quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Capítulo 9 - oops, the light went out!


-Chegamos. - Bruno puxou o freio de mão e tirou a chave da ignição.

Desci do carro e olhei para a casa. Nunca estive num lugar tão chique como esse. Abobada, catei cada detalhe daquilo. Já na frente exposta tinha uma grande piscina de água clarinha e bem tratada, grama verde e não parecendo ser artificial. Sua casa num tom rústico de marrom e branco, com a faixada linda, um modelo bem moderno, dois andares e pelo que parece, muito, mas muito grande.

Caminhei um pouco atrás do Bruno, acanhada de vergonha agora. Assim que ele abriu a porta, um cachorro pulou sobre ele e fez maior festa, mas quando notou minha presença, rosnou pra mim.

-Aí meu Deus. - Segurei minha bolsa em frente a minha barriga.

-Ele não vai morder, né garotão. - Ele passa a mão tranquilo em sua cabeça, o cachorro para de rosnar pelo menos. - É que como ele não conhece você, ele fica assim, mas ele é bem brincalhão com todos.

-Menos mau. - Comento e ele ri da minha cara pro “cãozinho”.

O hall de entrada era bem bonito, com duas belas plantas em vasos bem caros e um tapete lindo bem trabalhado. Descemos dois degraus e chegamos na sala. Ele me mostrou a entrada para sala de jantar - que só pra constar, é chique assim como toda a casa -, mostrou-me a sala da televisão, e o lugar onde está um pequeno bar, uma lareira, um rádio aparentemente bem poderoso, alguns banquinhos e um sofá que mais parecia uma cama. Ali havia uma porta para uma espécie de sacada no térreo.

A cozinha, nós fomos lá para pegarmos água para o Bruno. Onde ele ia, eu ia atrás, ou senão ficava parada no meio olhando para o nada. A cozinha também, tão chique quanto ao resto. Em frente a ela tem uma enorme escada que nos leva para o andar de cima. Claro, no espaço de baixo tem mais portas e coisas assim, mas nós não entramos em nenhuma.

-Vou buscar um baralho para jogarmos, quer ir junto? - Pergunta ele dando o último gole de sua água.

-Claro. - Respondo sem nem saber o que fazer.

Já chovia mais forte lá fora. Esperei Bruno na ponta da escada enquanto ele prendia o cachorro, só não me pergunte o lugar porque eu não vi, e fechava a porta da frente. Se Violet descobre que eu estou aqui, acho que ela me mata porque eu não a trouxe junto, ou porque eu não estou tirando foto de todos os detalhes. Subimos as escadas até a parte de cima, parei de olhar para as coisas, observar os detalhes quando tudo ficou escuro. Dei um gritinho e me encostei na parede da escada.

-Calma, faltou luz.

-Isso é visível. - Digo ironicamente.

-Eu tenho lanternas, o problema é acha-las. Abaixa-se e coloca a mão nos degraus para subir com segurança.

Fiz o que ele disse, mas em dois degraus acima eu já estava em chão firme. Tateei algo para apoiar-me a levantar e peguei nas canelas, sobre as calças do Bruno. Subi com a ajuda de sua mão na minha.

-Obrigada. - Agradeço enquanto bato minha mão em mim para tentar tirar alguma poeira, se tivesse alguma.

-Não queria que tivesse de passar por isso. - Ele ri.

-Isso acontece nos melhores lugares.

-Pega minha mão. - Sua mão tateia no escuro atrás da minha, mas bate na minha cintura.

Pego ela e seguimos algum caminho em passos lentos e cuidando para não bater em absolutamente nada, o pior de tudo é não conhecer a casa, eu não sei nem onde estou pisando, nem nada. Ouço o barulho do trovão novamente e Bruno abre alguma porta.

-Estamos no meu quarto, sei que no armário do meu banheiro tem vela, vou pegar. - Avisa ele me guiando pra dentro do quarto que estava mais escuro ainda por suas cortinas estarem fechadas. - Senta aqui na cama. - Ele guia a cama pra mim e eu me viro para sentar-me.

Dentro da minha bolsa, penso que tenho meu celular ainda, posso iluminar um pouco, como não pensei nisso antes? Iluminei o que pude com o celular e ajeitei meus sapatos e tentei limpar o que visivelmente estava sujo. Bruno chega no quarto com a vela.

-Ah sim, celular. Não pensei nisso. - Ele diz quando eu o ilumino, pouco, devido a potência da luz do celular.

-Pois é, eu também esqueci. - Comecei a rir sem graça.

-Achei uma vela. - Ele se aproxima de mim para coloca-la numa mesinha de cabeceira, aproveitei para iluminar e ver que tinha três controles sobre ela, um eu tenho certeza que é o controle do ar condicionado, e um porta retrato com a foto dele e de uma mulher, suponho que seja sua mãe pelo que Violet já havia me mostrado.

Ele consegue ligar a vela e eu bloqueio meu celular e o guardo novamente.

-Bom, não ficou tão iluminado assim, mas pelo menos nós podemos nos ver. - Bruno ri meio que sem graça.


-É. - Desvio meu olhar do dele, eu nem sei o que pensar agora, mas subiu um friozinho na minha barriga.

-Baralho não vamos poder jogar. - Diz.

-Nem ver filme. - Falo entre um risinho bobo.

-Nem isso… - Ele concorda comigo.

-Então. - Comento, mas eu não queria ter dito isso, parece que eu o estava convidando pra algo assim.

-Não gosto de rodeios.


Sentado ao seu lado, sua mão que estava no seu colo, agora passou pra minha coxa, arrepiei-me da cabeça aos pés. Fiquei esperando ele fazer algo a mais que isso, e então com a mão esquerda segurando minha nuca agora, ao invés de minhas coxas, aproximamos nossos lábios e demos entrada para nossas línguas. A minha já estava sedenta atrás da dele, procurando uma sincronização que logo foi achada. Nosso beijo não se encaixou de primeira, houve um tempinho antes disso.

Ouvi o barulho dos seus tênis no chão, óbvio que ele o tirou com os pés mesmo. Nossas mãos foram cegas para pontos estratégicos. Dei um impulso pra trás e com as duas pernas prendendo meu corpo na cama, e se colocar seu peso, ele subiu sobre mim. Nossos beijos já nem estavam mais compassados, sua língua passava pelos meus lábios, por minhas bochechas e quando chegava no pescoço - meu ponto fraco - eu fraquejava na hora. Ele dava beijinhos em minha pele me provocando uma sensação ótima, um prazer que intensificava. Há quanto tempo eu estava precisando disso, meu Deus.

Passei minha mão por seus cabelos, seguidos por suas costas, ele então se ajeitou e tirou a jaqueta e logo em seguida sua camisa. Com um olhar safado, iluminado somente pela luz daquela vela, projetando sombras nossas na parede do quarto, ele pega minha mão e a guia por sua barriga lisinha, não era aparente os músculos, mas podia sentir eles direitinho, sua pele amorenada e quente. Parei na barra da sua calça e o olhei como se isso fosse uma permissão, ele somente sorriu pra mim.

Abri a fivela do cinto e o botão, só não consegui fazer grande coisa para tirar a calça porque ele estava no meu colo e ficava difícil de me movimentar com ele sobre mim. Bruno saí do meu colo e levanta-se rapidamente para tirar a calça, tiro meus sapatos avoada e ele me ajuda com o vestido, ele desliza pelo meu corpo e Bruno passa a mão sobre meus braços nu. Fiquei com vergonha, congelei de vergonha na verdade, eu estava na frente dele somente de calcinha já que o sutiã dispensara essa noite por conta do meu vestido que não precisava.

-Você é linda. - Eu sei que não sou, ele não precisa dizer isso para que eu me sinta bem, mas ele disse e conseguiu arrancar-me um sorriso.

Olhei para sua cueca, uma boxer branca com duas listras, uma grossa e a outra fina, na cor azul. Ah claro, e o evidente volume maravilhoso que ali tinha. Senti minhas bochechas corarem quando ele teve que subir meu queixo com as mãos para que eu não ficava somente olhando. Nos atracamos novamente em um beijo, onde ele se jogou na cama e eu fiquei sobre seu corpo.

Beijando perto da minha nuca, descendo para os peitos e voltando para o meu pescoço, perto da orelha ele dá vários beijinhos consecutivos e mordisca a ponta dela. Arrepiei-me novamente como tinha acontecido antes, mas dessa vez, enquanto sua mão estava instigando meus mamílos já rígidos demais por conta do que eu estava sentindo, ele dá uma pequena fisgada em meu pescoço. Não quero pensar nisso agora, mas acho que ele me deixou alguma marca.

Não nos desgrudamos, até ele me jogar para o lado e tirar minha calcinha, dando beijos desde meu pescoço, meus peitos e percorrendo o caminho da felicidade, até minha virília. Quando seus lábios encostaram na parte interna das minhas coxas e minhas pernas estavam totalmente abertas para ele fazer de mim o que quisesse, minha consciência pesou. Caramba, eu estou na cama com um cara que eu nem conheço direito, só porque eu não quero falar para o Finn avançar o sinal. Ele é um perfeito cavalheiro e não merece isso que eu estou fazendo. Porém o lado mais “diabólico” meu, pensa: o que tem de errado nisso? Você já andou com outras pessoas antes, você não está namorando com ele...isso é apenas um sexo casual, agora relaxa e goza!

Foi isso o que eu fiz, relaxei. Bruno passava a mão sobre minha intimidade me deixando sem armas para usar, instigando meu clitóris fazendo minha cabeça se erguer pra trás. Subindo sobre mim novamente, agora ele leva sua mão guiando seu membro lubrificado com sua saliva sobre minha intimidade com lubrificação natural. Sinto ele invadir-me e meu corpo recuar um pouco. Eu não havia visto em que momento ele tirou sua cueca, por tanto até agora a única coisa que eu vi foi o volume, e agora senti-lo é completamente diferente...ele parecia não caber em mim.

-Cuidado. - Ponho a mão na sua barriga impedindo dele fazer movimentos muito bruscos.

-Você é, ou era…

-Não. - Dei uma risada. - Mas também não sou nenhuma arrombada. - Arregalei os olhos.

-Não te garanto nada após essa noite.

O que ele falou no pé do meu ouvido é a pura realidade, ele não pode me garantir isso. Seu membro é grande demais pra mim, precisamos acostumar com movimentos amenos pra depois aumenta-los. Dávamos beijos para ver se tudo amenizava.

Não passou muito tempo com os movimentos controlados para que nós dois implorássemos para irmos mais rápido, e assim ele fez. Suas estocadas eram fortes, mas ao mesmo tempo eram suaves. Ele sabia ser selvagem, sexy e dar prazer aos dois ao mesmo tempo. Minhas unhas arranhavam suas costas e ergui-as quando ele beijou meu peito. Mexi meu quadril levemente em seu sexo e ele gemeu gostosamente em meu peito. 


Trocamos nossa posição para eu sobre ele. Nunca tenho o controle disso, mas Henry dizia que essa era uma das melhores posições de se fazer comigo. Cavalguei sobre seu sexo, rebolei e usei tudo o que eu poderia usar de minhas armas para faze-lo sentir prazer. Suas mãos intercalavam entre minha cintura e meus seios pequenos que nem balançavam muito enquanto eu pulava no seu colo.

Eu o via dizer meu nome entre alguns sussurros, o que me possibilitava de dizer o dele também e revirar os olhos livremente. Meu gemido a cada vez mais se intensificava. Nos viramos novamente, mas dessa vez sem nos desvencilharmos, e ele pôs minha perna sobre seu ombro enquanto ia dando movimentos prazerosos. Revirei meus olhos e gemi alto sentindo minhas pernas tremerem, pedi com que ele tirasse seu membro de dentro de mim, pois não estava em condições. Fiquei assim enquanto ele passava a mão sobre meu rosto e quando abri meus olhos, ele sorria como se aquilo pra ele fosse um troféu. Enxerguei estrelas com aquele orgasmo.

-Posso continuar? - Pergunta ele, pareceu fofo isso.

-Deve.

Continuando com as suas estocadas, agora eram suas unhas que tentavam me arranhar e eu ainda estava lá, em transe, tentando me recuperar firmemente do que acabara de sentir em meu corpo. Cravando suas unhas no colchão - pelo menos tentando - ele solta um gemido alto, e enquanto seu climáx ia acontecendo, seus gemidos ficavam saindo. Conseguia sentir ele depositando todo seu ápice em mim, sorri diante daquilo.

6 comentários:

  1. AMEI esse cap, mto bom e esse hot, aiai haha 66' PERFEITO sis <3

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  2. Ahhh Dri esse capitulo foi simplesmente uma deliciiaaaa. Adooooro essa coisa de pá pum hahah

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  3. meu deus o que vai acontecer no dia seguintepq uma hora a luz vai voltar ou amanhecer. E fico feliz pelo seu pai.

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  4. mdsss mas vc tava inspirada pra esse hot hem? kkkk socorrooo oq vem depois? ai to tao ansiosaa ta mto boom dri, e desculpa nao ter comentado nos 2 ultimos, so agr tive tempo de ler... sinto mto pelo seu pai e tomara q ele fique bom logo!!

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  5. Pera, e a camisinha? Não existe criatura mais ansiosa do que eu esperando o próximo cap

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  6. sim, ainda to aqui ansiosa ↑

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