As coisas estavam fora do controle. Não conseguia me reconhecer, ainda é difícil demais admitir que eu terei um filho, e tudo que eu mais precisava era de um abraço da minha mãe e um tapinha nas costas dizendo que tudo vai ficar bem e que as coisas irão acontecer da forma que tem que acontecer. Pensei que estava bem, que aquelas vezes que fui no hospital ficar com ela tinham sido o suficiente para me conscientizar que realmente há um filho meu vindo, mas hoje acordei mais pesaroso que o normal.
A semana que dormi na casa dela passou, e eu consegui uma bela professora de yoga para nós. Começamos semana que vem por causa do seu horário apertado. Pego minhas chaves, minha carteira e meu celular. Dirijo para a casa do meu irmão, passar o final de semana em família.
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Olhei para meu irmão, Eric, sentado conversando com o Liam que havia aprontado com seu primo. Liam escutava tudo tão atenciosamente, e assim que Eric terminou de falar, ele lhe deu um abraço bem apertado. Seus braços pequenos ainda em fase de crescimento perto dos braços malhados do meu irmão chegaram a ficar engraçados. Termino a soda que havia pego, e meus três sobrinhos correm pela volta da piscina, tinham acabado de brigar, mas já estavam de bem novamente.
A quem estou enganando, ou que diabos estou fazendo? Ser pai não será uma tarefa fácil, eu não terei as mesmas coisas que Eric tem. Nem a paciência, nem o carinho, eu não serei delicado. Se meu filho brigasse com um dos primos eu seria capaz de dizer para ele ir lá e acabar com o serviço de uma vez. Não aguentarei a época que ele chegará da escola e se trancará no quarto, ou quando ele se recusar a passar o final de semana comigo, ou quando ele arranjar os amigos errados. Não estou preparado para nenhuma dessas coisas, e estou completamente perdido.
Definitivamente eu não estou preparado para ser pai.
Meu irmão vem na minha direção, com um sorriso no rosto assim que vê seu filho e sobrinhos. Dou um sorriso de lado e ele logo se senta ao meu lado.
-Quando tá pensativo demais é que aconteceu algo. Fala ai.
-Nada, é que... - Será que poderia ser certo falar à ele o que eu estou pensando? Porque não, não é? Ele é pai, pode me ajudar. - Como é ser pai?
-Me pegou. - Ele ri e encosta as costas na guarda do banco. - Ser pai é como ir para a escola. Nós aprendemos tantas coisas. Quando eu descobri que iria ser pai do Liam, nossa, minha cabeça voou, eu não estava pronto pra isso, achei que seria um péssimo pai e não saberia ensinar ao meu filho.Mas aí ele veio, ele nasceu e eu chorei na frente de muitos médicos, eu que nunca tinha chorado antes na frente de ninguém. Ele cresceu e eu fui aprendendo com ele, enquanto o ajudava a dar o primeiro passinho, fui aprendendo a dar passos mais curtos na vida, enquanto o ensinava a pronunciar as palavras e tinha que ter paciência e esperar o seu tempo, aprendi que tinha que ser mais paciente com tudo, porque tudo tinha o seu tempo. Quando Liam acordava de madrugada e chorava, e eu vi nos olhos de Cindia que ela estava cansada, eu levantava e o segurava, dando-lhe o que precisava e esperando ele dormir, ali eu tive que aprender a tolerância, aprendi que tinha que viver todos os momentos, porque ele está crescendo, e eu estou morrendo. A velhice nada mais é que um indicio que a vida está no final. Eu o criei para o mundo. - Se ele chorou no parto, eu estava quase chorando agora. Eu tenho certeza que meu sobrinho foi bem criado, seus costumes e educação são de dar amém e agradecer todos os dias, ele é uma criança abençoada. - E dói meu coração quando eu preciso xinga-lo. Mas se ele faz algo errado, eu me sinto culpado porque somos nós que ensinamos à ele tudo que ele sabe. Abri mão de muitas coisas, Bruno, mas não me arrependo nada, e se me perguntassem se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria e teria o feito mais cedo para ter mais tempo com ele.
-Não sei o que estou fazendo...
-Quando eu fiquei bravo com você por dizer que esse filho lhe traria problemas, não foi por mal, mas foi por pesar de saber que talvez você não cairia na realidade de que ter um filho é algo especial.
-Mas eu não tenho tanta proximidade dela... eu realmente não sei o que fazer.
-Pegue proximidade. Vocês podem não ser namorados, nem casados, mas podem e devem ser amigos.
A noite, ao invés de ficar ali como meu irmão ofereceu, eu resolvi pensar sozinho. Andei a cidade atrás de algum lugar tranquilo. Comprei duas garrafas, uma de uísque e outra de vodka, mais uma pequena lata de red bull. Entrei no carro e dirigi pela orla de toda Venice. Estacionei-o perto de uma árvore bem grande onde havia dois bancos, peguei as bebidas que estavam num saco de papel, e andei para perto da areia. Sentei-me por ali mesmo e coloquei o celular ao meu lado. Abri as garrafas e a latinha.
-A vida é uma droga. - Falei depois da metade da garrafa de uísque ter ido para meu estômago. - Não quero ser pai. - Falo um pouco mais alto.
Não havia pessoas ali por perto, e se houvesse, estou constando que minha visão está turva demais para distinguir pessoas de árvores, ou de postes, e etc. Olhava para a imensidão do mar e bebia mais um pouco. Precisava afogar tudo isso, e só a velha companheira me ajudaria. Quero ver como sair dessa. Uma garrafa já tinha ido, e eu a toquei longe, poluindo a praia, mas quem se importa? Bebi a latinha de red bull e arrotei tanto que pensei que sairia um filho pela minha boca.
Filho. É por ele que estou assim.
Amber Pov's
O nome de Bruno pisca na tela do meu celular. Não acredito que ele está se vingando me acordando esse horário, se for algum tipo de besteira, eu juro que o mato. Deslizo meu dedo para atende-lo e saio do quarto para não acordar Violet que dormirá comigo naquele final de semana.
-Alô. - Digo em tom ameno.
-Se eu soubesse que fosse te engravidar. - Mal reconheço sua voz, e pouco entendo o que ele diz.
-Bruno, está precisando de algo? - Pergunto e ponho minha mão na barriga. Meu bebê acabará de chutar. Parece que foi ouvir o nome do seu pai que ele se alertou.
-Eu quero sumir. Na verdade você deveria sumir...
-Hã? - Melhor fingir que eu não entendi o que ele disse.
-Não sabe o que é sumir? Ir pra longe, dar o fora, morrer, sei lá, mas longe de mim. - Ele estava bêbado, é óbvio, mas suas palavras machucavam.
-É melhor você ir dormir.
-E você morrer. Eu não quero ser pai. Tira essa criança.
-Bruno você não está falando nada com nada, vá dormir. - Sinto minhas pernas tremerem por instantes. Mantenho o pensamento de que ele está bêbado, não devo ligar para o que ele fala.
-Esse filho é meu, mas eu preferia que não fosse. O idiot-britanic merece mais que eu. Dá esse filho pra ele. Eu pago pra vocês irem pra longe.
-Bruno...
-Ou aborta. Não vou registra-lo.
-Cala a boca! - Digo um pouco mais alto do que deveria.
-Quem você pensa que é pra me mandar calar a boca? É uma coitada, não tem onde cair morta...
Ele ia falando enquanto eu, burra, ficava com o celular na orelha escutando cada palavra escrota e nojenta que ele dizia. Eu não deveria estar fazendo isso, não posso me deixar levar por ele ou por suas palavras idiotas. Escorei-me na parede gelada do corredor, e continuei ouvindo. Bêbado diz o que sempre quis dizer, mas nunca teve coragem. É isso que ele acha de mim? Então aquelas coisas bonitas que ele me disse sobre eu e nosso filho era mentira? Aquela trégua trocada por amizade é falsa? Meu coração palpitava mais forte enquanto meu corpo ia caindo devagar no chão.
-Se eu entrar nesse mar e me afogar, será que quando acordar tudo vai ter passado e você será mais um sonho ruim? Huh, Amber? - Meu nome foi pronunciado arrastado. Mar? Ele está bêbado numa praia. Será que está sozinho.
Porque eu estou me preocupando, depois das coisas horríveis que ele está falando sobre eu e meu filho?
-Eu vou desligar. - Minha voz se arrasta e o choro que eu estava prendendo, desce.
-Não desliga, vai acabar minha diversão. - Ele ri alto.
-VÁ A MERDA BRUNO!
-Olha as palavras...garotas assim merecem morrer, principalmente você. Se você morresse, ele morreria junto? Ta tudo girando...
Não escutei mais nenhuma palavra que ele disse, apenas deixei meu choro me levar, e soluçar cada vez mais. Ele está desejando minha morte. Toquei o celular ao meu lado e me apoiei para levantar, mas minha vista embaça e eu caio novamente, com o olhar distante, lágrimas caindo, e uma angústia sem igual vinda do meu peito. Pisco os olhos e nada mais enxergo.

AHHH QUE MERDA ESSE VADINHO DO BRUNI PENSA Q É PR FAZER ISSO? VOU CORTAR AS BOLA DELE FORA, MAIS CREDO MSM. CMG NAO SE CRIA
ResponderExcluirBRUNO, VC É LOUCO! O.o COMO ASSIM?! ELE DEVERIA SUMIR E DEIXAR ELA COM O FINN ENTÃO u.u Melhor pessoa <3
ResponderExcluirPor isso sou Team FinnBer <3 Bruno seu vadio barato >:-(
ResponderExcluircomo? por que? como ele faz isso ele e idiota velho ....driiiiii me explica pq ele fez essa idiotice
ResponderExcluirAgrr !! Bruno é muito idiota, a Amber merece coisa melhor.
ResponderExcluirSó o que me faltava agr, qndo eles podiam dar certo, o bruno faz isso, pelo amor, já estou ficando revolts, aí lá vai aqle caralhento do Finn se meter afs
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