quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Capítulo 5 - a dream

Quase cochilei ali de tanto tempo que fiquei olhando para os lados ou um ponto fixo. Quando comecei a bocejar levantei do sofá e me ajeitei..

-Violet, acho melhor nós irmos, está tarde. - Disse chegando próxima dela.

-Fiquem mais um pouco. - Bruno estava com uma garrafinha de água na mão, e logo que falou isso bebericou-a.

-Eu queria ficar mais um pouco, mana. - Violet disse numa súplica.

-Eu sei Violet, sei que você queria que esse momento não acabasse, mas eles tem uma vida e nós duas também. - Olhei para ela, fiquei com pena de ter que dizer "sim, nós vamos embora".

-Mas... - Ela não tinha argumentos, coitada.

-Então vocês vem no próximo show. - Bruno dá um sorriso, olhei para ela com ar de repreensão, não é que nós estivéssemos sem dinheiro, mas para gastar com "bobagens" não tínhamos mesmo. Ela compreendeu meu olhar e levantou da cadeira em que estava sentada. - Ryan, me dá dois ingressos.

-Eu não tenho nenhum aqui. - Ryan torce os lábios batendo com as mãos na lateral do seu corpo.

-Droga. - Bruno revira os olhos. - Qual o seu número?

-Pra que? - Arqueei uma sobrancelha.

-Vou mandar uma mensagem com o meu número e você responde com o seu endereço. - Ele da um sorriso. - Não irei passar trote, não se preocupe.

-Ok.

Disse para ele o número e só não insisti para que ele não desse os ingressos porque eu sei que Violet iria ficar brava comigo. Deixei que ele pegasse meu número e então demos tchau para todos, eu apenas acenei de longe e Violet deu um abraço em cada um. Fomos guiadas para o carro que nos esperava quase no mesmo lugar em que nos largou. Já estava um pouco mais frio.

Ela foi dormindo e eu a carreguei para dentro de casa, depois de toda a sua euforia, vem o cansaço. Larguei-a na sua cama e fui para a cozinha beber um copo de leite para tomar meu banho e ir dormir.

-Boa noite filha. - Diz minha mãe chegando na cozinha.

-Pensei que já estivesse dormindo. - Disse olhando para o relógio que marcava uma hora da madrugada.

-Eu tentei, mas fiquei preocupada com vocês. - Egocentrismo da minha parte dizer que não foi por isso que ela não dormiu, porque eu conheço ela, ela não se preocupa tanto assim conosco, pelo menos não comigo e nem com a pobre Violet. Coloquei o leite no copo, guardei a garrafa e fui tomando ele ligeiramente. - O show foi bom?

-Foi maravilhoso. - Dei um sorriso limpando os cantos da minha boca, sujo pelo leite.

-Filha...- Logo vi que ela iria engatar em algum assunto no qual eu não estava afim de ouvir, estava cansada e só queria minha cama após um banho.


-Boa noite, mãe. - Passei por ela largando o copo sujo na pia sem ao menos lava-lo e fui para o quarto.

Peguei meu pijama e fui para o banho. Tudo o que eu aprendi, de sempre até sempre, fui eu mesma que corri atrás. Eu não julgo a minha mãe, nem meu pai desleixado um pouco, mas julgo-os por me terem sendo que não estavam preparados para terem um filho. Quando eu tinha sete anos presenciei uma briga muito feia entre os dois, minha mãe é mais dura que o meu pai. Ele era general no quartel, mas pegou aposentadoria cedo devido a uma lesão que teve na perna direita. Minha mãe tem curso de radiologia, mas ela se aposentou cedo também, mas o dela é por causa do próprio local de trabalho, ela era exposta ao câncer e outras doenças, por isso a aposentadoria cedo. Lavei meu corpo cuidando para não molhar o cabelo. Vesti meu pijama de cetim e me deitei na cama.

***

Acordei assustada, sim, foi um susto!


Sonhei com o Bruno, o Bruno ídolo da minha irmã. Nós estávamos em uma casa de campo conversando assuntos legais, ele conversava comigo e dava alguns sorrisos. Dentro da casa tinha algumas pessoas conversando também e eu não conhecia ninguém. Falando em mim, no sonho eu estava de cabelo loiro platinado. Lavei o rosto com água corrente e me sequei. Livrai-me desses pensamentos idiotas.

-Quero usar o banheiro. - Violet grita do outro lado da porta.

-Espera, não tá vendo que tem gente. - Retruquei.

-Então vamos de uma vez. - Ordena.

-Esqueceu a educação no show, Violet? - Gritei para ela que resmunga algo que eu não entendo. Terminei de fazer minha higiene e liberei o banheiro para ela, que entra rapidamente.

-Menina doida. - Reclamo baixinho.

Abri meu computador e não tinha nada de importante nas minhas redes sociais, ao não ser por uma mensagem no meu celular que me chamou muito a atenção. Era do Finn, o sorriso foi automático.

"Oi. Tudo bem? Abriu um bar no centro da cidade, hoje à noite é inauguração, vamos ir? A Annabelle irá te convidar, mas já estou me antecipando, beijos."

Dei um sorriso com a mensagem, ele é fofo demais. Respondi logo em seguida dizendo que com certeza iria junto com eles.Arrumei meu quarto, bom, só a minha cama e minhas roupas sujas no cesto. Fui para a sala e passei pela cozinha, minha mãe estava fazendo panquecas.

-Bom dia, família. - Diz Violet chegando na cozinha.

-Bom dia mau humorada. - Falei enquanto abria a geladeira.

-Não enche. - Diz ela.

-Bom saber que eu "encho". - Digo pegando o leite. - Assim não levo mais ninguém ao show do meio metro.

-Ele tem a sua altura, e sim mana, eu amo você.

-Idiota oportunista. - Digo e nós rimos.

***



-Posso saber o porque da produção toda? - Pergunta Violet chegando na porta do meu quarto.

-Posso saber o motivo da curiosidade? - Pergunto e ela me oferece o dedo do meio, coloco a língua para ela. - Vou sair com o Finn.

-Tenho um cunhado?

-Não, não sei ainda, quem sabe futuramente.

-Já vi vários encontros que teve com ele, prevejo que ele será meu cunhado em breve.

-Mas que audácia da mocinha estar cuidando o número de encontros que eu tenho. - Comecei a rir. - Nós não chegamos a nos ver naquela vez. Aconteceu um imprevisto e ele não foi. - Torço os lábios.

-Então aproveita hoje.

-Estou recebendo conselhos da minha irmã adolescente.

-Sua irmã adolescente tem mais juízo que você.

Ela saí serelepe pelo corredor da casa e me faz rir baixinho. Minha pequena cresceu tão rápido, ela está tão sabida, tão atenta a todas as coisas. Desde que nasceu eu sabia que ela seria mais que especial para mim, ela é como um amuleto da sorte, só que eu não tenho como carrega-lá num cordão e pendura-lá em meu pescoço.

Não sei como o carro do papai não está no meu nome ainda, porque quem mais usa ele aqui sou eu. Também, ele não saí da frente da televisão, fica ali o dia todo ou senão lê o jornal para apostar alguma grana em corridas de cavalos, e minha mãe não se presta a sair de casa com o carro. Ela pode ter carteira e tudo, mas dirige muito mal.

Continuei o caminho do bar enquanto escutava algumas músicas legais no carro e imaginaria minha noite com o Finn.


  • Gente, é necessário eu fazer essas partes mais "zzz" porque daqui a pouco a fic engrena para a verdadeira história e é preciso vocês saberem o que se passou antes de tudo. Obrigada por comentarem, e continuem se puderem <3 

8 comentários:

  1. Gosteiiiii... Esperando o próximo cap !!

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  2. Gosto dos caps ZZZzzzs hahaha! Fico mais curiosa ainda ;)

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  3. olha só esse capitulo ficou mtoo pequeno, pq tipo, as suas fics a gente vicia e qndo a gente comeca a aproveitar ela acaba?! nao pode!!! tou ansiosa demais pela mensagem do bruno e ver no que isso tudo vai dar, ate pq ela ta caidinha pelo Finn... nao demora com o proximo pooor favooor!!!!

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  4. amei esse capitulo e fiquei curiosa quanto ao sonho da Amber com o Bru será que vai dar algo....mas e o Finn ela gosta dele porfavor nao demora com o proximo!!!!!

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  5. Eu te odeio, mas eu te amo. Senhora, você é desgraceira mesmo, fico me corroendo de cuiriosidade sempre pelo próximo capítulo MDS VAI, BORA ESCREVER UM LIVRO dshfghasdfsd Ay carambolas, continua logo que já aguardo roendo as unhas ,3

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  6. '-Então vocês vem no próximo show. - Bruno dá um sorriso,' ahhhh ♥ ♥ Continua isso logo Dri vamo q vamo pra emoção hahahahh :3

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  7. to tão curiosa voce nao tem noção dri

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  8. cadeee cadee o 6 cadeeee

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