quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Capítulo 12 - the test is positive

Belle já não estava mais ao meu lado quando abri os olhos, no colchão do chão Riley dormia tranquilamente. Ela provavelmente acabou não indo para o curso. Levantei sentindo as piores cólicas que eu poderia sentir, minha cabeça girou um pouco e eu tive que me segurar na porta para não cair.

Fui a caça de algo para comer, mas tonteei novamente somente com o cheiro de alguma coisa na geladeira, acabei pegando torradinhas para beliscar. Peguei meu notebook que já estava sobre a mesa de centro da sala e liguei a televisão. Conectei o wifi da casa dela e entrei primeiramente no e-mail para ver se havia algum pedido, nada. No blog tinha um comentário sobre uma menina que estava com duvidas do que vestir, e outra moça pedindo mais roupas para pessoas "gordinhas".

Respondi os comentários, entrei em minhas redes sociais só para ver o que tinha de novo por lá, e voltei para a página do YouTube. Coloquei no canal da moça que ensina uns truques legais - que eu não aprendi na faculdade - para fazermos as roupas mais estilosas. Olhei os blogs dos estilistas famosos e abri o programa para ver se vinha a inspiração para desenhar algo. Sempre gostei mais de desenhar vestidos, os de noivas principalmente. Os de gala…

-Porque não me acordou? - Riley aparece com o cabelo todo bagunçado. - Bom dia.

-Ah, você estava dormindo tão bem que eu não tive coragem de chamar.

-Faz muito tempo que levantou? - Pergunta ela.

-Na verdade uma hora, pra menos. - Torci os lábios e voltei a olhar o notebook.

-Comeu algo? - Ela abre a geladeira.

-Não… - Tapei o nariz com as mãos. - Essa geladeira tá com um cheiro horrível. - Digo com a voz fanha.

-Não está não… cheiro de leite, cheiro de geladeira normal. - Ela franze as duas sobrancelhas.

-Eu achei, até me deu tontura, pensei que tinha algo estragado. - Comento fechando a tampa do notebook.

-Amber… - Ela pareceu pensar longe.

-Oi? - Pergunto.

-Não nada… vamos tomar café?

-Vamos.

Ela pôs a mesa e pra mim ainda estava com cheiro de algo estranho. As cólicas significam que minha menstruação está por vir, esses são meus piores dias. Como um pedaço de bolo de laranja - o que sobrou de ontem - e coloco pasta de amendoim por cima.

-Você sempre faz nojeiras pra comer. - Ela faz uma careta. - Eca.

-Lembra quando comi tacos com recheio de bolacha recheada? - Comentei e ela gargalha.

-Depois não queria sair do banheiro.

-Mas deu um revertério na minha barriga. - Começo a rir.

-E isso não vai dar? - Ela aponta com o queixo pro meu bolo.

-Não. - Coloco um pedaço na boca. - Tá gostoso. Prova. - Estiquei minha colher pra ela que faz cara de nojo e recusa meu pedaço.

Recebemos uma mensagem da Belle avisando que conseguiria chegar cedo em casa, logo após ao meio dia, só para ficar mais tempo conosco - isso que é bom ser gerente da emissora. Ela perguntou se queria que o Finn fosse ali, mas optei por não. Eu queria, e ainda quero ver ele, mas estou com minhas amigas e quero aproveitar o máximo de tempo com elas ao meu lado.

Estou numa maré meio pensativa desde que acordei, a dor passou após eu tomar um chá de camomila. Sentamos na sala, eu e Riley.

-Temos que aproveitar esse verão ao máximo, temos que ir pra Santa Monica.

-Temos que conseguir dinheiro. - Digo tirando com os dentes, a pelezinha ao lado da minha unha.

-Isso é o de menos, nós juntamos tudo e dá uma grana legal.

-É uma boa ideia, mas não vou tirar nada das minhas economias.

Ela sabe que eu tenho uma conta onde estão minhas economias, tenho um bom dinheiro guardado lá e pretendo juntar até conseguir comprar minha casa e meu carro, ou primeiramente minha casa pra depois comprar o carro.

Tenho uns planos para tudo o que eu faço, isso desde pequena, e quando eles não costumam dar certo, fico meio perdida, sem saber o que fazer. Isso é de mim já, nasci com esse modo de viver. Repousando os pés na mesa de centro e os tirando assim que ouve o barulho da porta, ouço o barulho das sacolas. 

-Comida. - Gritamos Riley e eu juntas. 

-Vocês são gulosas, credo. Trouxe nosso almoço. - Annabelle balança a sacola. - Mas antes preciso ir no banheiro. - Ela torce as pernas e quando larga a sacola corre em direção do banheiro único.

Corremos para as sacolas ver o que de bom continha ali. Tinha três viandas. Uma dizia que continha mais salada e sem carne, já sei que aquele era o prato da Riley. As outras duas não tinha nenhuma anotação. Abri uma delas assim que sentei e quando vi um pouco de sangue naquele bife mal passado - em qualquer outro momento eu atracaria aquilo sem pensar muito -, mas agora meu estômago se revira. Coloco a mão na cabeça e corro para o banheiro atropelando - literalmente - a Belle que quase caí no corredor. 

Fiquei a postos no vaso, mas não saiu nenhuma gotinha de vômito.

-Tá vomitando de novo? - Belle pergunta num tom de desconfiança.

-Não… alarme falso. - Passo a mão pelo meu cabelo e aproveito para prender num coque.

Eu mal toquei na comida. Ela estava gostosa, mas talvez por esse mal estar que tive, agora perdi totalmente a fome. Dei três ou quatro garfadas e ri sobre o que Riley falou: “se eu fosse comer essa carne sangrenta, até eu vomitaria.”. Ela é vegetariana há um bom tempinho, mas é só de carne, porque ovos, leite, queijo e outros derivados, ela come tranquilamente. O ar de desconfiança que Belle ficou me olhando era perceptível há metros de distância. Tentei disfarçar com uma piadinha ou outra, mas não tinha muito sucesso.

Ajudei com a louça. Riley lavou, eu sequei e Belle guardou. Me senti melhor assim, mas estava com um aperto no peito, e algum motivo desconhecido me fez pensar na minha mão. Tranquei a respiração e fechei os olhos pensando o porque estou pensando nela tão repentinamente. Respirei fundo e toquei no ombro da Riley.

-Eu topo em jogarmos twister. - Digo vendo as duas com cara de tédio.

-Vamos! - Animadamente e prontamente, Rye se pronuncia. 

-Não vamos… estou pensando numa coisa aqui.

Sentei-me no sofá ao lado de Riley e ficamos olhando para a Belle que estava com os olhos fixos em algo, mas o pensamento muito distante.

-O que foi? - Pergunta Riley.

-Lembram que eu falei sobre minha irmã, que cuidei dela durante toda sua gestação…

-Sim. - Confirmei.

-Lembramos. - Riley faz uma expressão compreensiva.

-Eu estava com ela quando ela descobriu, e ela estava com os hormônios assim… sabe, ela queria comer, ela vomitava, ela tinha tonturas, ela se enjoava. - Acho que Riley entendeu, mas eu ainda fiquei processando alguma informação no meu cérebro. - Você está grávida, Amb? - Pergunta ela.

Abri minha boca para dizer que não, mas o “não”, não saiu.

-Não… - Digo baixinho.

-Ai Senhor. - Rye pôs a mão na boca.

-Cuida dela que eu vou na farmácia. - Belle levanta da poltrona e corre para o cabideiro pegar sua bolsa que lá estava pendurada.

****

Eu não dei mais palavras desde que Belle saiu. Rye entrou nas suas redes sociais e eu fui passear pela casa. No espelho do quarto vi minha pálida pele, meu corpo magro e meu rosto um pouco mais “doentio” do que é. Tremi minhas pernas pensando nessa possibilidade, isso não é real.

-Amb, vem cá. - Grita Belle pra mim. Dou uma última olhada em meu rosto e sigo para a sala, minha cabeça não se mantinha firme como sempre, ela tendia a olhar pra baixo. - Comprei quatro, faça três e se der alguma dúvida, faça o quarto. - Ela entrega-me três testes e deixa o outro na sua mão.

Meu corpo tremia de medo, meu queixo não parava de bater, como se eu estivesse morrendo de frio, mas estava calor. Parecia que minha pressão tinha se desestabilizado. Parei no corredor, ainda na vista delas e olhei para as duas com minha visão embaçada. Sentei-me devagar no chão enquanto via elas vindo em minha direção, mas minha visão estava cada vez mais embaçada, até que não enxerguei mais nada. 

Meu olhar estava perdido assim que acordei, estava má colocada na cama e senti as mãos da Belle no meu braço.

-Ela acordou. - Diz ela.

-Por quanto tempo estou assim? - Pergunto ainda “dopada”.

-Uns sete minutos, dez no máximo. - Riley aparece respondendo.

-Você precisa fazer isso e depois precisamos visitar um médico. - Belle me mostra o teste.

Fecho meus olhos e rezo para que quando eu abra não seja nada real, que isso tudo é mentira e eu apenas estou com alguma infecção.

Com a ajuda delas vou para o banheiro. Uso os três testes assim como eles pediam conforme as instruções. Sentei-me no vaso e coloquei eles bem longe de mim, não queria ficar ansiosa, mas era impossível. Mergulhei meu rosto sobre minhas mãos e baixinho orei para Deus. Não quero que isso seja real, isso tem que ser uma mentira, um engano… eu posso estar somente com alguma coisa, uma infecção, um problema intestinal e por conta de não comer, minha pressão baixou e eu desmaiei. É isso que aconteceu, somente isso.


Controlei o tempo no meu celular, as horas pareciam voar, e o que eu precisava era de cinco minutos, mas haviam se passado quase dez. Levantei e firmei meu olhar. Os três testes sobre a bancada… duas linhas, uma fraca, uma forte… meu coração palpitou tão forte. Peguei a caixinha do teste para confirmar o que era, isso pode ser negativo, mas não era.

Eu não sabia e nem tinha reação no momento, eu apenas pensei na primeira coisa que qualquer pessoa pensaria: minha família. Mas isso é o de menos agora. Não chorei, me mantive forte. Saí do banheiro com os três testes em uma mão e o celular em outra. As meninas estava em pé na sala, me olharam confusas. Estiquei os testes.

-Eu nunca fiz um na vida, não sei o que isso significa… - Belle ficou olhando as listras.

-Pela cara dela não é nada legal, imagino o que seja. - Diz Rye. Meu olhar estava estático, eu estava me sentindo branca e gelada, como se estivesse morrido.

-Aí meu Deus… - Elas correram e me deram um abraço que infelizmente eu não consegui retribuir.

Caminhamos até o sofá e elas ficaram se encarando como se quisesse fazer mil perguntas, mas não tivessem coragem.

-Vamos começar. - Belle pigarreia. - Não precisamos nos preocupar com casa, você tem a mim e tem a Rye, não é? - Rye concorda com a cabeça. - Sua mãe vai querer te matar. - Ela lamenta fazendo uma cara pensativa.

-Mas Finn é um cara legal pelo que vocês disseram, acha que ele não vai assumir a criança?

-É… mas porque não falou que você e o Finn tinham ido pra cama? - Pergunta Belle.

Não falei porque simplesmente não fomos. Eu só fui pra cama com o Bruno...Bruno!

É ele o pai dessa criança, é ele que tornou minha vida esse inferno a partir de agora. Minha cabeça girou em mil pensamentos, eu tenho um bebê dentro de mim, eu tenho uma vida. Aperto minha roupa com pretensão de apertar minha barriga, mas não consigo. Seguro a lágrima que vai cair e respondo:

-Porque nós não fomos pra cama. - Meus olhos marejaram a ponto que se eu piscasse, choraria até não parar mais.

-Quem é o pai? - Pergunta Rye.

-Porque eu não estou sabendo que tinha outra pessoa na jogada? - Belle aparentemente ficou brava por isso.

-Porque não é outro cara, foi apenas uma noite há um mês e pouco atrás. - Birrei sentindo uma lágrima rolar pelo meu rosto.

-Quem é o cara? - Pergunta as duas ao mesmo tempo em tons diferentes.

-Bruno… - Sinto meu coração apertar-se muito quando pronunciei seu bendito nome.

-Que Bruno? - Annabelle estava morrendo de raiva de mim, isso dava pra ver de longe.

-Foi só uma noite, estávamos quase bêbados e prometemos guardar isso somente pra nós… - Cruzei minhas pernas pra cima do sofá com o olhar vago e lágrimas que rolavam silenciosas. Eu mal podia pensar.

-Continuo querendo saber quem é! - Belle bate os pés e senta-se. Rye não pronunciou nenhuma palavra a mais.

-Bruno, o ídolo da minha irmã. - As duas me olharam sem entender. - O cara famoso, o cantor, o Mars. - Expliquei.

-O QUE? - Grita Belle levantando-se novamente. - Você poderia ter feito promessa à todos os santos do mundo, mas que falasse pra mim, isso é importante. O que deu em você pra não usar camisinha? O que deu em você pra transar com qualquer um…


Ela não parava de falar. Minhas lágrimas foram saindo mais e agora eu soluçava pra chorar, chorava como um recém nascido, deslocado do mundo. Ela está falando a verdade, eu sou uma idiota, porque eu fui fazer isso…Bruno, eu nem o conhecia, eu não sei nem quando ele faz aniversário, não sei que doenças ele poderia ter me trazido. Esse é mais um dos meus defeitos, eu ajo por impulso e sempre quebro a cara. O que me fez pensar que isso mudaria? Eu sou uma burra.


-Para de gritar, para de xingar ela. Isso não vai adiantar. Olha o estado que ela está. Belle, ela precisa de nós. - Ouço Rye sair em minha defesa.

-Queria saber o porque… - Olho pra ela com a vista embaçada pelas lágrimas.

5 comentários:

  1. HOLY SHIT O.o Tá lascado! Posta logo outro, pelo amor de Deus, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh *pirando*

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  2. Oh céus, não sei porque mas já previa isso !
    Ahhh, é muita coisa pra uma pessoa só. To amando <3 <3

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  3. Adriana sua maldita. Eu vou te picar em mil pedaços se um dia eu te encontrar cara. QUE TAMANHA BURRICE FOI ESSA DESSES DOIS? COMO SENHOOOOR? caramba parece aque eu n sirvo pra ser feliz lendo fanfics cara pqp. hwissnjw voltando ao real agr, isso ta demais, embora se eu estivesse numa situaçao dessa nao saberia oq fazer. Continua logo pooor favor

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  4. KJAHAJSLSKJAHASIDKAOAOZIAIJAJSJXLKJAHAHJZKKAIAHHJASJHGSSA NÃO ACREDITO NISSO NÃO QUERO ACREDITAR

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  5. se a minha irmã ficasse com o meu ídolo ia senta a mão AGORA GRAVIDEZ

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