Bruno Pov's
+++
Após a festa do lançamento, um sucesso completo, embarquei para Los Angeles. Não poderia ficar afastado de lá nem por segundos. Havia mais algumas entrevistas, mas essas poderia fazer em LA mesmo, o que facilitava. Ia sobrevoando o caminho até o LAX, enquanto tentava de algum jeito falar com Riley. Queria saber se Amber estava bem e se meu bebê ainda não deu sinal.
Amber Pov's
-Avisa pra ele que nós estamos bem, e que o filho dele está tranquilo. - Balanço a cabeça. Acho lindo a preocupação
-Ele só está preocupado com vocês dois. Fofa essa preocupação.
-Eu sei, mas o bebê está previsto pra daqui há uma semana. - Reviro os olhos enquanto diminuo o ritmo da caminhada. - Quanto tempo mais temos que caminhar? - Respiro rapidamente.
-Uns dez minutos. - Riley olha em seu relógio de pulso.
Agora estou na reta final. Meu bebê nasce em uma semana e eu já estou caminhando para a dilatação ser maior. O médico me elogiou na última consulta que fizemos, disse que sou forte e que me cuidei bastante. Devo isso ao Bruno, que me cuidou durante todo o tempo que precisei. Falando nele...desde que começamos a namorar, nada é problema para nós. Estamos felizes e assumidos entre nossas famílias, que disseram já esperar isso de nós dois.
Ainda há especulações sobre mim, mas eu evito aparecer, evito qualquer coisa desse tipo agora. Um dia, se o Bruno quiser, nos assumimos publicamente para seus fãs, mas por enquanto concordamos em deixar assim, porque nosso filho precisa de paz para crescer. Terminamos de andar e eu fui para o banho, precisava de um urgentemente. Entrei na banheira e tive uma conversa com meu filho, que em breve verei seu rostinho, seus detalhes... A ansiedade mal cabe dentro de mim, a vontade de segurar em meus braços, de sentir seu amor para mim, e dar o meu amor à ele.
Será que esse amor todo é tão normal? Ou é por ser mãe de primeira viagem? Meu filho poderá ser de qualquer forma, gostar de qualquer coisa desde que não lhe faça mal, pode ser parecido com o Bruno, eu deixo, pois seu pai é lindo. Pode ser parecido ao meu pai, ter as características da minha irmã. Quero que ele seja, acima de tudo, feliz. Minha mãe sentiu-se assim quando estava grávida de mim? Provavelmente não. Agora que ele hábita dentro de mim, e eu sinto o sangue de mãe correr nas minhas veias, ainda não consigo entender a forma que minha mãe me tratou e me trata. Porque ela não poderia ficar feliz por mim? Não precisaria dar presentes, nem vir visitar, senão quisesse me ver, mas pelo menos dissesse que estava feliz e me desejava o melhor! Eu vou ser melhor que isso para o meu filho, eu vou ser a mãe que eu nunca tive, eu vou ser melhor amiga, mãe, irmã, tudo que ele precisar. Me dividirei em 50 para conseguir fazer todas as coisas, mas meu filho será criado com amor, com carinho, com dedicação.
-Amb? - Ouço três batidas na porta.
-Entre. - Peço enquanto enrolo a toalha na cabeça.
-Eu estava pensando sobre o atelier...
-Meu Deus! - Pus a mão na cabeça quando volto a posição normal.
Vou caminhando pra trás e Riley rapidamente senta ao meu lado.
-Você está bem? Está tonta.
-Não... Eu estou bem. - Aperto a mão na coxa, sentindo uma dor muito ruim na barriga, como facas entrando.
-Está sentindo dores? Contrações?
-Passou! - Aviso, respirando aliviada. - Acho que foi a primeira contração. - Levo a mão sobre a barriga.
-Meu sobrinho vai nascer. Meu Deus! - Riley beija minha barriga, com um sorriso bobo no rosto.
-Calma, o médico me disse que isso seria normal. - Rio, levantando da cama. - Que horas o Bruno chegará?
-Daqui umas duas horas. - Riley me ajuda. - Amiga, posso falar uma coisa?
-O que? - Passo pela porta depois dela.
-Você está enorme! - Ela ri, livremente.
-Eu estou carregando um ser de 50 cm dentro de mim. Um ser que está pesado, e eu engordei mais de 20kg! - Sorri, forçadamente. - Então sim, eu estou enorme. - Reviro os olhos.
-Ainda bem que Deus me fez lésbica.
-Deus não. Sua atração pelo órgão feminino.
-É...
-Eu sempre tive curiosidade de saber como... - Esperei que ela entendesse, e assim aconteceu. Ela ri, meio perdida e eu balanço a cabeça. - Melhor! Não sei se quero saber.
Bruno Pov's
Nós estávamos na sala, Riley sentada na poltrona e eu no sofá maior com a Amber, que gemia de dor. Segurava a sua mão, para lhe mostrar que estava ali com ela, mas isso é óbvio que não adiantava. Estava sentindo a sua dor ali, e queria tanto fazer algo para que parasse, porque doía em mim saber que ela estava daquela forma e eu não poderia fazer absolutamente nada. Já havíamos posto o carro estacionado na porta de casa, as coisas da maternidade, de Nathan e Amber, já estavam lá dentro. Marie fez algumas coisas para comermos, mas Amber comia um pouquinho e já não queria mais. Queria ir logo para o hospital, mas escutamos as recomendações do médico, sobre ficarmos em cada para esperar o tempo certo, porque no hospital não poderiam fazer nada. Eu estava mais nervoso que ela, confesso, e até as contrações ficassem mais fortes e um pouco mais de tempo entre elas, ai seria o momento de ir, mas isso estava demorando uma eternidade.
Amber soltou um gritinho agudo e eu gemi de dor junto com ela, como se a dor das contrações viesse pra mim também.
- Oh, meu Deus... - Sussurro, e largo suas mãos para segurar o seu rosto. - O que você quer que eu faça?
- Faz parar. - Amber choraminga.
- Você quer ir pro hospital?
- NÃO. - Ela berrou, dolorida.
Ouvi a risada de Riley, achando graça da situação. Amber respira fundo, várias vezes seguidas, até que mais um grito invade a sala.
- De novo? - Bruno pergunto, desesperado. - Quanto tempo passou?
- Não... Sei.
- Riley. - Jogo a chave do carri para a Riley, que pega e levanta pra já. - Você dirige. Vamos esperar a bolsa estourar no hospital.
Ajudei Amber a levantar, passando a mão pela sua cintura, e o braço dela sobre meus ombros - se eu fosse um pouco mais forte, a levaria no colo para não ter que estar passando por isso tudo. Ela solta mais um grito, respirando tão fundo quanto das outras vezes. Estávamos quase chegando no carro, era questão de passos.
- Amor... A gente está quase lá. Só mais alguns passos, por favor.
E, finalmente, chegamos no carro. Deitei ela no banco de trás, pegando o travesseiro que tínhamos posto dentro do carro. Fiz a volta no carro rapidamente e me sentei, colocando a sua cabeça repousada no travesseiro, em meu colo. Pedi que Riley dirigisse com cuidado, e ela zombou de mim, dizendo que eu estou mais nervoso que a própria Amber. O que não deixa de ser verdade.
- Bruno... - Amber me chamou, e apertou a minha mão . - Conversa comigo, pra desviar a dor.
- Hm... Está animada pra ver o Nathan?
- Muito. - A resposta dela saiu como um grito, acompanhando a mão apertando firme minha. Pobre mão.
- Estou profundamente desejando que ele tenha olhos verdes. - Apesar de ser uma distração, era uma verdade.
- Tá doendo! - Ela reclama, colocando a mão que não segurava a minha sobre a barriga enorme.
- Eu sei, eu sei. - Beijo sua testa suada, ficando com os lábios ali por um tempo. - Já vai passar.
Riley estacionou o carro no hospital, e já desceu para solicitar uma cadeira de rodas. A colocamos na cadeira, com o travesseiro escorado na cabeça, e corremos para entrar no hospital, levando tudo o que tínhamos de documentos da Amber e etc. Uma enfermeira começou a empurrar Amber por uma porta, e eu fui atrás, enquanto Riley ficou para preencher alguns papeis.
- Ainda não estourou a bolsa? - Pergunta a enfermeira.
-Ai. - Amber grita de dor.
-Não, mas as contrações estão mais fortes. - Aviso-a.
-Você não pode entrar. - Diz quando íamos passar por uma porta dupla. E Amber gemeu mais um vez.
-Mas eu sou o pai. - Resmungo, reclamando. Me abaixo para ficar na altura da Amber.
-Ninguém pode entrar por enquanto, no momento certo o acompanhante irá ser chamado.
Suspiro impaciente, querendo desobedecer as regras e entrar com ela mesmo assim, mesmo eles querendo ou não. Ouço uma risadinha de Amber, que é um pouco abafada por um gemido.
- Não xingue a enfermeira, por favor. - Beijei sua testa, e logo depois seus lábios. - Eu entro o mais rápido que eu puder. - Sussurro pra ela. - Vai dar tudo certo, eu te amo.
- Eu te amo. - Ela me responde antes de ser arrastada as pressas para dentro.
Me aproximei de Riley e a vi terminando de assinar os papéis. Ela me avisou que iria passar em casa, já que provavelmente ninguém viria a Amber por um bom tempo. Deixei ela ir e me sentei numa das cadeiras da recepção, pegando o celular do bolso. Mandei mensagens para os mais próximos, avisando onde eu estava e a situação. Recebi reclamações das minhas irmãs por não ter avisado antes, mais cedo, mas como eu iria pensar em avisar alguém daquela forma. Elas disseram que estavam vindo, e que passariam para buscar Violet.
Levantei atrás de uma lanchonete, peguei um copo de café preto e fiquei atento à qualquer chamado que tinha. Voltei para a mesma cadeira que estava antes e balancei as pernas, ansioso e inquieto por alguma informação a mais. Peguei meu celular novamente, e gravei um vídeo de poucos segundos, balançando as pernas impaciente. Abri o instagram, e postei o vídeo com a legenda "Esperando para finalmente conhecê-lo". Em segundos o vídeo foi postado, e agora, além da América, o mundo todo está sabendo que meu filho irá nascer daqui a pouco. E que eu sou um pai bobo e babão. Guardei o celular e escorei a cabeça pra trás, fechando os olhos, volta e meia abria para ver o movimento e aquele entra e sai de pessoas de tudo quanto era lado, até ver Violet entrar apressada pela porta. Abri um sorriso largo, me levantando, enquanto via Tiara e Jaime aparecerem logo atrás. Abracei todas elas e sorri, mostrando que estava nervoso. Mas depois de ouvir algumas palavras, consegui ficar menos e pensar numa única coisa: em algumas horas eu irei conhecer o meu filho!

Nathan é o meu bebê, filho da Amber, mas meu. u.u A Amb é minha, Riley é minha, o Bruno é meu, a fic é minha então tchau.
ResponderExcluirPs: amei ❤
Em 2 dias, eu li sua fic ate aqui hahahaha parabéns, você escreve bem e sua história é envolvente.
ResponderExcluirAguardo o 64 :D