Mesmo nunca tendo um contato com ela, além do que nós fizemos, mesmo eu não conhecendo-a direito, meu coração apertou quando eu imaginei o que de pior poderia acontecer. Não desejo o mal a ninguém, não desejo para ela também, principalmente agora que eu estou aceitando - e muito bem - a ideia de ter um filho.
Avisto dobrando no corredor, a amiga dela que a acompanhou no dia do exame de DNA, e uma outra menina e um cara. Levanto do banco onde estava e olho para eles perdido.
-Oi Bruno, sou Riley, prazer? - Ela estende a mão para me cumprimentar.
-Bruno. - Aperto a sua mão.
-Sou Finn. - Apresenta-se o cara também estendendo a mão.
-E eu você já me conhece. - A amiga dela, que eu custo a lembrar o nome, dá um sorriso irônico.
-Desculpa, nos conhecemos sim, mas não recordo seu nome. - Falei tranquilamente.
-Annabelle. Meu nome é Annabelle. - Ela suspira fundo e olha para a porta dupla que está um pouco mais a frente na parede lateral.
-O que aconteceu com ela, já tinha acontecido antes? - Pergunto.
-Vamos nos sentar. - Riley aponta para os bancos. Ela senta-se ao meu lado e ao seu lado senta Finn e logo depois Annabelle. - Eu nunca vi isso acontecer, ela nunca tinha apresentado nenhum sinal de doença ou algo assim.
-Exceto pelo fato de que ela não queria comer direito. - Annabelle intromete-se.
-Na verdade teve um dia que ela caiu no chão, mas foi há um mês atrás, mais ou menos. - Finn se pronuncia encarando a parede branca.
-E você não nos disse nada?
-Não tinha o porque, ela apenas fraquejou e caiu no chão, mas logo ficou tudo bem. - Ele explica-se.
-De qualquer forma agora não é hora para estarmos falando do que fazer, o que não fazer e etc. É ficarmos sentados e esperando alguma notícia.
Depois que Riley disse isso, todos permanecemos calados. Finn e Annabelle conversavam algo bem baixinho, e Riley ao meu lado estava encarando a parede. Eu somente orava baixinho, pedindo que o que de melhor que tenha para acontecer, aconteça. Se bem que não tem problema se ela perder o bebê, aí não precisarei correr com crianças pela madrugada, além de passar uma imagem ruim para a imprensa.
Que tipo de monstro eu sou? Prometi para minha família que iria cuidar do meu filho! E eu vou. Eles precisam sair dessa. Minhas duas princesas. Eu sinto que é uma menina. Olho para a amiga dela calada, e toco em seu braço para chamar a atenção, parece que ela demorou para captar. Se eu não estivesse uma pilha de nervos e se eu tivesse conhecido ela antes da Amber, com certeza iria dar em cima. Uma perfeita beleza latina, pele lisa, cabelos bem cuidados e um corpo nada mal.
-Riley? - Chamo-a para ver se ela presta atenção. A mesma me olha e da um sorriso meio fechado. - Posso fazer uma pergunta?
-Claro. - Ela respira fundo, por segundos acho que ela estava segurando o choro.
-Vocês já sabem o sexo do bebê? Eu penso que é uma...
-É um menino! - Ela fala e seu sorriso se abre. - Ela estava tão feliz que é um menino, ela fala pra todos que irá ensina-lo a ser o melhor homem que existe, que será um perfeito cavalheiro. Que desenhará roupas para ele estar sempre dentro da moda também e que levará ele a todos os jogos do Lakers! - Uma lágrima fujona caí do seu olho esquerdo e ela fecha os olhos apertando forte.
-Hey. - Limpo a lágrima que caí. - Não precisa chorar, eu sei que ela vai sair dessa e o bebê também. No final verá que tudo ficará bem. - Usei palavras que já foram usadas para mim em momentos difíceis.
-Obrigada! - Ela agradece com os olhos úmidos.
-E ela já escolheu algum nome? - Pergunto e passo uma lista mentalmente de tantos nomes que poderíamos por. É um menino, eu irei leva-lo a todos os jogos da Liga, e ele irá participar do time de futebol da escola, ele irá ter uma coleção de carrinhos e eu irei consegui todos os autógrafos dos jogadores dos Lakers. Fico feliz em saber que Amber torce para os Lakers também.
-Ela e Finn conversam ás vezes sobre isso! - Ela dá um sorriso. - Pensaram em Brian, Chris...
Ela continuou falando e eu não prestei muito atenção. Então quer dizer que o cara que eu apertei a mão é o Finn, o cara que ela disse que queria que fosse seu namorado. Eu ainda lembro quando ela disse isso, estávamos no meu carro, tínhamos aberto o envelope do resultado, eu estava desolado, e ela também, mas mesmo assim ela tentou me consolar, e eu fiquei completamente em choque. Ela conseguiu, ele agora é seu namorado.
Parece que 10% da minha esperança foi embora. Não entendo o porque. Acho que é ciúmes que meu filho terá dois pais, terá um que irá morar com ele e outro que irá visita-lo sempre que der. Posso ser egoísta dizendo isso, mas preferia mil vezes que ela não tivesse com esse cara. Eu sou o pai dessa criança, ela não precisa de dois pais. E não de um pai, que não é pai, e que vai ajudar escolher o nome. O gene dele é meu também, tenho direito de participar dessa escolha.
-Com licença. - Pede uma enfermeira de meia idade com um papel em mãos. - Parentes da Amber Lucy? - Pergunta ela. Riley assente. - O médico quer falar com vocês.
-Podemos ir todos?
-O certo seria um, no máximo dois, senhora. - A enfermeira responde.
Olho para todos, que estão se olhando também.
-Eu irei. - Riley diz.
-Acho interessante o Finn ir. - Annabelle dá mais um dos seus pitacos.
-Quer ir, Bruno? - Pergunta ele.
-Ah, claro. - Levanto e agradeço a ele.
-Você deixou ele ir? Só pode ter um parafuso a menos. - Ouço Annabelle falar. Foi gentil da parte dele deixar eu ir.
Fomos seguindo a enfermeira e a cada passo que dávamos, eu sentia mais medo. Não queria admitir que estava com o coação na boca e com medo da notícia que viria a seguir. A moça abriu uma porta e mandou nós entrarmos para conversarmos com o doutor. Devidamente nos apresentamos para o doutor, que colocou mais papéis sobre a mesa, e mando-nos sentar.
-O caso da Amber. - Ele fez um movimento com seu maxilar, e logo deu continuação. - Estamos fazendo mais exames agora, mas o que eu posso dizer é que ela teve um surto, por pouco seu corpo não se submeteu a uma convulsão, o que poderia ser pior, por sorte ela apagou.
-Ela continua desacordada? E o bebê?
-Vamos por partes. - Ele diz com calma para Riley. - O bebê está bem, até onde podemos ver. Estamos fazendo exames. Mas a Amber está num caso mais delicado. Ela anda se alimentando direito? - Ele pergunta para mim.
Olho para Riley que responde.
-Não, ela come muito pouco, teima que está sem fome, e se sente fraca, desanimada.
-É o que eu imaginava. Ela está com anemia.
-Anemia? Mas e ela vai ficar bem? E o bebê? - Pergunto.
-Já disse que o bebê está bem, e vai ficar. Nesse caso ela anda mais fraca porque tudo o que ela come, como é uma quantidade não controlada, vai diretamente para o bebê. O organismo dela trabalha em prol do bebê, para que ele fique bem, e enquanto ela fica mais fraca.
-Eu falei pra ela comer. - Riley diz baixinho.
-Vamos fazer o possível para que ela fique bem, e acredite, ela ficará. Só preciso que tenham calma. - Ele organiza os papeis e olha para nós. - Tem mais uma coisa, vamos precisar que ela fique no hospital. - O médico torce os lábios.
-Porque? - Riley pergunta.
-Porque, além dos exames que ela terá que fazer, essa anemia precisa ser controlada. E se ela não quiser comer, a gente coloca o soro nela, e injeção de ferro.
-Entendo perfeitamente.
-Vocês irão pegar o quarto com esse plano de saúde? - Pergunta o médico.
-Sim, por favor. Um quarto só pra ela. - Digo prontamente.
-Eu irei pagar tudo pra você. - Ela diz mantendo o tom de voz baixo.
-Não se preocupe. - Assenti pra ela que sorri em gratidão.
Sentados no corredor após horas de espera, Finn e Belle saíram para comer algo na cantina, e nós ficamos esperando os dois ou alguma notícia da Belle. O que viesse primeiro.


Agora ele se preocupa ¬¬' IDIOTA! Finn devia cuidar dela, do bebê e mandar Bruno á pqp, só acho u.u Quero só ver agora, quero briga entre eles, quero eles 'disputando' ela, essas coisas todas pq adoro um babado hahaha AMANDO sis <3 as always, you know ;)
ResponderExcluirQueridaa vc nao é a unica que shippa eles dois juntos nao hahah aqui é Bruber na veia e Finnber na cadeia hahah se bem que o Finn é o tipo de homem que sabe tratar uma mulher direito e nao o Bruno babacao. Mas espero que de tudo certo
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