segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Capítulo 8 - let's go to my house?


Combinei com o Bruno de que iriamos a um restaurante mais reservado, não queria estar com o rosto estampado em várias revistas de fofocas amanhã dizendo que eu sou seu novo affair. Bom, eu decidi mesmo ir e se rolar algo, rolou. Finn é o cara mais perfeito do mundo, lindo, atencioso, e eu acho que estou gostando dele, me apaixonando, mas eu preciso de alguém agora que me beije, que me leve pra cama. Não pense que eu sou uma ninfomaníaca, mas enquanto somos virgens é uma beleza, mas depois que aprendemos o que é sexo, meu Deus, um mês sem é teste de resistência... e eu estou há um tempinho sem, quer dizer, como diria Belle "estou subindo nas paredes". E também estou com uma rebeldia impaciente dentro de mim, acho que é TPM.

Coloquei a música Summertime Sadness bem alta, não estou nem aí que minha mãe reclame. Escolhi minha roupa horas antes do "encontro" - encontro não, troca de favores, eu quero, ele quer. Sou solteira, ele também. Peguei um belo vestido inspirado em uma coleção anterior do Marc Jacobs, preto com uns detalhes em dourado nas costuras, ele não chega a ser colado no corpo, mas acho-o bem sexy. Separei meu sapato, uma bootie da Forever21 coleção Urban Style. Achei meu look completamente lindo. 

-Dá pra diminuir um pouquinho o som? - Sem nem bater na porta, Violet abre. 

-E a privacidade fica a onde? - Pergunto aparentemente irritada. 

-E os meus tímpanos, ficam a onde? 

-Os meus ficam nos ouvidos, se os seus não, aí eu não sei. - Dou de ombros. 

-Gracinha. - Ela revira os olhos. - Sério mana, eu quero estudar pra prova de amanhã. 

-Ok! - Só relevei porque estamos em dia de semana e quando Violet diz que vai estudar, ela estuda mesmo. 

-Obrigada. - Ela atira um beijo no ar pra mim. 

***

Bruno ofereceu-se para vir me buscar, mas achei melhor não. O tempo está fechando lá fora, parece que vem uma bela chuva por aí, mas não é nem por isso, mas eu sei a quantidade de perguntas que minha mãe faria caso visse o carro parado ali na frente, capaz de querer conhecer o Bruno pra saber com quem eu ando. Engraçado como é as coisas, nunca dá bola pra mim, me trata como invisível, mas quando vê que eu estou conseguindo um namorado, ela faz de tudo pra parecer que minha família é normal. Ela não sabe que fingir e mentir é feio? E da pra ver de longe que ela faz teatrinho.

Peguei um táxi até o restaurante onde ele fez reserva. Morri de vergonha assim que desci na frente, é tudo tão chique. Recuei três passos pra trás pensando se isso é mesmo o certo a se fazer… mas o que de tão grave pode acontecer? Eu só vou conversar com ele, e depois da conversa, se rolar algo vai ser algo de uma noite só, sem mistérios.

Não sou nenhuma louca, nenhuma “vadia”, mas ele é atraente, está dando mole logo pra mim que sou essa mulher magrinha, sem nem onde cair morta praticamente, de um metro e sessenta, e rosto comum…

Passei pelo recepcionista e ele me disse que nossa mesa é o reservado no andar de cima. Subi as escadas e observei a luz vermelha que iluminava fracamente as paredes em tom branco, as toalhas brancas com a de centro vermelha e todas as mesas separadas por “cabines”, elas tem tipo paredes as separando. Já vi isso em filme e sabia que tinha aqui em LA, mas nunca fui em um lugar assim.

Ele estava lá, olhando para o seu celular parecendo não saber muito o que estava fazendo. Caminhei com meu salto dando um barulho no chão, e ele levanta o olhar pra mim. Diferente do chapéu habitual o qual eu o vi nas duas vezes que nos encontramos no show e nos bastidores, ele estava com um lindo topete que parece ter levado algum tempinho para ser feito. Sua camisa branca o realçava com a jaqueta de couro preta sobre ela. Ele levantou-se da cadeira-sofá em que estava sentado e largou o celular.


Colocando a mão na minha cintura, demos um beijo na bochecha um do outro.

-Olá. - Diz ele sorridente.

-Oi. - Digo ainda tímida.

-Pensei que não viria.

-Oh meu Deus. - Peguei minha pequena bolsa para checar meu celular e ver o horário. - Demorei tanto assim?

-Não, na verdade está no horário, o problema é que quando recusou minha carona, pensei que não viria mais e iria me enganar. - Ele deu um sorriso torto. Não, ele não é tão lindo quanto ao Finn, mas sua beleza é inigualável.

-Ah, desculpa-me, mas o tempo está feio, aí achei que seria melhor eu vir de táxi. - Eu definitivamente não sei dar desculpas, muito menos mentir.

Não sei se ele acreditou, mas pegamos o cardápio e logo pedimos a comida. Pedi uma porção pequena e para o acompanhamento um vinho tinto do porto. A nossa conversa… não tinha “a nossa conversa”, nós mal tínhamos assunto, então resolvi fazer algo para isso acabar, esse silêncio e ficar nós dois olhando para lados opostos.

-Me fale mais de você.. - Pedi.

-Ah, acho que não tem muito o que falar.

-Então porque é um passado bem obscuro ou porque não quer falar mesmo. - Tentei descontrair um pouco e adiantou, mas bem pouquinho.

-É…me pegou...eu não sei falar de mim.

-Eu também não. - Dei de ombros.

Nosso assunto mudou, agora era comida. Resumindo, enquanto jantávamos e falávamos de comida, eu mal sabia a idade dele. Quer dizer, se não fosse pela Violet me dizer esses tempos, eu nunca iria saber. Foi produtivo o jantar. Melhor, foi produtivo porque ele é legal, e a comida era boa, porque eu estava a ponto de ligar para o Finn e conversar com ele pelo telefone, já que nem assunto, Bruno, tinha.

-Que tal irmos pra minha casa? - Ele pergunta limpando delicadamente a boca no guardanapo.

Ir pra casa dele...Amber, essa é a hora de desistir. Eu quero, mas ao mesmo tempo não quero. Fico nessa indecisão, mas o que seria de Amber se não fosse seus vários conflitos de ser ou não ser, ou querer e não querer.

-...Ok. - Respondi depois de um tempo.

Bruno chamou o garçom para acertar a conta, insisti um pouquinho para pagar o meu, mas ele disse que não precisava pois passava em seu cartão. Saímos do restaurante e no andar de baixo, várias pessoas nos olhavam curiosas. Tive a impressão de que se não tivéssemos andando rapidamente, eles teriam tirados várias fotos.

Seu carro tinha um cheiro gostoso de morango, mas não era aquele cheiro delicado de morango, era uma mistura com uma menta, hortelã, algo que não enjoava nunca. No rádio ele pôs uma música pra tocar, não ousei em perguntar o que iriamos fazer em sua casa, mas ele acabou me contando.

-O tempo está ficando muito feio, por isso convidei você pra ir lá. Não sou nenhum tarado. - Agora eu pensei numa pequena coisinha.

Ele acabou de dizer que não é nenhum tarado, mas e se fosse? Eu nem conheço ele…

-Entendo, não estou preocupada com isso. - Respondi tentando ser mais transparente possível.

-Mas eu acabei nem perguntando… O que faz da vida?

-Ah. - Dei um risinho sem graça. - Sou designer de moda, mas não tenho nenhum atellier, trabalho com um blog na internet mesmo.

-Interessante, uma autônoma?

-Quase isso, minha amiga me ajuda bastante, mas ela tem um emprego fora esse.

-Pensei que vendas por internet não fossem bem remuneradas. -Diz ele sinceramente.

-E não são. - Torci os lábios, mas acabamos os dois rindo. - É terrível.

-Desculpa me intrometer, mas porque não trabalha e aluga um espaço pra isso?

-É o que eu estou vendo, mas arranjar um emprego assim não é fácil, preciso de algo que ganhe dinheiro pra conseguir alugar e comprar os móveis… Muita coisa.

-É, é um planejamento e tanto.

Continuamos o caminho falando sobre o meu trabalho, minha faculdade, em quanto tempo eu me formei, e essas coisas. Até que eu estava achando bem legal o papo. Um trovão se faz nos céus, provocando um barulho intenso. Tremi no banco e senti que Bruno queria rir da cena, mas me respeitou.

Bruno abriu um pouco a janela do carro, onde já pudemos perceber que estava garoando bem fraquinho. Ele pôs a mão pra fora e apertou um pequeno controle em suas mãos, e o portão abriu. Catei meu celular que vibrara dentro da bolsa.

“Sua safada, falou que iria sair comigo e eu tive que inventar uma história. Depois quero saber onde está e detalhes. Aproveita”




Claro, eu dei uma mentirinha básica de onde eu iria. Falei que iria numa festa com Belle depois iriamos para a casa dela dormir lá.


  • Gente, me perdoem, mas estava difícil as coisas por aqui. Meu pai já está melhor, mas ainda aspira muitos cuidados, tá bem complicada a situação toda. Enfim, eu fiz o que eu pude, e tô postando pra não deixar sem, mas não prometo que virei amanhã pra postar. Beijos e comentem se puderem <3 

2 comentários:

  1. Ahh a safadeza é ocultamente palpavel entre eles hahahah Amb safadinhaaa.
    Que bom q seu pai esta melhor. Espero q ele se recupere logo Dri.

    ResponderExcluir
  2. Já vi que vai ter safadeza no próximo hahaha EITA! 66' Que bom que seu pai melhorou, sis <3

    ResponderExcluir