segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Capítulo 55 - Fight
Minha tarde no estúdio foi tão boa, que eu nunca imaginaria que chegaria aqui e estaria tudo dessa forma. Falei até com o Phil sobre a minha felicidade, mas não mencionei que havia ido para a cama com ela novamente, e nem sobre nossos beijos quase todos os dias, e nem sobre a estranha sensação de querer acordar ao seu lado. Dia após dia.
Estava no mesmo sofá que ela, quando sua cabeça repousou em minhas pernas. Ela estava tão cansada, seus olhos inchados, até seu nariz estava levemente vermelho de chorar. Amber estava parecendo mais frágil que é, e eu não estava suportando ver isso. Não, ela não pode ficar assim por conta daquele idiota, ou por algo que fizemos em consciência. Passo a mão nos seus cabelos, mas quando me inclino um pouco para ver, ela está dormindo.
Amber deve ter engordado uns bons quilos com a gravidez, e eu não sei se dou conta de pega-la para ir até o quarto, principalmente por causa das escadas. Dou a ela mais alguns minutos e seguro a sua cabeça para conseguir levantar. Coloco uma almofada por baixo e me abaixo em sua frente. Balanço levemente seu braço e ela me olha, sonolenta.
-Vamos dormir no quarto, Amb.
-Eu não quero dormir.
-Sei. E eu sou papai noel.
-Me traga a felicidade nesse natal.
Amber fala com a voz melancólica. Eu não fazia ideia de que aquele idiota britânico significava tanto assim pra ela, a ponto dela ficar dessa forma. É estranho. Peguei seu braço e a ajudei a subir. Amber a porta de seu quarto e eu beijo sua testa.
-Boa noite. - Viro as costas e ela faz um barulho.
-Bruno? - A olho. - Dorme comigo?
-Você precisa pensar sozinha, descansar. Amanhã nos falamos, ok?
-Então... me faça companhia até eu pegar no sono?
-Ok.
Entrei no seu quarto e ela se deitou, com a mesma roupa que estava antes. Não iria dizer pra ela trocar, visivelmente ela estava muito exausta e sem animo. Enrolei meus dedos em seus cabelos quase louros e a vi passar de um olhar pesado, para um sono angelical.
+++
A primeira coisa que fiz quando abri os olhos foi ver onde eu estava. No quarto de Amber. Disse que não iria dormir aqui, mas acho que ontem à noite a exaustão me pegou de jeito, e eu não soube ir até meu quarto. Levanto com cuidado para não acorda-la, e vou para o meu quarto me arrumar.
Amber Pov's
Ouvi alguém me chamar, mas ignorei. Queria continuar a dormir, ou essa pessoa que está me chamando é no sonho?
Abro meus olhos e Marie está diante de mim, com o olhar meio confuso.
-Bom dia, Amber. Sinto lhe acordar, mas há um moço lá fora que diz precisar falar muito com você.
-Um moço?
-Acho que se chama Finn. - Ela pareceu bem pensativa.
-Eu já vou. - Fiz um rápido movimento para levantar que me causou uma náusea terrível. - Bom dia, Marie.
Ela saiu e encostou a porta. Tirei minha roupa e fui para o banheiro. A pus no cesto e fiz minha higiene matinal. Vesti algo e desci as escadas para ver o que ele queria. Hoje estava melhor do que ontem, mas ainda sim, não estava pronta para ver Finn ali.
Abri a porta da entrada e segui até o portão. O vi recostado no seu carro, com cabeça baixa. Fui chegando mais perto e ele levantou a cabeça apresentando leves olheiras.
-Oi. - Digo sem jeito.
-Amber... - Ele pareceu analisar cada movimento meu, querendo se aproximar mais, mas com medo. - O que está acontecendo?
-O que eu lhe falei ontem. - Respondo.
-Você falou que queria acabar com nosso namoro.
-Então!
-Mas... mas porque? O que eu fiz de errado?
-Nada, Finn. - Me perdi por segundos nos seus olhos. - Você não tem nada de errado.
-Mas tem que haver algo que a impeça de continuar comigo. É porque eu não estou ligando muito? Eu juro que começo a ligar mais...
-Finn! - O interrompo. - Não é por isso.
-É pelo quê então?
-Meus motivos, meus erros...
-A cada minuto eu estou mais curioso. O que aconteceu?
-Não quero falar sobre isso, ok? - Meus olhos já começaram a arder só de sentir as lágrimas se formarem. - Somente acabamos. Isso acontece normalmente. Não precisa de um motivo.
-Precisa sim! - Ele se altera. - Foi o Bruno, sim?
-Finn...
-O que aconteceu entre vocês? - O olho profundamente, queria tanto dizer que não aconteceu nada e que ele está enxergando coisa onde não tem. Mas há, e ele não merece mentiras. Não tem o porque mentir pra ele. Mas também a verdade é tão dura. - Vocês se beijaram?
-Me escute. - Peço.
-Amber, vocês foram pra cama? - Queria olhar para ele, mas só tive coragem de baixar a cabeça, entregando a resposta de bandeja. - Olhe pra mim, por favor? - Levanto o olhar, e ele me encara, ainda meio perdido. - Você foi pra cama com ele, Amber?
-Finn, eu estava...
-Não... - Ele balança a mão na minha frente. - Eu não quero saber. - Finn anda dois passos pra trás, fecha a mão em punho e gira o corpo, aposto que queria gritar comigo e extravasar sua raiva. Eu o entendo. - Porque?
-Eu senti que deveria. Não sei explicar.
-Nossa.
-Finn, não espero que me entenda.
-Que bom, por que eu não entendo.
Fiquei como idiota o vendo partir com seu carro. Não estava com tanta vontade de chorar como antes, apenas queria entrar e me aconchegar novamente.
Bruno Pov's
Já passava das três, quando a porta alguém bate. Não queria incômodos, estava tentando me concentrar no planejamento de tudo, sou perfeccionista e quero que esse CD seja perfeito. Levantei, embora quisesse continuar sentado e ignorar quem quer que seja, e abro a porta. A figura daquele homem alto, com olheiras, britânico, se fez a minha frente. A ideia de continuar sentado e deixar bater a porta continua de pé? Indiquei a entrada pra ele, que já foi se instalando em pé. Ofereci a cadeira e ele não quis.
-Aconteceu algo? - Pergunto querendo saber o porque da sua presença ali. - A Amber está bem?
-Me diga você. - Ele cruzou os braços. Ele está tentando me ameaçar?
-Não estou entendendo.
-Me diga você, Bruno. Está tudo bem com ela? Já que vocês estão tão próximos.
-Do que está falando? - Não queria acreditar que Amber havia dito algo de nós para ele. Ou o sem vergonha está jogando verde para colher maduro.
-Não se faça de sonso! Minha mulher, e você a levou para a cama.
Não tive tempo suficiente para processar algo na minha cabeça. Levo um soco no meu rosto, que na mesma hora faz meu nariz latejar. Meu corpo cai sobre a cadeira. Passo a mão no meu queixo, sentindo latejar também, respiro fundo, procurando fazer um enorme esforço para conseguir, mas dei o melhor de mim para sorrir sarcasticamente.
-Não tenho culpa que você não dá conta. - O provoco assim que levanto. - Ela precisa de alguém que consiga suprir todas as necessidades. Moramos na mesma casa, uma coisa leva a outra, e, acabamos entre lençóis.
Eu estava pronto para seu soco, então desviei. Era para acertar meu olho em cheio, mas pegou no meu ombro. Finn é bem mais alto que eu, o que dificulta um pouco mais a situação pra mim, mas não iria arregar, principalmente pra ele. Agora já não importava mais, minha vontade era de bater nele, sentimento que estava nutrindo há tempos.
Acertei um, dois, três socos no estômago dele, antes dele me acertar com um no maxilar. Filho da mãe! Minhas costas batem na parede e Finn me segura pela gola da camisa.
-Isso! - Ele berrou na minha frente, senti seu cuspe enquanto falava. Ele acertou um soco em meu nariz. - É por ter levado-a para cama. - Ele me acerta com mais um na costela. - Esse, é por achar que tem direito de me provocar.
Estava tonto, confesso que ele é bom de briga, mas não deixaria me rebaixar assim. Vi mais um soco vindo em minha direção e desviei, fazendo a mão do idiota bater com tudo na parede. Me afastei dele e passei a mão pelo nariz, que sangrava. Meu corpo doía, mas não queria demonstrar isso. Ele sorriu tão sarcasticamente pra mim, nojento, e se virou por completo, segurando a mão. Eu posso estar com dor, mas o deixei mal também, e isso se denunciava por sua mão que parecia doer. Mas isso não é suficiente, ele precisa sentir mais dor, muito mais.
-E ai, cansou de apanhar? - Pergunta bancando o macho. Caminhei em sua direção, de peito estufado.
Finn pensou que eu era previsível. Foi me dar um soco e eu segurei, sabia que com isso ele torceria meu braço, então passei a perna pela sua e apertei a sua garganta, fazendo ele se desequilibrar. Isso foi mais fácil do que pensei.
-Nunca iria deixar você sair daqui sem uma marca minha. - Soco seu rosto com toda força e deu a impressão que pude sentir meu anel batendo em seu osso facial.
Ele tentou apertar minha garganta, e até conseguiu, mas eu me joguei pra trás, batendo na mesa e, meio cambaleante, levantando. Ele levantou-se também e veio com fúria pra cima de mim, sua sobrancelha estava com um pequeno ferimento e sangrando.
No momento em que ele ia socar meu rosto, soco a boca do seu estômago. Ele tosse com dificuldade e eu penso que é melhor que ele morra assim mesmo, mas o idiota é forte. Me pegou pelo pescoço e tocou meu corpo para a parede, bati com a cabeça e bem na hora que vi, que ele iria me bater com mais raiva e que eu não iria conseguir revidar, a porta se abre.
-Bruno, eu acho que esses papeis... Ai meu Deus. - Ashley deixa cair todos os papéis no chão, apavorada com a cena. - Eu vou chamar a polícia. - Ela correu para a mesa.
-Ash. - Tentei chama-la.
Finn correu para fora da sala, ele ficou com medo quando ela mencionou a polícia. Será que ele tem medo de ser acusado de bater num famoso, ou ele deve alguma coisa? Deixo meu corpo deslizar pela parede. - Não chame a polícia. Eu estou bem.
-Mas você está... meu Deus. - Ash costumava fazer o trabalho de secretária do Brandon, ela já sabia de tudo e praticamente era uma empresária.
-Preciso ir embora. - Coloco a mão na cabeça e levanto do chão.
-Sozinho? Não!
-Ash, eu vou pra casa. Sozinho. - Puxo minha jaqueta da cadeira e pego minha carteira, meu celular e minhas chaves.
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Tretaaaas adoro hauahuahaua Mas o Bruno tbm deu mancada provocando o Finn hhahhah continuaaaaa
ResponderExcluirDriiiiiiiiii cade você amor postaa vai
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