segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Capítulo 38 - Jealousy and Yoga


Acordo pela manhã com dor nas costas e sentindo minhas pernas incomodarem. Olho para o relógio da parede e marcam quinze para as onze. Vejo Bruno deitado no chão, deve estar tão desconfortável isso pra ele. Preferi não incomodar, somente pus a coberta que eu estava sobre ele e fui até a cozinha.

Não queria ter que comer as frutas agora de manhã, na verdade estava afim de algo bem gorduroso. Passo a mão sobre a barriga e pego dois bifes na geladeira. Coloco um pouco de manteiga na frigideira, e passo alho com leite nos bifes. Esquentei arroz de ontem da janta, e servi um copo de suco. Apenas passei o bife pela frigideira, para doura-lo por fora, mas por dentro quase cru. Sentei na mesa e fui atacar aquilo que meu estomago implorava.

-Você está doida. - Quando Bruno acordou? Sua mão arranca o prato da minha frente e liga novamente o fogão. - Você não pode comer carne assim, isso está praticamente cru.

-Mas eu estou com vontade. - Torço os lábios e ele bufa olhando para a porta da geladeira.

-Amber, você comeu a fruta?

-Hã? - Me fiz de desentendida e ele se abaixa perto da fruteira.

-Ao menos uma fruta pela manhã, você sabe disso. - Ele me joga uma banana. - Come que eu vou fritar isso melhor pra você.

-Obrigada.



A preguiça estava me consumindo, acho que só não fiz algo melhor porque a preguiça não deixou. Aumentei o volume da televisão enquanto empurrava a banana goela a baixo. Dobrei as cobertas e as pus sobre o meu travesseiro, levei para o quarto e aproveitei para separar uma roupa para o banho.

Bruno se juntou comigo no almoço. Ele quis comer as coisas de ontem, e eu comi um bife e o arroz. Não era hora de almoçar, eu sei, mas não tinha pão para dar a ele, então me fiz de doida e nem comentei sobre o horário.

-Que dor horrível. - Falo sobre minhas costas que doem.

-Posso fazer uma massagem? - Pergunta estralando os dedos.

-Não vou negar. - Balancei a cabeça e ele riu.

Sentei de fome que minhas costas ficassem livre para a massagem e ele pediu que eu deixasse minha coluna reta. Suas mãos eram perfeitas para fazer massagem, suaves e delicadas, mas surtiam um efeito imediato. A campainha toca e eu grito para entrarem. Finn aparece na cozinha com um sorriso nada muito satisfeito, e ao julgar por isso, acho que ele se estressou no serviço.

-Oi amor. - Atiro um beijo pra ele, que ele faz questão de se aproximar para depositar um selinho em meus lábios.

-Oi, Bruno. - Sua voz saiu um pouco seca. - Trouxe nosso almoço. - Ele aponta para a pequena bancada, mas quando olha para a pia e vê nossos pratos, sorri com boca torta.

-Nós já almoçamos, desculpa. - Torço os lábios e Finn pega minha mão.

-Sem problemas. - Bruno para a massagem e senta-se na cadeira. Agradeço a ele. - Veio cedo hoje...- Sabia que ele se referia ao Bruno.

-Na verdade ontem à noite eu tive um desejo e ele correu a cidade atrás disso pra mim, então ele dormiu aqui.

-Ah.. porque não me chamou? - Ele pergunta mais baixo.

-Porque você trabalha de manhã cedo e eu não queria atrapalhar.

Os deixei sozinhos na sala para ir tomar banho.

Bruno Pov's

Desde que Finn chegou e me viu, ele fez questão de mostrar que não estava feliz com a minha presença. Sentamos na sala para esperar Amber voltar, e ele já havia dito que não teria muito tempo ali porque precisava voltar para o serviço. O vi falando sobre uma roupinha que ele quer comprar. Vou fazer questão de tacar fogo no que ele der para o meu filho usar.

-O que ela pediu durante a madrugada? - Ele quebra um silêncio que só não era pior por causa da televisão.

-Torta de limão com caramelo.

-Caramba, onde conseguiu isso?

-Em Venice, num amigo do meu irmão que é confeiteiro.

-Ah, claro, você é o Bruno Mars.

-Não entendi o que quis dizer com isso. - Franzo a testa e ele dá um pequeno riso.

-Você acha que consegue tudo na hora que quiser, não é? - Ele se inclina um pouco pra frente.

-Não acho não, batalhei muito pra estar aqui e sei quais as batalhas que muitas pessoas precisam enfrentar. Não venho de família rica.



-E porque resolveu perdoar a Amber do nada? - Finn arqueia somente uma sobrancelha. Eu faço isso melhor.

-Não havia o porque perdoar ela, apenas precisava digerir que realmente esse filho é meu.

-Eu sei, vou assumir ele.

-Ah, você não vai mesmo.

-Vou, sou o atual dela, e já conversamos sobre isso. - Ele levantasse e eu faço o mesmo.

-Esse filho é meu, eu vou dar o meu sobrenome à ele. - Bati no meu peito e ele ri.

-Que seja, ele não vai gostar de você.

-Porque?

-Acha que ele vai amar quando souber tudo o que fez a mãe dele?

-Acho que ele não vai ser criado por um babaca. Ele vai me amar, porque eu sou pai dele!

-O que é isso? - Pergunta Amber chegando na sala.

Pulamos na base, estremecemos. Se ela escutou essa briguinha idiota, é muito provável que irá mandar nós dois irmos embora. Sorrimos quando nos olhamos e ambos concordaram que nada estava acontecendo, somente uma conversa normal. Finn anunciou sua saída e Amb o levou até a porta. Ele a beijou e em seguido me olhou, baixando-se e beijando a barriga dela. Vontade de enfiar minha mão na cara dele.

-Desculpas pelo que ocorreu... - Baixo minha cabeça e para minha surpresa ela ri.

-Não escutei nada do que rolou aqui, só vi que não estavam confortáveis. - Ela põe a mão nas costas e se senta no sofá. - O que aconteceu?

-Nada não. - Não iria entrar em detalhes do tipo "seu namorado é um babaca e ele disse que vai registrar meu filho, mas nem por cima do meu cadáver". Nós estamos nos dando bem agora, e eu não quero estragar isso com a mãe do meu filho.

Amber Pov's

Me despedi de Finn que não ficou ali por muito tempo. O clima parecia tão estranho entre eles quando cheguei na sala, mas quando perguntei isso, Bruno não disse nada e Finn também não. Deve ser coisa da minha cabeça. Sinto um pequeno incomodo nas costas e sento no sofá. Bruno senta também.

-Eu estava pensando numa coisa...

-No que? - Pergunto.

-Que poderíamos iniciar aulas de yoga...

-Bruno, eu não tenho dinheiro pra esse tipo de coisa, mas não posso negar que a ideia parece ser boa.

-Não é caro, e eu vejo que você vai precisar, meu garotão vai ser grandão e  pode dar bastante trabalho.

Não tinha o que falar. A ideia de aulas de yoga era tentadora, na verdade tentadora até demais. Poderia ter mais contato com o bebê, saber melhor as coisas que preciso cuidar, mas não queria que dependesse do Bruno para isso, queria poder ser independente nesse quesito.

-Posso pensar sobre?

-Pode, mas pense com carinho.

Bruno foi embora tempinho depois. Fiquei em casa arrumando o que fazer. Vi tantas decorações para quartos e coisinhas pequenas na internet que me deu vontade de comprar todas as coisas. Conversei com meu bebê antes de dormir, assim como suas madrinhas loucas conversaram também. Não sei se ele entende, mas se entende ele deve saber que é bem amado e esperado. Muitas pessoas duvidam, eu sei que sim, mas eu vou ser uma boa mãe. Vou ser a melhor mãe do mundo, e meu filho sempre vai ter meus braços para se apoiar.  Não quero nunca ser uma mãe como eu tive, quero ser melhor e vou ser melhor.

Falei no outro dia com o Finn a respeito da yoga, ele ficou animado e já falou mil e uma coisas, estava decidido que eu iria aceitar essa regalia do Bruno, e então assim que desliguei o telefone, mandei uma mensagem para o Bruno perguntando se eu poderia ligar. A resposta veio com uma ligação dele.

-Não precisa perguntar se pode me ligar, Amber. - Ele ri divertidamente. - Aconteceu algo?

-Oh, não, não aconteceu algo. E eu perguntei porque vai que você estivesse ocupado.

-Não, pode falar.

-Eu pensei sobre a yoga, e eu aceito.

-Nossa, que legal. Vou procurar professoras...

-Falei com o Finn e ele ficou super entusiasmado com essa ideia.

-Amber, é... se não se importa, a yoga ela é mais para a mamãe e para o papai terem um momento com o filho enquanto ele está na barriga...Eu sou o pai dessa criança, não me leve a mal se deixei você entender errado, mas a proposta é para eu e você.

-Ah... - Não imaginaria que ele quisesse fazer isso. Ainda é difícil imaginar que ele queira esse filho, já que a algumas semanas ele falou que eu era uma aproveitadora. Não tirarei isso da minha cabeça tão cedo, é bem mais complicado do que parece. - Eu pensei que não iria querer...

-Esse filho é meu, eu tenho que crescer e encarar meus problemas sozinho.

-Bom, Bruno.

-Diz que não vai desistir disso. É importante pra mim. Você viu como ele ficou quando eu toquei sua barriga...Quero ter mais contato com ele.

-Tudo bem, mas não irá ter paparazzis atrás de você? Eles irão descobrir.

-Pensei que agora no inicio as aulas poderiam ser à noite, na minha casa. Com o tempo eu vejo exatamente o que fazer. Ok?

-Ok.

-Posso marcar as aulas, ir atrás de professoras... você não vai desistir? - Eu ri de sua pergunta, é legal ele querer proximidade com o filho mesmo que ele esteja na barriga ainda.

-Não irei.

3 comentários:

  1. O Bruno tá mt fofis, olha, eu sinceramente ñ gosto do Finn, seu fosse o Bruno dav um murrão nele mano, e continuaaa, BJS DRII

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  2. EU EXIJO QUE O BRUNO E AMBER SE COISEM TIPO PRA ONTEEEEEM. AMEO DRIZOCA LINDA MARA DO MEU CORAÇAO

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  3. Driiiiii cade voce mulher postaaa vaiii

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