Bruno Pov's
Acordo com barulhos ao meu redor, logo eles param e quando eu abro os olhos a claridade da rua me incomoda. Dou um pequeno grito e sinto minha cabeça incomodar. Afofo meu travesseiro e puxo minhas cobertas na altura da cabeça que são arrancadas de mim com um puxão forte.
-Acorda seu maluco inconsequente. - Vejo um borrão, minha irmã que arrancara as cobertas de mim. Essa idiota me paga.
-Vá a merda, Tiara. Me deixe em paz.
-Paz? Paz? Bruno, eu deveria estar estrangulando você.
-Tiara, vamos sair daqui, ele deve estar com dor de cabeça.
Até que enfim alguém sensato diz isso pra maluca da minha irmã.
-Dor ele vai sentir se precisar enterrar o filho que nem nasceu.
Do que ela está falando? Sento-me na cama quando Jaime está fechando a porta. Passo a mão em meu cabelo que estava mais duro do que o normal. Tento assimilar as palavras que ela disse com algo, mas não lembro mais nada além de Venice. O que fui fazer em Venice? Aliás, quando foi isso? Parece que estou dormindo há uma eternidade.
Levanto da cama e na mesinha ao lado há comprimidos e um copo d'água. Pego-os e tomo de uma vez só. Faço uma rápida higiene no banheiro, e saio de lá com o corpo molhado ainda do banho breve que tomei. Visto uma roupa qualquer e saio do quarto. Há pessoas em minha sala, pessoas vulgo minhas irmãs e meu irmão, junto de Phil. Fiquei escutando os berros de Tiara, que estava furiosa comigo. O que eu posso ter feito de tão grave?
-E pra que fazer isso? A família deve estar nos odiando. - Ouço a voz de Tahiti.
-Ele estava bêbado, mal sabia o que estava fazendo. - Claramente Jaime parece sair em minha defesa.
-Bêbado ou não, se aquela criança morrer, ou se o estado dela piorar, eu juro que entro naquele quarto e acabo com a raça dele. Não tem justificativa fazer isso. É o filho dele.
Eu fiz algo pra Amber e meu filho? O que? Sinto um arrepio passar pelo meu corpo levantando meus poucos pelos. Apareço na abertura da sala, olhando para todos tentando achar alguma explicação para o que eu fiz. Mas vi apenas Tahiti e Tiara deixarem a sala me olhando tortamente, e Phil sentar ao lado de Ryan, enquanto Jaime e Eric me encaravam em pé.
-Está se sentindo bem? - Pergunta Jaime. Sua voz está tão diferente comigo.
-Um pouco de dor de cabeça e muito enjoo. - Caminho um pouco pra frente e Eric se senta. - Posso saber o que eu fiz, ou sei lá...- Coço a cabeça.
-Bruno, a Amber está no hospital. - Ouvi o choro de Tiara perto da porta da sala, não me sinto com coragem de virar para ver como está Tiara. Sento-me e continuo a encarar Jaime esperando por mais alguma resposta.
-Ela não está nada bem, está fraca.
-Anemia novamente? - Pergunto.
-Você não lembra? - Eric me pergunta.
-Ou ele se lembra, mas a mente pesa tanto que ele prefere esquecer. - Tiara opina mais um vez, com sua voz chorosa.
-Eu não lembro de nada praticamente, só que fui para Venice e nem sei como saí de lá.
-Acha que devemos leva-lo no hospital? - Pergunta Jaime para os caras.
-Acho que ele não deveria aparecer nem pintado de ouro lá. - Ryan da sua opinião enquanto me encara.
-Mas eu quero ir, eu quero vê-la. Como eles estão?
-Já disse que ela precisa de muitos cuidados Bruno! - Jaime estava estressada, mas tentava manter o controle e a ordem na situação.
-Eu quero ir pra lá. Vou trocar de roupa. - Me levanto como vulto e saio da sala, escuto Phil falar.
-Posso leva-lo, mas alguém tem que ir comigo.
Meu peito estava apertado. Eu não fazia ideia do que tinha feito e da gravidade da situação que meti Amber. Ela está no hospital por minha causa, eu preciso ir visita-la. Visto alguma roupa e pego meus pertences pessoais. Checo o horário em meu celular. Passa das três da tarde. Enquanto o carro é dirigido por Philip, e minha irmã, Jaime está no banco de trás, eu fico olhando pela janela pensando que não me perdoaria se algo acontecesse ao meu filho. Estou aceitando tudo isso agora, não posso perder tudo.
Entramos no hospital e senti alguns clicks em minha direção. Não dou bola para o que quer que seja. No elevador consto que toda minha dor foi embora dando lugar maior ao meu nervosismo. Eu precisava vê-la. Phil fala com a recepcionista do andar enquanto Jaime fala com Pres no telefone. Vejo no corredor em que entramos Riley e Finn. Caminho rapidamente na sua direção, que me olha com reprovação enquanto se levanta.
-Como tem coragem de aparecer aqui? - Pergunta Finn bancando mais uma vez o valente.
-Como ela está? - Sinto a mão de Phil no meu ombro, mas pergunto para Riley.
-Não tivemos muitas notícias, mas sabemos que é delicado. - Noto a diferença em seu tom de voz.
-O que está fazendo aqui, não basta quase arruinar com tudo? - Finn chega mais perto de mim.
-Pega leve, eu ao menos sei o que fiz...
-Eu te falo o que fez. - Ele chega bem perto de mim, me encarando com fúria. - Você quase matou ela.
-Não sei como eu fiz isso, juro...eu estou arrependido seja lá do que.
Vejo seu punho vindo na minha direção em câmera lenta. Não consegui nem me mover, algo dentro de mim me segurava dizendo "você merece, permaneça ai e deixe que ele te bata". Phil pediu que ele parasse e Jaime me segurou quando cambaleei.
-Eu mereço, deixa. - Pus a mão em minha boca, mas não estava sangrando, apenas doendo.
-Você merece mais que um soco.
-Hey nada de brigas aqui dentro, vocês parecem animais! Estamos dentro de um hospital. Sorte de vocês que não tinha ninguém aqui por perto, senão os dois estavam fora daqui.
-Garanto que ele não, ele é rico e pode tudo!
-Cala sua boca, já fez o que acho que deveria, eu já disse que estou arrependido, agora não venha me enfrentar. - Revido e Riley fica entre nós. Phil me coloca sentado nas cadeiras enquanto minha irmã vai atrás de água.
Finn saí com Riley, falando algumas coisas que não presto atenção. Em poucos minutos chega Annabelle e Violet. Sorri para Violet sem mostrar os dentes, e ela somente baixa o olhar. Outra que eu decepcionei.
-Como você tem cara de pau de aparecer por aqui? - Ouço a voz de sua amiga.
-Seu amigo já fez questão de dar um soco em mim, quer dar o outro? - Pergunto oferecendo o rosto.
-Não Bruno, não quero. Não vale a pena me matar por isso.
-Violet? - Sorri pra ela, que agora mostrou que ela estava, além de decepcionada, com raiva.
-Bruno, você é um idiota. - Ela chora e Annabelle a abraça.
Ótimo, todos me odeiam e eu não sei de nada que eu falei pra ela, não consigo lembrar. Fico ali sentado, ouvindo eles conversarem, até ver que Violet foi embora com Finn e as duas continuam ali. Peço para Phil ir pra casa e cuidar da sua mulher, e a mesma coisa com Jaime, eu posso ficar ali sozinho. Eles ficam por mais uns instantes comigo e vão embora. O médico fala com as meninas que não dizem nada pra mim, apenas uma delas entra no quarto de Amber, e a outra permanece ali no corredor sentada como eu.
Como algo na praça de alimentação e retorno para o meu lugar. Annabelle estava saindo do quarto, quando Riley entra. Belle me encara, como se eu fosse um monstro horrível, e eu sei que fui. Mas nada desse caos foi minha intensão. Assim que Riley sai, eu me levanto e vou até a porta, ela bloqueia minha passagem.
-Hoje não, acho melhor não.
-Mas eu preciso vê-la.
-Não dá, Bruno, definitivamente. Não quero brigar com você, mas você tem que colaborar.
Novamente sento de braços cruzados, esperando por alguma notícia a mais. Belle vai na frente e Riley me dá tchau direito, e eu aviso que irei ficar aqui para caso apareça alguma emergência. Cochilo na cadeira, fico entendiado sem fazer nada, caminho um pouco, bebo água, e parece que nada sacia a vontade de entrar lá.
O relógio marcava mais de uma hora, quando resolvi que era hora de vê-la.
Entrei no quarto com cuidado, espiei para ver se ela estava acordada, mas não estava. Tem mais aparelhos ligados à ela. Um está controlando batimentos, outro é o soro, outro é um pequeno aparelho no dedo. Eu que fiz isso à ela? Seu rosto está mais pálido que o normal. Arrasto a cadeira com maior cuidado para não fazer barulho, para o seu lado e fico bem próximo a sua barriga.
-Oi bebê. - O chamo, encostando em sua barriga levemente, com receio de acorda-la. - Você ainda está ai, não é? Você não pode ir embora. Eu sou um imbecil, eu sei, mas eu prometo que vou me esforçar. - Rio, tentando parar as estúpidas lágrimas que insistiam em escorrer. - Eu estava bêbado, eu juro. Nunca vou deixar você beber. Eu... Eu sei que você está aí, sabe? Eu acho que sentiria se você tivesse...- Engulo em seco, se conseguir pronunciar a palavra, e resolvo um eufemismo. - Ido. Eu prometo que vou me esforçar, só fica aqui com sua mãe e comigo. Eu juro que não quis desejar seu mal, ou que você morresse. Eu só estava frustado por provavelmente não ser o pai que você precisa. Me desculpe... Eu sei que aquele imbecil britânico vai acabar passando mais tempo e sendo mais presente que eu, e consequentemente mais exemplar, mas, você é o meu garoto. Promete pro papai - meu peito se contorce quando pronuncio essa palavra - que você vai ser meu bebê? Mesmo que eu faça essas besteiras? - Me inclino pra frente, e toco mais uma vez sua barriga. Com cuidado. E sussurro. - Foi estranho saber que eu teria um filho, ainda esta sendo, mas eu vou moldar tudo isso e tudo vai melhorar. Mas o que é mais estranho é que eu já sinto que eu amo você, talvez eu o ame desde o momento que descobri que seria pai, mas fui covarde pra admitir. Ei pequeno, estamos aqui te esperando ansiosamente, esses cinco meses terão que passar voando para eu poder conhecer o garotinho do papai. - Sorrio feito bobo perante a barriga que cada dia cresce mais. - Desculpa a bagunça que você irá encontrar quando chegar por aqui, a gente tá fazendo o melhor do melhor. Eu te amo tanto.
Dou um beijo em sua barriga, com cuidado para não ser percebido e peço silenciosamente que se ele ouviu tudo isso, que desse algum sinal. Mas espero por segundos e nada é feito, então limpo minhas lágrimas na barra da camisa e saio de mansinho do quarto, assim como entrei.

Só tenho duas coisas a dizer: foi FODA e eu chorei horrores! PER-FEI-TO! <3 Sis, vc é incrível!
ResponderExcluirSÓ ACHO QUE O FINN PODE MORRER
ResponderExcluirLeitora nova na fic uhuuuuul. Cheguei agora e já estou abalada com esse capítulo, é muita emoção poxa.
ResponderExcluirComo sempre suas fic são PERFEITAS!! Um beijo e estou amando <3
O Bruno consegue ser otário e fofo ao mesmo tempo, não sei se devo ama-lo ou odia-lo.
ResponderExcluirAva ele faz merda e depois isso ?? Serio? Driiii resolve se quer ele mal ou nao...kkkk brincadeira ta.....quero logo ele dois juntos que demora pra ele começar a si interessar por ela quero ver a reação do finn ....
ResponderExcluirCade a driiiiiii
ResponderExcluirDriii aparece logo mulher
Aparece mulher,posta mais u-u
ResponderExcluirdriiiiiiiiiiiiiiiiiiiii aparece mulherrrr cade vocêeeeee
ResponderExcluirADRIANA FAÇA O FAVOR DE POSTA LOGO MDSSSS OXI
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