Não.
Só de pensar eu sinto um arrepio estranho, uma repugna em mim, um nojo de mim mesma. Se eu pudesse dar um jeito de voltar no tempo… Eu poderia abortar, claro, mas eu sempre fui contra isso, eu sempre incentivei as pessoas a não abortarem, aí vai eu e me contradizer… não, isso nunca.
-Sabia que ele estava preparando uma surpresa pra você? - Ouço a voz da Belle, ela só pode estar falando comigo.
Limpo algumas lágrimas com o dorso de minhas mãos e olho pra ela confusa.
-O que? - Pergunto baixinho.
-Finn… Ele pediu que eu pedisse pra você me largar em algum lugar amanhã, aí iríamos até um restaurante, onde ele te pediria em namoro após um jantar… - Seus olhos não encontram os meus em momento algum.
-Eu sou uma idiota. - Começo a chorar novamente. - Eu não quero perder o Finn, ele é tão bom pra mim. Eu estou gostando dele. - Quase berro, como se estivesse sofrendo com uma dor intensa. Meu peito estava doendo demais.
-Não podemos nos lamentar agora. - Secamente, Belle diz.
Levanto do sofá e ando até a janela da sala, puxo a cortina e fico olhando o céu ficando laranja, o sol já indo dando lugar para a linda lua. Eu ainda não estou pronta pra ter esse filho! Levo minha mão na barriga e impressionante é como eu sinto uma energia renovada com isso. Deixo mais lágrimas caírem. Meu bebê vai ser bem recepcionado por mim, ele vai vir ao mundo mesmo que eu perca minha família, mesmo que ele(a) nunca venha a saber quem é seu pai, mesmo que minhas amigas fiquem de mal comigo por um longo tempo. Ele(a) vai ser minha família agora.
Imagina se eu contasse para a Violet que estou grávida, ela vai a loucura. Ela se vê doida para ter um sobrinho… ainda mais se ela descobrir que esse sobrinho é do seu ídolo. Acho que minha irmã caí no chão durinha.
Sinto uma, duas, três, quatro mãos, me abraçando por trás. Chorei mais ainda diante disso. Virei-me de frente para elas e pensei em mil coisas ao mesmo tempo.
-Tudo vai ficar bem, tudo. - A voz embargada da Belle, ela também estava chorando. - Nós vamos te ajudar com tudo que precisar, você não vai ficar sem uma casa. Amanhã você vai bem linda para o jantar com o Finn e quando ele perguntar se você quer namorar com ele, você vai dizer o que está acontecendo. Ele gosta de você, talvez lhe entenda. Nosso passo será ir ao médico amanhã pela tarde, e semana que vem quando tudo estiver melhor, vai conversar com a sua mãe.
-Vai dar tudo errado, tudo! - Negativamente, digo. - Minha mãe vai surtar, essa criança não vai ter um pai… Eu não queria isso pra minha vida.
-Nem sempre o que nós queremos é o certo para nós, e nem sempre nós podemos ter o que queremos. - Diz Rye enquanto passa sua mão por minhas costas num conforto.
Suspiro alto e novamente começo a chorar. Recebi o abraço mais confortável que eu poderia receber em qualquer outro momento. Eu preciso das minhas amigas mais que nunca agora. Minha vida mudou de uma hora pra outra, literalmente.
-Nós precisamos falar com esse tal de Bruno. - Ouço Belle dizer.
-Não, por favor! - Peço. - Ele vai me interpretar mau, ele vai dizer que estou querendo arrancar dinheiro dele, eu não quero mais esse sofrimento. - Elas me olharam. - Eu estou carregando um filho de um cara que eu mal conheço e que eu não gosto. - Era pra ser somente mais um pensamento.
Minha vida está completamente perdida, eu sei disso!
Eu só queria chorar, um bebê agora é uma das piores coisas que poderia acontecer comigo. Não sentia mais meus olhos, e minhas bochechas estavam doendo de tanto forçar meus olhos a pararem de produzir lágrimas. Sentei-me no sofá com as meninas, o olhar da Belle ainda estava perdido, ela sabia que precisava me ajudar, mas ela ainda estava remoendo o fato de eu não ter dito nada a ela, e ao mesmo tempo que pensava em tudo isso, tenho a mais plena certeza que estava pensando em um modo de amenizar tudo isso.
Tossi secamente, tentei respirar pelo nariz congestionado pelo tanto que chorei, mas era impossível. Minha mão direita parou sobre o meio do meu peito e agarrando a camisa, eu soltei um grito abafado pela minha própria mão. Meu mundo está perdido…
Que mundo?
Meus planos foram por água abaixo!
-Nós vamos dar um jeito de resolver isso. - Riley estava mais tranquila que Belle, era perceptível até por sua voz mais calma. Eu estava a ponto de gritar, espernear, chorar até cair desmaiada em minha cama, mas Riley parecia estar vendo o lado bom daquilo. Mas eu tenho uma pergunta; Isso tem lado bom?
Deus que me perdoe, filhos não são pesos, são dádivas! Mas porque comigo, porque agora? Um ato inconsequente que vai mudar minha vida pra sempre. Sempre mesmo. O que eu vou fazer quando essa criança perguntar sobre o seu pai? O que eu vou fazer quando chegar a adolescência e fase rebelde onde ela vai querer descobrir quem é o seu pai e ele vai estar lá no topo do mundo com um sucesso estrondoso, e não irá reconhecer. Essa criança vai sofrer, eu sei disso, e não há praticamente nada que eu faça que pode mudar isso.
Depois de tanto tempo de choro, sou levada por elas, uma segurando cada braço e sustentando meu corpo no chão, até chegarmos no quarto. Nunca me senti tão impotente como estou me sentindo agora.
Belle e Rye ficaram comigo por um bom tempo e perguntaram se eu queria algo para comer. Eu estava com fome, mas não queria comer. Não queria nem viver se fosse possível.
-Posso ficar sozinha? - Pergunto.
É claro que elas me deixaram sozinhas. No meio das cobertas cheirosas da Belle, eu virei-me para o lado da janela que estava entreaberta e tentei ver o que de bom poderia acontecer, porque agora eu só penso desgraças. O que eu posso fazer? Eu preciso de conselhos, eu preciso de um pilar para me sustentar.
***
Eu pensava no Finn! Que bosta que eu fiz, vou perder o cara que me deixa feliz, o cara que eu estou gostando - que sa posso dizer que estou o amando. A cada vez que tento pensar em algo feliz, mais besteiras e verdade são postas em minha frente. Como eu vou agir daqui pra frente?
Pesadamente vou fechando meus olhos e tentando deixar minha respiração tranquila. E então, antes de dormir, caçoei a última frase.
-Minha vida vai se tornar um inferno, e é tudo culpa sua, Bruno!
Eu estava o odiando com todas as forças que eu tinha. E não é pra menos. Mas antes de odiar somente à ele, tenho que me odiar por ser uma mulher fútil por uma noite e deixar-me ceder por fraquezas internas.
Acordei com um leve incomodo na minha cabeça. Não chegava a ser dor, era um peso, algo estranho. Procurei meu chinelo que deveria estar ao lado da cama, mas não estava, só estava meus tênis colocados direitinhos com os calcanhares virados para o outro lado.
Aí foi que lembrei que eu não dormi do mesmo jeito que sempre dormia antes, nem na minha casa eu estou. Assim que coloquei os dois pés no chão de forma que eu ficasse em pé, senti um leve incomodo também no meu estômago e quando tentei abrir meus olhos - que pensei que estivessem assim por sono - eles ficaram pequenos ainda, limitando minha visão.
As meninas não estavam ali no quarto, muito menos o colchão. Andei pela casa, passei na sala, cozinha, banheiro, mas só quando cheguei na área do lado de fora, achei as duas sentadas conversando. O certo, pelo horário, era a Belle estar no serviço, mas aí lembrei que ela tem um empecilho, que no caso sou eu.
-Bom dia. - Digo apertando meus olhos do sol forte.
-Bom dia. - Responderam em um coro.
-Ainda bravas comigo? Me desculpem.. - Já ia começando um belo discurso sem nem pensar direito quando Rye me interrompeu.
-Em momento algum fiquei brava com você, mas sei que há coisas que preferimos deixar sem comentar.
Seu olhar lançasse para Belle que pigarreia de forma ligeira. A tensão dos seus ombros agora estavam mais visíveis.
-Eu confesso que desejei o mau pra você quando soube que não tinha me dito aquilo, mas foi em vão, passou… cada um sabe o que faz e eu vou respeitar isso. - Belle diz me surpreendendo com a resposta.
-Estávamos conversando sobre o médico que vamos hoje. - Diz Rye.
-Eu não quero dar incomodações pra vocês, posso ir sozinha… - Sento-me na escada ao lado delas.
-Não, não pense que está nos incomodando, esse filho também será nosso! Mais novo integrante da família. - Belle levou sua mão a minha barriga que nem sinal de aparecimento tinha.
-Estou louca pra comprar várias roupinhas e coisinhas para o cabelo. - Rye soou mais patricinha falando desse jeito com suas mãos juntas estilo “plano mirabolante”.
-Não vai ser uma menina. - Diz Belle.
-Pode ser uma menina e um menino. - Rye rebate.
-Hey, um já é um enorme problema, dois não dá… - Brinco e elas me encaram seriamente.
-Filho não é problema. - Belle diz mau humorada.
-Claro que não é; Quando é planejado não é nenhum problema. - Dou de ombros.


NAO, POR FAVOR NAO ME DIZ QUE O BRUNO VAI FICAR SEM SABER DESSE FILHO. ISSO NAO DRIII :( posta logo por favor to tendo um trecooop
ResponderExcluirJá tô com pena dela e com raiva do Bruno!Tadinho do Finn, gente... =/ Não demora pra postar, ok?! *_*
ResponderExcluirO que dizer sobre eu estar destruída em relação ao Finn??? Não, não, não FinnBer não pode estremecer ARRRRG ARRRG :'( :'(
ResponderExcluirHusahusahu sou a Belle na vida. Estou ansiosa para os próximos capítulos, ahsuahsuah. Uma hora o Mars terá que saber e eu quero só ver, papa Mars em surto! Amei, quero maaais.
ResponderExcluirAnsiosa pro Bruno saber, pra família dela e dele e pra irmã. ELA NAO PODE MAIS ESCONDER DRIII
ResponderExcluirVai ter BRIIIIIIIGAAAA e eu amo briga(eu sou a garota que só comenta que ama briga [já falei que amo briga na NLMG e CLA2])
ResponderExcluiraaaaaaa o bruno tem q saber logoooo, acho q ele vai ficar bravo, vai brigar, mas ele teem q saber
ResponderExcluirDriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii cade você?
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