Amber Pov's
Acordo no hospital, no meio da noite, com o maravilhoso chute do meu filho. Sinto a presença de alguém, então olho para a porta e Bruno está saindo por ela. Meu filho mais uma vez balança dentro de mim e eu sinto uma vontade grande de chorar.
Me lembro de cada "ai" que ele falou naquela ligação. Nunca me senti tão debilitada a ponto de ficar assim. Não tinha intensão de parar dentro desse hospital novamente, muito menos prejudicar meu filho, mas não foi minha culpa. E, posso estar sendo tão infantil, inútil, mas não estou com raiva dele. Só estou triste por ele pensar todas essas coisas.
Viro-me novamente e fecho os olhos tentando pegar no sono.
Bruno estava comigo, na casa de praia onde meus pais passavam alguns verões, Minha irmã estava mais pra frente de nós, então Bruno pegou minhas mãos livremente, e quando ela se voltou para trás, viu nossas mãos e decidiu voltar pra casa com a desculpa e que estava cansada para fazer trilha.
Em certa altura, ele me encostou em uma árvore nos beijamos. Meu Deus, quando suas mãos tocaram minhas pernas, quase tive um surto e baixei as calças ali...
[...]
Bruno Pov's
Sento-me nas cadeiras, olhando para os lados, vendo apenas duas ou três enfermeiras que passavam pouco por ali. Eu estava sozinho, de todas as formas. Fiz esforços para tentar lembrar de alguma coisa, mas minha mente limita-se apenas a lembrança de que eu estava em Venice.
-Hey, você ainda aí amigo! - O médico de Amber passa, ele estava indo para o seu quarto.
-É, eu aqui... - Levanto rapidamente. - Você pode me falar algo sobre ela, ninguém me informou de nada...
-Ela irá embora amanhã, fique tranquilo. Gravidez não é doença, mas é algo que desencadeia muitos problemas e exige máximo de cuidados. Ela está numa situação delicada, e tudo que ela mais precisa é de paz, ou esse bebê poderá vir prematuro e ninguém quer isso.
Meu peito parece aliviar um pouquinho quanto a isso. Parecia que minhas esperanças tinham crescido um pouco mais e saber que ela já irá embora me deixa mais aliviado. Por curiosidade perguntei o porque ele iria no quarto dela, e ele disse que precisava checar se estava tudo bem, como rotina de plantão.
Fiquei esperando ele aparecer, e de repente ele sai do quarto.
-Ela está sonhando, e falou no seu nome.
-Meu nome?
-É.
-E como pareceu, com raiva, com ódio?
-Não dá para explicar, ela apenas falou seu nome e se calou.
Deixei o médico fazer sua rotina de trabalho e segui sentado ali. Minha mente parecia rodar e rodar, são tantas coisas pra se pensar. Falta apenas quatro meses para o natal, e mais ou menos quatro ou cinco meses para meu filho nascer. Dezembro terá muitas novidades pra mim, o lançamento do CD, talvez o nascimento do meu filho, o natal, e no final, o ano novo. Não quero estar de mal com ela até lá, sinto meu coração miúdo por isso, não quero ser inimigo da mãe do meu filho.
Foi difícil saber que seria pai, principalmente no momento que eu menos esperava e de uma garota que eu também não esperava. Mas já disse que estou feliz por ser ela, que mesmo quando eu não quis arcar com as responsabilidades, me poupou de tantas coisas.
Fechei meus olhos e vi um pequeno flashback em minha mente.
"-Eu quero sumir. Na verdade você deveria sumir...
-Hã?
-Não sabe o que é sumir? Ir pra longe, dar o fora, morrer, sei lá, mas longe de mim.
-É melhor você ir dormir.
-E você morrer. Eu não quero ser pai. Tira essa criança.
-Bruno você não está falando nada com nada, vá dormir.
-Esse filho é meu, mas eu preferia que não fosse. O idiot-britanic merece mais que eu. Dá esse filho pra ele. Eu pago pra vocês irem pra longe.
-Bruno...
-Ou aborta. Não vou registra-lo.
-Cala a boca!
-Quem você pensa que é pra me mandar calar a boca? É uma coitada, não tem onde cair morta..."
Eu falei isso? Como tive coragem? Nunca teria pensado algo assim, no mínimo estava muito envolvido com a bebida num estado mais alto da coisa. Como eu saí de onde estava? Digo... qualquer um poderia ter me encontrado daquele jeito e ter pego minhas coisas, ou feito pior comigo.
Nunca que eu iria deixar de registrar meu filho para deixar que aquele sem-graça registre. Torço para que ele nasça com traços bem fortes meus, para que não tenha dúvidas e vive sempre com esse peso na consciência de que esse filho é meu.
Aliás, ele saberá desde que nascer - claro, se agora a Amber quiser me ver -, que eu sou pai dele. Ao contrário do que disse quando estava bêbado, eu não quero o mal da Amber, muito menos do meu filho, e vou cria-lo sim. Vou faze-lo ser um cara melhor que eu! Irei honrar meu nome com ele, eu prometo. Serei um bom pai... eu quero ser um bom pai.
Driiii do ceu a Amb preciaa perdoar o Bruno :'(
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