicações foram bem feitas? - Pergunta a apresentadora para um cara sentado ao seu lado, vestido o que parecia terno francês.
-Acho que as indicações foram mais do que bem feitas, foram selecionadas a dedo com todo o cuidado. - Escutava enquanto fazia um pão com pasta de amendoim. - No caso dos artistas teens temos indicações magníficas, depois temos uma categoria que particularmente achei a melhor, onde temos indicados como Justin Timberlake..- Ele falou nome de três artistas, até eu ouvir um nome. - Bruno Mars.
Bruno Mars blá blá blá. Será que as pessoas não cansam de falar nele? Será que eu sempre vou ter que ouvir esse nome? Giro os olhos e com a mão desocupada, levo na barriga e acaricio levemente.
-Seu pai é um tremendo idiota. - Sussurro pro feto.
Ataquei o pão para comer, eu estava com fome, mas na maioria das vezes não sinto vontade nenhuma de por algo em minha boca. Não tive nenhum tipo de desejo, mas também penso que estou a recém no inicio da gravidez e que ainda tem uma boa parcela está pela frente, muita coisa ainda está por vir.
-Cheguei. - Belle empurra a porta da entrada me dando um pequeno susto. Vejo ela entrar direto para a sala carregando uma sacola em suas mãos com algum embrulho, e a larga ao lado da sua bolsa.
-Que milagre vir cedo. - Digo.
-Saí na hora do almoço, pedi que me dispensassem, estava com dor de cabeça. - Sua mão vai até o local da cabeça onde estava doendo. -Mas tomei remédio e passou.
-E ao invés de voltar, matou serviço, que bonito. - Balanço a cabeça e ela gargalha.
-De bom humor, que legal. - Ela senta ao meu lado na mesa. - O que já comeu hoje?
-Isso, - levantei o pequeno pedaço de pão em minha mão, carcomido. - é minha primeira refeição.
-E que horas acordou? - Ela franze a testa.
-Nove e pouca. - Torço os lábios e ela suspira.
-Isso ainda pode prejudicar vocês dois... - Belle levanta e vai até o sofá. - Tenho um primeiro presente! - Ela pega a sacola e me entrega assim que chega perto.
-Nossa! - Receio de abrir a sacola, não pensava em ver roupinhas de bebês, nem derivados, pelo menos não agora.
-É branquinho, porque ainda nem sabemos o sexo, mas quero que ela, ou ele, use e lembre que foi o primeiro presentinho dado pela dinda.
-Primeiro presentinho dado, na realidade, porque é a primeira coisa que ela tem. - Vou abrindo a sacola e o embrulho enquanto ela retorna a sentar-se de frente pra mim.
Dentro de uma pequena embalagem de plástico na cor rosa, há um pequeno sapatinho branco de croché, e um tiptop. Fiquei encarando aquele presente, não somente como um presente, mas como o inicio de que essa pessoa aqui dentro de mim só tende a crescer até ganhar vida fora de mim, crescer e crescer. Meus olhos levemente se umedeceram.
-Não chora, eu vou chorar junto, estou na tpm. - Belle bate na mesa, eu ri da situação e passei a mão por baixo dos meus olhos.
-É que esse ser é tão pequeno aqui dentro... ele não sabe como o mundo aqui fora pode ser tão cruel, ou tão injusto.
-Não se refira esse bebê à uma injustiça. Todos cometemos erros e pagamos por eles, ela é uma pequena consequência de um erro, mas não é o erro.
-O erro sou eu. - Bufo e coloco o presente sobre a mesa para encara-la. - Eu amei o presente, de verdade.
-Essa criança ainda vai ser bem babada por mim, pode ter certeza.
-Isso eu imagino, você e a Riley.
-Mal cheguei e já falam de mim, credo. - Rye bate a porta e nós rimos.
-Para ver como é famosa. - Belle abre o sorriso. Ela parece estar feliz por ter pessoas ao seu lado em sua casa, que é, quase sempre , tão vazia.
-Estávamos falando sobre o quanto esse bebê vai ser babado. - Passei a mão em minha imperceptível barriga.
-Essa menina vai ser a mais amada de toda Terra. - Belle faz uma careta tentando ser fofa, olhando para minha barriga.
-Você nem sabe o que vai ser. - Rye deposita um beijo em minha bochecha e senta-se à mesa conosco. - Não dou algum palpite porque tenho a mania de errar sempre. Então, não quero alimentar falsas expectativas.
-O que você acha, Amb? - Pergunta Annabelle. Eu, até então, não tinha pronunciado quase nenhuma palavra assim que Riley chegou, suspiro fundo pensando que ao invés de chutar o sexo, eu poderia não precisar pensar nisso.
-Acho... Acho que pode ser uma menina. - Suspiro fundo vendo o sorriso vitorioso de Belle. - Como também pode ser um menino. - Complemento, e ela, delicadamente, solta um bufo e me manda gentilmente à merda.
Jogamos conversa fora. Hora falávamos de coisas banais, ora elas lembravam-me do que teria que acontecer obrigatoriamente daqui a algum tempo. Eu sei de minhas responsabilidades, e sei de minhas irresponsabilidades também. Enfrentar meus pais não será uma tarefa fácil, assim como também não foi enfrentar o Finn. Falando nele, dá saudades de sua voz, suas ligações. Como pode um errinho de nada causar um estrondo desse tamanho?
Se esse feto fosse dele, como seria simples. Eu apenas enfrentaria com mais rigor. Seria capaz de falar com meus pais no mesmo dia que descobri. Seria capaz de largar as coisas que tenho dentro daquela casa para viver minha vida ao lado dele.
Mas, sempre tem um mas na história.
Com a ajuda das meninas, arrumo minhas coisas dentro da minha mochila, e separo o que preciso dentro da minha bolsa. Antes de sair, coloco meu celular por mais cinco minutinhos no carregador, somente para não morrer no meio do caminho, sem bateria. E, sentada na sala, jogamos mais conversas ao vento.
-Ele era um cara legal, tenho que admitir. - Diz Rye com a rouquidão de sua voz. - Mas, não deu certo.
-Não deu porque você não quis, amiga. Desculpa, mas é o que eu acho. - Belle balança os braços.
-Eu acho, que quando não tem amor, não tem química, não tem aquela vontade de estar junto e de apreciar cada momento, não há conversa boa e nem pessoa legal que firme um relacionamento. - Dei de ombros, apenas mais um palpite meu.
-Isso. - O dedo magro de Belle aponta para mim. - Isso sim é verdade, mas com esforço, talvez desse certo. - Ela dá de ombros também.
-Agora isso é passado. - Riley enfatiza seu isso. Referindo-se ao seu ex.
***
No caminho para casa, atalhando por ruas e ruas, eu consegui acrescentar um tempinho extra para, quando passar na rua popular de lojas, olhar, mesmo que de longe, algumas coisinhas de crianças que estavam na vitrine. Bufei, ainda acho bobagem.
Mas, mesmo assim eu me convencendo que tudo isso é bobagem, ainda há algo na minha mente que me faz olhar aquilo e achar, de alguma forma, bonito. Um ato carinhoso, coisinhas pequeninas para um ser pequenino.
Balancei minha cabeça e pisei novamente no acelerador para seguir em frente. Volta e meia cuidava meu celular para ver se recebia uma ligação, mas é uma esperança em vão. Sei disso também.
Abri a porta de casa, que estava destrancada. Acenei para minha mãe que estava na cozinha e virei-me para o lado da sala, mas meu pai não habitava em sua poltrona. Subi as escadas com a mochila pesada e quando passava pelo corredor, ouço bem, bem até demais, Bruno Mars tocar a toda altura. Será que ela não se cansa?
Penso em bater na sua porta e esbravejar com ela, mas ela não tem culpa das bobagens que faço, e ela também não tem culpa que eu pegue nojo desse homem do nada, então me concentro em apertar minha mordida dente à dente e ando em passos largos para o quarto.



Aai Drizoca da minha vidinhaaaa faz eles se verem dnv ou ela contar pra ele. Eu nao acho q o Finn foi muito compreensivel pq csda um tem suas necessidades mas seila. Continua pooor favoor
ResponderExcluirDriii, os meus comentários não vão, sério, o outro já não foi e esse não quer ir. Parece que eu to bloqueada de comentar no blog, sei lá. É estranho, porque na CLA foi! -.-
ResponderExcluirOk, não achei esse capítulo zzzz, eu tô gostando disso! asuahuh, normalidades a parte né!
E eu quero mais, obrigada de nada!
Gent do céu..
ResponderExcluirqual será o futuro desse casal ? Se é que eles vão ter um. -.-
Amo amo e amo sua fanfic. ^^