-Amb, está acontecendo algo?
-Me.. - Não conseguia encontrar nenhum tipo de força para continuar a falar.
-Você está passando mal? Amb, você está bem? Eu juro que se isso for um trote, eu mato você!
-Ajuda! - Peço e minha voz volta a falhar.
Senti meus olhos escurecerem, tudo ficou escuro aos poucos, e indo cada vez mais. Ouvi a voz de Riley no fundo, mas não assimilhava nenhuma palavra. Estava tudo desconexo. Largo o celular de vez e fecho meus olhos sentindo um peso sobre mim.
Bruno Pov's
Amanhã à noite iria pra casa. Estava no hotel, atendendo alguns fãs e vendo o assédio de algumas no twitter me xingando e perguntando quem era a mãe do meu filho. Me mandaram imagem de relacionamentos antigos, de pessoas que nunca mais tive contato, de amigos e de Sophia.
Como será que ela recepcionou a história, se ela já viu? Não consigo imaginar a loucura que ela deve estar pensando. Apesar que posso estar enganado, e ela não estar pensando nada também. Nós dois éramos apenas vigas um do outro, quando não precisasse mais, íamos nos distanciar, e é o que eu quero no momento.
Entro no meu quarto, doido por um banho, e vou despindo a jaqueta quando vejo meu celular vibrar e o número de Riley piscar na tela. A única coisa que passa na minha cabeça é meu filho e Amber.
-Alô? - Atendo e ouço a voz dela um pouco nervosa.
-Bruno, estou levando Amber para o hospital.
-Como? O que aconteceu? Porque?
-Eu não sei. - Ela estava afobada. - Eu estava tomando café quando ela me ligou pedindo ajuda, cheguei em casa apavorada e ela estava desmaiada atirada no chão.
-Amber ainda está desmaiada? Para qual hospital vão? Será que é grave? - Sento-me na cama já vestindo o casaco novamente.
-Eu lhe mantenho informado, mas ela ainda está desacordada.
-Eu vou para Los Angeles.
Riley tentou dizer que não era preciso, mas é meu filho que está em risco, é a vida dele ali, e a vida da minha amiga. Posso ser um pouco distante de Amber, mas ela também é importante pra mim, ela gera meu filho.
Falei com Dre, com Ryan, com Deus, com o mundo, para conseguirem meu voo o mais rápido possível, mas o piloto falhou, estava em outro. Até arranjarem outro poderia demorar, como poderia ir rápido também.
Roía unhas no saguão do Four Season, andando em círculos, parecendo uma barata tonta, esperando informações do meu voo, e ansioso por qualquer notícia de Amber e meu filho. Mas nada acontecia, aquele silêncio me matava. Ryan estava fazendo ligações e Dre estava ao meu lado - em termos - tentando me conter.
Foi quando senti meu celular, antes mesmo de começar o toque, vibrar na minha mão. O atendi imediatamente.
-Oi, Bruno.
-Como eles estão? - Ouvi sua risada em minha emergencial voz, preocupada com eles. Eu ouvi sua risada... Talvez não seja nada preocupante se ela está rindo.
-Estão bem. Amber está no soro. - Ouço um barulho estranho, e percebo olhares em minha direção. - Não sei explicar o que foi, o médico irá me chamar assim que der um laudo conclusivo.
-Juro que quase pari uma outra criança aqui. - Passo a mão no cabelo e rio, me descontraindo. - Ela já está acordada?
-Sim, Finn acabou de entrar para vê-los! - Ela explica e depois de ouvir o nome dele, reviro os olhos, fazendo uma careta. - Assim que eu souber de mais alguma coisa, eu ligo para informar.
-Ok, obrigada por tudo.
-Disponha.
-Chego aí em algumas horas, estou adiantando tudo aqui para que consiga sair o mais rápido possível.
Ouvi a risada dela, e ela falou algo sobre achar legal eu estar preocupado. Como não estaria? Só se eu fosse um louco, sem sentimentos, porque é meu filho que está ali. Ok, eu não agi certo por alguns momentos, mas ninguém sabe o que é acordar com a notícia de que uma menina que você mal sabia o nome está grávida. Principalmente quando se é alguém com fama, a primeira coisa que pensei foi que ela quisesse meu dinheiro, ou me prender à ela, sei lá. Existe tantas pessoas perigosas nesse mundo.
Mas foi só por isso. Eu amo meu filho, e gosto muito da Amber, do seu controle, dos seus pensamentos e do jeito que ela mantém a calma em todas as situações.
Depois de tantos anos eu tenho uma nova prioridade, que não é minha fama. Meu filho.
Sorrio abobalhado com o título que ganharei em meses: pai.
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Se fosse trânsito, eu entenderia, mas não há trânsito no céu, caramba. Estava ansioso para aterrizar de uma vez e o lesma que arranjaram para piloto estava de brincadeira conosco, não era possível. Tentei escutar música, tentei dormir, tentei escrever, tentei jogar algo, tentei assistir filme, mas nada conseguia. Meus pensamentos estavam tão longe.
No caminho do hospital, Riley me ligou e avisei para ela que estava chegando, então ela disse que me esperaria para conversar com o doutor.
-Pode me deixar aqui, depois me ligue e eu aviso onde estou. - Peço para Dre, que destrava a porta.
Entro a toda dentro do hospital, nem parando para "oi's" nem nada do tipo, quero somente chegar no meu destino. Aviso na recepção do andar quem estou procurando e encontro Riley. A abraço e ela chora, entre risos, dizendo que dessa vez ela levou um susto tão grande que rezou até para as religiões que não era crente.
Entramos no consultório do doutor, e ele foi logo puxando o prontuário de Amber, que não era pouco. Muitos exames, muitos papéis, até tontura dá após ver isso.
-Pois bem, a amiga de vocês gosta de hospital? - O doutor brinca e nós rimos. - Dessa vez não foi nada demais, foi mais um desmaio por ventura de sua anemia. Vou trocar as vitaminas dela e dar mais um remédio.
-Ela vai ter isso mais vezes? - Pergunto.
-Foi bom tocar nesse assunto. - Ele junta alguns papéis e pega um bloquinho para anotar algo. - Amber passa quanto tempo sozinha?
-De manhã até metade da tarde. - Riley da de ombros, respondendo.
-Ela não poderá mais ficar sozinha, de maneira alguma. Ou ela vai para a casa de alguém que possa estar com ela, ou ela consegue algum acompanhante, ou ela fica aqui no hospital por nossos monitoramentos, o que não é bem confortável, mas é uma opção. O importante é que Amber não poderá mais ficar sozinha.
-Isso nós resolvemos... mas porque, doutor? - Havia uma residência de pulgas atrás da minha orelha.
-Porque ela tem desmaios, porque ela se alimenta, mas ainda sim o corpo não conseguiu tanta energia. Ela terá remédios e vitaminas que terão que ser ingeridas. Ela precisa de monitoramento e seguir esses passos a risca. Não podemos brincar com isso, a gravidez dela está num estágio de cuidados, não queremos que ela avance mais um e vá para o de risco. Vamos prevenir isso, não é?
-Claro, claro. - Riley prestou bem atenção, assim como eu.
Conversamos mais um pouco e tirei algumas dúvidas sobre alimentação e outras coisas a mais, e ele me explicou direitinho. Estávamos autorizados a levá-la pra casa, e no corredor deparo com Finn e Belle conversando. Dou oi de longe e entramos no quarto, eu e Riley. Amber abriu um sorriso quando nos viu, não sei se foi para sua amiga ou para mim, mas me senti bem vendo ela sorrir daquele jeito.
-Eu aprontando mais uma vez. - Sua língua foi para o lado da boca. - Esse quarto está sendo minha segunda casa.
-Que susto que você nos deu. - Digo indo para os pés da cama.- Como se sente?
-Bem, tirando esse negócio que sempre me incomoda. - Ela aponta para o soro.
-Bruno cancelou muitas coisas pra vir pra cá hoje. - Riley interveem. - Acho que ele merece sentir o filho.
-Não... - Nego, não querendo negar, queria muito poder tocar no meu filho agora, mas acho que deixarei pra depois. - Primeiro temos que conversar!
-Qual a advertência da vez? - Pergunta ela em tom de brincadeira.
-Mudou algumas das suas vitaminas, e, agora tem um remédio para ajudar com os desmaios. - Riley conclui uma parte.
-E... você não pode mais ficar sozinha. Por isso, você irá morar comigo!
-Com você? - As duas perguntam, surpresas.
-É, comigo, e eu não aceito não como resposta.
-Mas porque eu não posso mais ficar sozinha?
Expliquei tudo que o médico falou, e frisei bem a parte de que a gravidez pode se tornar de risco e ela pareceu entender tudo que eu falava. Ficamos num breve silêncio enquanto deixava ela pensar, e Riley acabou dizendo que essa seria a melhor solução.
Escolhi ela morar comigo porque a casa nunca está sozinha. Posso aumentar o salário de Marie e ela ficará todos os dias disposta para o que precisar. Posso ficar mais em casa, trabalhar mais no meu estúdio, já que agora estamos em fase final, é mais simples do que antes. Ela ficará mais confortável, terá seu próprio quarto, já conhecerá o quarto que estou preparando para o nosso filho, e o mais importante, ela estará segura.
-Eu não quero dar gastos.
-Cala a boca, Joana D'arc. - Riley revira os olhos.
-Eu aceito, mas desde que eu possa ajudar com algumas coisas. Eu não tenho muito dinheiro, mas eu irei ajudar, ok? - Ela pergunta diretamente pra mim.
Bato continência.
-Ok!
Amber parecia tão distante, ficou olhando para o nada, nem falava. E isso foi tão de repente. Olhei para a Riley, que me olhou fazendo um sinal com as mãos, acho que ela estava perguntando o que a Amber está fazendo, foi quando a própria quebrou o silêncio.
-Eu acho que não posso...desculpa. - Respirou fundo, olhando pra mim.
-Porque não pode? - Só faltava ela dizer algo sobre o Finn ficar com ciúmes e etc.
-Porque não... acho melhor não.
-Você vai, Amber. E eu estou falando sério. Passamos o tempo todo preocupados com você, pelo menos lá eu sei que estará em segurança. - Riley ordena.
-Mas eu não quero estragar a privacidade do Bruno. - Ela rapidamente olha pra mim. - Nós somos amigos e vamos ter um filho, não quero ser uma pedra no seu caminho, ou aquela que irá atrapalhar seus romances.
Reviro os olhos.
-Ás vezes tenho vontade de tocar um tijolo na sua cara. - Riley também rola os olhos, impaciente. - Você vai.
-São ordens médicas, Amber. Não posso fazer nada quanto à isso. Ou você mora comigo, ou você contrata uma baba para você.
-Uma baba? - Amber ri.
-Nós não estamos de brincadeira, Amb. Você vai. Ok?
-Ok!
Se eu te falar o que se passa na minha mente agora voce vai acreditar pq te conheço hahahha amei dri. Continua
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